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segunda-feira, 24 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Planos para o século XXI foram debatidos nas XIII Jornadas da AUP


Da esquerda para a direita: Manuel Costa Lobo, Elísio Summavielle, Pedro Guimarães, Macedo Vieira e Sidónio Pardal
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Sexta-feira, 21, terminaram as XIII Jornadas da Associação dos Urbanistas Portugueses que durante dois dias decorreram no Auditório Municipal.
A Sessão de Encerramento contou com a presença de Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Pedro Guimarães, Presidente da AUP, Elísio Summavielle, Secretário de Estado da Cultura, Sidónio Pardal, da Comissão Científica das Jornadas, e Manuel Costa Lobo, da Comissão de Honra.
Após a apresentação das conclusões, por Sidónio Pardal, e que podem ser consultadas em anexo, Pedro Guimarães reforçou a importância resultantes das muito ricas comunicações e dos debates posteriores que a associação vai fazer chegar à Administração Central, organismo que já deu provas da sua colaboração. O Presidente da AUP afirmou que “o planeamento urbanístico não é de inteira responsabilidade do Governo nem da AUP nem de outra qualquer associação mas é de todos nós, técnicos e não técnicos que em Portugal habitamos. No entanto, a esperada Constituição da Ordem dos Urbanistas Portugueses, cujo processo está em apreciação na Assembleia da República, poderá mais fortemente vir a incorporar a defesa do território”. “Os políticos e os técnicos têm responsabilidades acrescidas, razão pela qual aqui estamos. Não pretendemos sair daqui, fechar a porta do Auditório e esquecer o se passou cá, não vamos fechar este processo. O resultado destas jornadas terá que ter continuidade, razão pela qual estamos em estreita parceria com a administração central e local tentando que a aplicação dos caminhos que nos induzem as propostas que daqui saíram tenham sequência”, acrescentou. Ao Secretário de Estado da Cultura, Pedro Guimarães também deixou algumas palavras: “A situação actual do planeamento urbanístico obriga uma maior atenção para as questões do património. Após uma louca fase de crescimento com algum desenvolvimento, as nossas cidades vão ter que se recentrar virando-se para os seus centros que em muitas delas são históricos e de grande riqueza patrimonial. Daí, precisamos da sua especial atenção para as nossas preocupações que temos a certeza que serão também as suas. O espólio destas jornadas ser-lhe-á oportunamente entregue para que trilhemos este caminho momentaneamente penoso que tenho a certeza que com a ajuda de todos poderá ser melhor”.
Elísio Summavielle
Elísio Summavielle, Secretário de Estado da Cultura, começou por referir que áreas como a reabilitação urbana e centros históricos são aspectos em que tem trabalhado conjuntamente com a Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades em alguns dossiês. “Pela minha experiência profissional de quase 30 anos na área do Património, trabalhei sempre ao pé dos arquitectos, era o historiador de serviço. Mas, cada vez mais entendo as questões de arquitectura e sobretudo urbanismo como questões também de cultura. No nosso ministério entendemos a cultura como algo que diz respeito não só ao Ministério da Cultura mas que transversal e faz parte de todas as áreas do país, deseja-se transversalidade”, acresecentou. Elísio Summavielle considera que “o Ministério deve interagir com outros ministérios”. Durante os cinco anos em que esteve à frente do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), o Secretário de Estado achava que “se calhar o meu lugar era no Ordenamento do Território. Cada vez vou sentindo mais essa convicção porque não se trata só da gestão que se faz do património classificado do Estado, monumentos que são visitados como Jerónimos, Torre de Belém, Alcobaça, Batalha ou Convento de Cristo”.


Há um trabalho invisível no IGESPAR que não é conhecido da opinião pública que são os 700 processos mensais de licenciamento ou de parecer vinculativo. Este trabalho invisível não é plasmado no dia-a-dia da Comunicação Social. “E esse trabalho é um trabalho muito grande que quer como técnico quer como dirigente o fiz”, disse. As regras modificaram-se nos últimos anos. A articulação com o Planeamento e o Ordenamento do Território e com o Ambiente é absolutamente essencial do nosso ponto de vista. “Muitas vezes e não sendo politicamente correcto me opus ao planeamento ou pelo planeamento”, confessou Elísio Summavielle. “Um plano tem muito que se lhe diga. Muito daquilo que nós temos e hoje queremos preservar como centros históricos, como lugares de referência, de identidade estão lá e não tiveram plano”, continuou o Secretário de Estado em tom de provocação para a plateia de urbanistas referindo, a título de exemplo, Lisboa que ficou classificada em primeiro lugar entre as cidades capitais do mundo de atractividade turística e que considera “não há nada mais caótico do que Lisboa”.
Elísio Summavielle enfatizou a vida das cidades, afirmando que “o património mais importante são as pessoas”. Consciente de que “a reabilitação é o futuro”, o Secretário de Estado informou que na Europa 40% da construção civil é feita na reabilitação, sendo que os nórdicos estão nos 70% e nós “ainda estamos nos 11% mas a tendência é para crescer”. Através da reabilitação, há um retorno à polis, à cidade, à rua, ao passeio, ao jardim, à convivialidade dos centros históricos e é por isso que eles são atractivos não é só por causa dos monumentos que lá estão. É no centro, na polis que se define a cidadania, o ser humano, a cultura. A rua é o espelho da nossa cultura. Por aquilo que vemos, sentimos aquilo que temos ou não temos, a nossa identidade. No mundo global em que vivemos não há mais importante do que a identidade e a referência do passado.
O representante do Governo comunicou que Portugal tem 4500 imóveis classificados, o que considera um exagero, chamando na atenção para o facto de que estarem classificados não implica que estejam protegidos porque têm protecção legal mas não efectiva. “Há um trabalho pluridisciplinar que conjuga instrumentos do Ordenamento, do Ambiente e da Cultura que interessa relevar” disse.
“Sem cultura não há urbanismo possível. Somos todos co-responsáveis por muito desastre que se passou neste nosso pequeno território ocidental da Europa. A primeira geração de PDM´s parecem fotocópias de uns para os outros e muito do nosso desordenamento é devido a essa geração”, afirmou.
Elísio Summavielle concluiu enunciando uma vez mais o papel pluridisciplinar imprescindível para o urbanismo do século XXI e que “saibamos romper com aquilo que se fez de mal no século XX”.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Festas de São Gonçalo, em Beiriz
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A 24 de Maio, segunda-feira, a freguesia de Beiriz celebra o seu padroeiro, São Gonçalo.
As celebrações religiosas que marcam este dia são a Missa Solene em honra de S. Gonçalo, às 10h00, e a recitação de Terço e Sermão seguida da Majestosa Procissão em honra de S. Gonçalo, S. Sebastião e S. Luzia, às 16h00.
As festividades conhecem ainda momentos musicais com a actuação da Banda Musical da Póvoa de Varzim e de Lousada, às 8h00, e um concerto às 18h00, no adro da Igreja.
As manifestações de carácter profano arrancaram no domingo, 23, à noite com actuações de grupos musicais populares e com uma sessão de fogo de artifício, às 24h00.
Sobre a devoção da freguesia ao Beato Gonçalo de Amarante, Monsenhor Manuel Amorim escreveu no artigo intitulado “Duzentos e cinquenta anos da vida da freguesia de Santa Eulália de Beiriz” publicado no Póvoa de Varzim Boletim Cultural vol. X, nº 1 (1971) o seguinte: “Diz a tradição local «que se venera nesta freguesia desde o séc. XVI, em cuja época grassava uma grande epidemia que devorava parte dos seus habitantes, os quais tendo já devoção com o Milagroso Santo, foram em peregrinação a Amarante, e lá se conservaram em oração até à extinção de tão grande flagelo». A história parece, neste caso, confirmar a tradição porque, na 2ª metade do séc. XVI (1569), o país foi assaltado por uma formidável peste, que no verão fez milhares de vítimas e por isso se chamou Peste grande. A peste chegou ao norte no ano seguinte e o alarme entre as populações foi tal que algumas cidades quase se despovoaram. Seria nessa altura que os moradores de Beiriz se lembraram de recorrer ao eremita de Amarante, cuja devoção estava em voga. Continua a tradição local «Tendo sido os seus rogos atendidos, voltaram novamente e trouxeram o retábulo do Milagroso Santo, sendo mais tarde adquirida a sua imagem erigindo-se um altar onde é venerado». Em 1621 os devotos de S. Gonçalo já estavam organizados, em forma de confraria, e os mordomos tinham direito a receber as ofertas deles. (…) No século XVIII a festa de S. Gonçalo tinha aspecto de romaria minhota, com danças e profanidades. «Por me constar que se gastava dinheiro de esmolas em danças e profanidades que não pertencia ao culto divino, mando que não usem de tais danças na festa de S. Gonçalo sob pena de serem multados». Foi nesse século que os devotos reformaram o velho altar de S. Sebastião, colocando no camarim a imagem de S. Gonçalo que passou a dar o nome ao altar.”

PÓVOA DE VARZIM

Autarquia assina com Os Delfins



Carlos Ferreira e Aires Pereira

Infopóvoa / Póvoa de Varzim


A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim estabeleceu hoje um protocolo com Os Delfins – Associação de Nadadores Salvadores da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Manter assegurada a vigilância das praias do concelho a partir de 1 de Abril foi o objectivo da autarquia.
Existindo áreas recreativas e desportivas localizadas no areal, na Praia do Carvalhido e na Praia da Lagoa, e que são frequentemente utilizadas, nomeadamente, por crianças e jovens, torna-se necessário garantir a segurança de quem as utiliza, bem como das pessoas que, fora da época balnear têm vindo a ocupar significativamente as praias do concelho, principalmente aos fins-de-semana. O protocolo prevê a atribuição de um subsídio (sete mil trezentos e cinquenta euros) à associação de nadadores salvadores, cabendo ainda à Câmara Municipal assumir os encargos decorrentes da utilização de uma pista das Piscinas da “Varzim Lazer, EM”, duas vezes por semana e durante todo o ano (com excepção da época balnear) aos associados de “Os Delfins”. A autarquia irá, também, colaborar na aquisição de diverso material de apoio aos nadadores-salvadores, de modo a que os resgates sejam efectuados com toda a segurança e eficácia.

PÓVOA DE VARZIM

XIII Jornadas da AUP a decorrer na Póvoa de Varzim

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Tiveram início, esta manhã, 20 de Maio, as XIII Jornadas da Associação dos Urbanistas Portugueses (AUP) que durante dois dias decorrem no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim.
Na sessão de abertura interveio Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim também em representação da Associação Nacional de Municípios, Fernanda Carmo, Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, e Pedro Guimarães, Presidente da AUP.
Perante uma plateia de urbanistas e consciente de boas práticas urbanistas, Macedo Vieira afirmou que “na Póvoa de Varzim estão, hoje, claramente delimitados os territórios dos políticos e os territórios dos técnicos, são hoje claras e conhecidas as regras e os instrumentos de planeamento; é, hoje, claro entre nós que há uma política urbanística integrada e coerente – para a qual contribuem um PDM que de pronto careceu de uma revisão que o convertesse num efectivo instrumento de planeamento territorial, portador de uma estratégia de desenvolvimento e não um mero e mecânico definidor de funções espaciais, um PDM gerador de qualidade de vida e de sustentabilidade; um Plano de Urbanização que mais ousadamente antecipe o futuro da cidade e dos principais centros populacionais do concelho, alguns dos quais dotados de Planos de Pormenor; e tudo, em todo o concelho, norteado por um Plano Estratégico de Desenvolvimento – que, tal como os demais instrumentos de planeamento, é objecto de revisão e actualização permanente, ouvidas a população e as comunidades técnica e cientifica”.

Macedo Vieira


O autarca referiu-se ainda à situação do urbanismo a nível nacional e europeu advertindo que “em Portugal como em todo o mundo, a maioria da população vive nas cidades – aliás, o fenómeno de urbanização da população tenderá a acentuar-se, com todas as vantagens e inconvenientes que daí advirão”. A nível europeu, Macedo Vieira reportou-se à Carta de Leipzig sobre as Cidades Europeias Sustentáveis, de Maio de 2007, considerando-o “um bom manual orientador, não porque, pela primeira vez, os 27 Estados-Membros tenham acordado a definição de um modelo de cidade para a Europa do século XXI, mas porque, pela primeira vez, se acordaram estratégias que, articulando todas as políticas relevantes da União Europeia, permitirão uma política integradora para o desenvolvimento urbano. Parece que temos em comum, nas nossas cidades, problemas idênticos: o envelhecimento físico do edificado, a par do envelhecimento galopante da população, aliás cada vez mais rara nos centros dos grandes aglomerados urbanos; a exclusão social galopante, mercê de dinâmicas económicas que muitos dos velhos e novos residentes não conseguem acompanhar; a mobilidade, que, em consequência da dispersão do edificado, se reflecte num tráfego automóvel que consome saúde, qualidade de vida e recursos energéticos escassos; e as alterações climáticas que, claramente descortináveis desde há muito, assumem hoje uma evidência que ameaça a sustentabilidade do modelo de vida que pensávamos consolidado e que tem maior expressão na vivência urbana. Ou seja: estamos perante uma situação que, globalmente, assume foros de emergência”.


Fernanda Carmo


Fernanda Carmo fez uma reflexão sobre o Planeamento Urbanístico em Portugal cuja primeira década do século XXI impõe novas abordagens, nomeadamente a nível do enquadramento legal, do Edifício do Sistema de Planeamento e de perspectivas (impossíveis) para o futuro. Sobre o enquadramento legal, a Secretária de Estado afirmou que nesta última década houve muitos saltos qualitativos e a implementação de um quadro jurídico coerente referindo-se, em concreto, às alterações operadas em 2007 que tocaram em aspectos essenciais do sistema, nomeadamente, a descentralização de competências atribuindo-se efectiva responsabilização aos municípios a uma mais efectiva coordenação e concertação de interesses. “O sistema assim estruturado parece responder às exigências do país” disse Fernanda Carmo acautelando que “todavia, falta uma nova Lei dos Solos”, cuja elaboração depende do consenso a nível político e técnico sendo necessário promover uma ampla discussão pública para a participação efectiva. A representante do Governo falou ainda dos Planos Regionais e Municipais de Ordenamento do Território (PROT e PMOT), instrumentos de desenvolvimento territorial que definem estratégias e nos quais o Governo tem vindo a trabalhar, e do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) que está a ser alvo de avaliação para uma melhoria do sistema. Fernando Carmo considera que é impossível perspectivar o futuro mas são necessárias visões mais estratégicas, identificar dinâmicas e factores de mudança no sentido da competitividade e sustentabilidade, ameaçada pelas alterações climáticas, uma problemática que os planos territoriais deverão interiorizar na devida medida e escala.
Pedro Guimarães afirmou que “é preciso recuperar a prática do urbanismo” pois “nos últimos 50 anos, verificou-se urbanismo a menos e gestão imobiliária a mais”. O Presidente da AUP considera que o urbanismo é uma área do saber que intervém directamente na vida das pessoas cujo objectivo deve ser o de projectar com humanidade o desenho. “Perdeu-se em desenho o que se aumentou em regulamentação” disse, apontando o excesso de legislação como uma dificuldade ao trabalho do urbanista. “A estabilidade legal é dificultada pela legislação constante através da proliferação de diplomas legais”, continuou o arquitecto que terminou em tom optimista afirmando que tem esperança na requalificação urbana onde aliás a Póvoa de Varzim é um bom exemplo.
Na
página da AUP, poderá consultar o programa detalhado e outras informações sobre as XIII Jornadas. O evento conta com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

PÓVOA DE VARZIM

Adolescência – riscos, alertas e prevenção
Da esquerda para a direita: Pedro Teixeira, Lucinda Delgado, Luís Diamantino, Comissário Gomes e Conceição Prisco
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A Biblioteca Municipal acolheu, ontem à noite, 20 de Maio, uma acção de sensibilização sobre “Comportamentos de Risco na Adolescência” dirigida por Conceição Prisco, responsável pelo Gabinete de Psicologia e Orientação da Escola Secundária Eça de Queirós, seguida de intervenções de Luís Diamantino, Vereador da Cultura e Educação, do Comissário Gomes, da PSP, de Lucinda Delgado, Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Póvoa de Varzim e de Pedro Teixeira, Psicólogo da Escola do Cego do Maio.
“Cada família deverá inventar diariamente a sua maneira de viver.” Esta frase de Daniel Sampaio pôs fim à apresentação de Conceição Prisco que, perante uma plateia de pais afirmou que não há receitas para educar os filhos, o importante é promover neles sentimentos de segurança e convicção, reforçando o seu sentido de responsabilidade no dia-a-dia. Sobre os comportamentos de risco na adolescência, a psicóloga fez uma exposição bastante abrangente referindo-se aos sinais de alerta a que os pais devem estar atentos perante os problemas e consequentes atitudes para ajudar os filhos a ultrapassá-los. Conceição Prisco alertou para a importância do tempo que é necessário que os pais tenham para os seus filhos revelando que o tempo que os pais portugueses passam com os filhos é dos mais baixos da Europa. “Conversem com os vossos filhos” aconselhou lembrando que é importante saber ouvir, “quando não souber o que dizer, espere e ouça” porque um ambiente de compreensão e afecto é imprescindível na relação pais e filhos. Outro aspecto muito importante é a definição de regras que devem ser estabelecidas e negociadas, mantendo a comunicação e o respeito porque “educar não é seduzir” e “o papel do pai é ser pai e não par”, pois tem um papel fundamental no apoio aos filhos e na prevenção de situações problemáticas. Os problemas na adolescência abrangem diferentes áreas que interferem não só com o estado psicológico mas também com o aspecto físico, como: anorexia, bulimia, obesidade, depressão, isolamento, suicídio, bullying, cyberbullying, consumo de substâncias psicoactivas como álcool, tabaco e drogas ilícitas e sida.
Convencido de que a maior parte dos jovens não vive estes problemas, Luís Diamantino considera que mesmo assim é bom alertar e prevenir os comportamentos de risco. O Vereador da Educação, pai e professor falou sobre três aspectos que considera essenciais na adolescência: as expectativas, o reforço positivo e a criação de laços. “É tanto maior a probabilidade de atingirmos a felicidade quanto menor são as expectativas” afirmou, reforçando que é bom que sejamos ambiciosos no entanto as expectativas não devem ser demasiadas e enquanto pais devemos estar atentos a todos os sinais, não nos podemos fechar porque os nossos filhos precisam de uma referência, de um farol. Luís Diamantino concluiu chamando a atenção para a necessidade de saber escutar os filhos e para a importância de a felicidade ser vivida em todos os pequenos momentos e gestos, quer através de um abraço ou de um beijo.


Também no papel de pai e como agente da autoridade, o Comissário Gomes considera que é importante criar regras e incutir valores nos adolescentes assim como incentivá-los a tomar decisões correctas. O Comissário alertou para problemas como o álcool e a droga que são provocados por interesses económicos que permitem que os estabelecimentos nocturnos estejam abertos até de manhã e se tornem espaços propícios ao consumo destas substâncias. O Agente abordou também o Direito e Código Penal que só deve ser aplicado em situações limite e a intervenção penal que só é feita a partir dos dezasseis anos quando não há outra solução para o problema. Até essa idade os adolescentes que cometam crimes sofrem intervenção tutelar. Como membro da Polícia de Prevenção, o Comissário Gomes procura promover uma cultura de segurança nas escolas de modo a determinar e erradicar problemas de risco nos estabelecimentos de ensino.
Enquanto Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Póvoa de Varzim (CPCJ), Lucinda Delgado referiu-se ao funcionamento da entidade que tem um papel fundamental no concelho procurando promover os direitos da criança e do jovem e de prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectarem a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. Sobre a Comissão, referiu ainda que esta desenvolve um trabalho discreto mas muito importante e que envolve muitos elementos enumerando algumas instituições com técnicos especializados em várias áreas e com as quais trabalham em rede, nomeadamente o Centro Hospitalar Póvoa de Varzim – Vila do Conde, o Projecto de Intervenção de Apoio à Comunidade (PIAC), o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), a PSP, entre outros. Lucinda Delgado apontou ainda o papel de mediador, recentemente criado nas escolas, e que desenvolve, através da criação de um gabinete de apoio aos alunos com um psicólogo, um papel muito importante de filtragem dos problemas esgotando todos os mecanismos antes de serem comunicados à CPCJ. Para além de dirigir a comissão, como mãe e professora, Lucinda Delgado considera que a família tem que ser um pilar fundamental na educação das crianças e “temos que arranjar tempo para dizer aos nossos filhos que gostamos deles”, continuou, acrescentando “quero que os meus filhos me sintam como uma âncora”.
Como psicólogo, Pedro Teixeira considera fundamental a responsabilização das crianças, adolescentes e jovens porque “só depois de cumprida a consequência e percebida a lição é que está tudo bem”, afirmou, sensibilizando os pais para o papel dos psicólogos e professores que se desenvolve a pensar no melhor para os filhos mesmo quando se trata na aplicação de medidas de coacção. O psicólogo alertou ainda para a questão do bullying que definiu como uma violência intencional e repetida que se baseia numa assimetria de poder no sentido em que o agressor é mais forte, mais popular ou tem estratégias mais sofisticadas do que a vítima.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Jogo da Péla – o jogo do povo em tempo de Páscoa
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Jogo da Péla esteve em destaque no “À Quarta (h)à conversa” que ontem teve lugar no Arquivo Municipal. Com origens possíveis na Antiguidade Clássica, este é um jogo cujas regras são difíceis de explicar mas a sua prática é simples.
Noémia Costa foi a convidada desta sessão, já que elaborou, para a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um trabalho de investigação sobre o jogo, fazendo-se valer de inúmeras referências bibliográficas deixadas por vários etnógrafos, como o poveiro Santos Graças, falecido em 1956, e testemunhos de figuras poveiras, como Jorge Barbosa ou o Padre Amorim, de Beiriz, também entretanto desaparecidos.
São muitas as referências históricas e literárias ao Jogo da Péla, que pareceu ter praticantes em vários países, embora com alguma nuances. Se em Inglaterra era um jogo praticado por senhoras nos vastos jardins, em França, no séc. XIII, era um jogo de elites, praticado por membros do Clero e fidalgos, em salões próprios.

Na Póvoa de Varzim era um jogo praticado ciclicamente, ou seja, era um jogo típico da Quadra Pascal. Santos Graça indicou mesmo o período entre as Festas da Ressurreição e da Ascensão como aquele em que se jogava, com natural intensidade na segunda-feira de Páscoa, ou do Anjo, em que os poveiros rumavam em direcção aos montes de Argivai para um dia de convívio. Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, assistiu à sessão e recordou que, nos seus tempos de criança, o Jogo da Péla era quase que um acontecimento comunitário, em que toda a vizinhança se reunia na rua, após a passagem do Compasso, para jogar. O número de jogadores de cada equipa era, por isso, elevado, assim como a tendência para ludibriar a contagem de pontos. “Quanto maior era a confusão, melhor”, explicou.
No início, o Jogo da Péla era exclusivo da classe piscatória, sendo que os pescadores aceitavam com relutância a participação de “terrineiros”. Mas aos poucos e poucos este jogo, que pode ser considerado um precursor do ténis, foi sendo praticado por diversos sectores da sociedade.
Duas equipas (sendo que o número de membros de cada uma era sempre variável), uma bola feita de meias de senhoras e uma cachola (banco ou cadeira que servia de ponto de mira), eram o necessário para um Jogo de Péla. As regras eram complicadas, mas a confusão instalava-se porque cada jogo começava sempre com a “negociação” sobre quem era a equipa de cima, a de baixo, os pontos… Em muitos casos, os próprios jogadores faziam apostas a dinheiro, repartido depois pela equipa vencedora. Para dar azar às equipas adversárias, as mulheres passavam uma perna sob a cachola enquanto diziam uma ladainha.
Fosse uma rua, um campo ou um monte, qualquer sítio era bom para jogar o Jogo da Péla, infelizmente uma tradição que se tende a esbater na Póvoa de Varzim.


PÓVOA DE VARZIM

Varzim Lazer propõe cuidar do seu coração
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Maio é o mês do coração e, no dia 22, sábado, a Varzim Lazer propõe “cuidar do seu”. Entre as 10h30 e as 12h30, o exterior das piscinas municipais irá ser o palco de uma maratona de cycling (mediante marcação prévia) e de aulas de grupo de várias modalidades. Com a colaboração de Unidades de Saúde Familiar, poderá, também, realizar rastreios de glicemia e tensão arterial, sessões de esclarecimento sobre nutrição, prática desportiva e hábitos saudáveis de vida e medição do perímetro abdominal e IMC.
A empresa municipal considera-se promotora de actividade física e sensibilizar a população para os benefícios de uma vida saudável faz parte dos seus objectivos. Afinal, os acidentes cardiovasculares estão associados à falta de exercício e a hábitos alimentares pouco saudáveis.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Angariação de fundos a favor do Maria da Paz Varzim

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Mais de 60 crianças usufruem, diariamente, dos serviços prestados pelo Instituto Maria da Paz Varzim. As dificuldades económicas têm sido grandes ao longo destes anos de actividade, mas a dedicação a este grupo por parte da Direcção, dos funcionários e de alguns amigos, tem conseguido superar os contratempos. A colaboração de empresas e particulares tem sido essencial para a continuidade deste projecto. E, é neste sentido, que o Instituto Maria da Paz Varzim organiza este fim-de-semana, 21, 22 e 23 de Maio, no Diana Bar, uma angariação de fundos. Sob o tema “Santa Isabel, Rainha da Paz”, a associação irá promover três dias repletos de iniciativas, desde debates, a momentos de dança, comédia e música. O objectivo é conseguir verbas para a compra e colocação de umas escadas de incêndio, uma norma de segurança imposta pela Segurança Social, sendo que a aquisição e obras inerentes terão um custo de cerca de sete mil euros.
Sendo assim, aa sexta-feira, 21, pelas 21h00, irá decorrer a sessão de abertura, com a presença do padrinho da festa, Manuel Serrão. A academia Gimnoarte irá abrilhantar a noite com um apontamento de dança, ao qual se seguirá o debate “A mulher ontem e hoje”, com a participação de Odete Costa (presidente do Instituto), Cecília Meireles (deputada da Assembleia da República), Andrea Silva (vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), Aurora Cunha (atleta olímpica), Deolinda Carneiro (directora do Museu Municipal da Póvoa de Varzim) e Amélia Monteiro (directora da Exponor).
No sábado, 22, a partir das 10h30, antigos jogadores do Varzim Sport Club vão estar “À conversa com…”, uma interacção informal entre os craques e o público. À tarde, a partir das 15h00, momentos de comédia, poesia e música serão trazidas por “amigos” do Instituto, entre os quais Rui Nova, que recentemente participou no Festival da Canção. Às 21h00, os Pequenos Cantores de Amorim e o grupo Laundos Ensemble vão oferecer um concerto a não perder.
No domingo, 23, às 10h30, mais um “À conversa com…”, desta vez para dar a conhecer a solidariedade de agora e de outros tempos. Laurinda Poças e Joaquina Costa vão explicar as diferenças entre trabalhar no Instituto no tempo da sua fundação e nos dias de hoje. Às 15h00, as crianças do Maria da Paz Varzim vão ser as estrelas, dançando e encantando todos os presentes. A academia Baila Pásion também irá dar o seu contributo a esta festa, dando um espectáculo de sevilhanas. O Rancho de Amorim e Tiago Pereira, violinista, irão também actuar.
Entre jardim-de-infância e Actividades de Tempos Livres (ATL), a associação irá dedicar-se a um novo projecto: “Arrisca”. Durante três anos, o Instituto, juntamente com a Junta de Freguesia da Póvoa de Varzim, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e a Associação Cultural e Recreativa da Matriz, irá trabalhar com crianças e adultos em várias áreas: informática, inglês, música, desporto, acompanhamento psicológico, oficinas família, expressão plástica e acompanhamento ao estudo. Todo este apoio será gratuito para aqueles que forem recomendados por um destes parceiros e funcionará na sede da Associação Cultural e Recreativa da Matriz. O Instituto Maria da Paz Varzim foi a única instituição a quem o apoio foi concedido na Póvoa pelo Ministério da Solidariedade, no âmbito do Programa “Escolhas”.
Por todos estes motivos e mais alguns, a associação espera pela sua presença e pelo seu contributo. Não se esqueça que “o melhor do mundo são as crianças”.

terça-feira, 18 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM


“Ser Mulher” – exposição homenagem n’A Filantópica
Infopóvoa / de Varzim
De 17 a 31 de Maio Gina Marrinhas expõe de novo n’A Filantrópica, sendo que a Mulher é o tema principal das pinturas que traz à Póvoa de Varzim.
A inauguração da exposição decorre às 20h00 de hoje e a entrada é livre.
“Ser Mulher”, o título da exposição, pretender ser “uma pequena homenagem a nós, mulheres de todas as idades, cores, raças ou religiões, mas especialmente àquelas que contra tudo e contra todos, continuam a lutar por um Mundo melhor”, explica a autora. “Pretende-se chamar a atenção para o papel cada vez mais importante que a mulher vem conseguindo na sociedade, e contestar e rever preconceitos e limitações, que continuam a ser impostos à Mulher”, remata.
Gina Marrinhas já expôs por diversas vezes na Póvoa de Varzim, mais concretamente na cooperativa cultural A Filantrópica. É natural de Macinhata do Vouga e estudou desenho na Fundação Calouste Gulbenkian, em Aveiro.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Luísa Dacosta encontra-se com público infantil, na Póvoa de Varzim
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Luísa Dacosta esteve esta manhã, 14 de Maio, na Biblioteca Municipal. A escritora veio à Póvoa de Varzim para se encontrar com alunos do 4º ano de escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho que participaram na actividade “Agora acabamos nós”.
A iniciativa foi proposta pelo Serviço Educativo da Biblioteca que desafiou os alunos a darem um final ao conto O Elefante Cor-de-Rosa, da autoria de Luísa Dacosta. Os grupos do 1ºCEB que colaboraram nesta actividade de incentivo à escrita e leitura deram um fim à referida história, que lhes foi previamente narrada omitindo o seu fim. Agora, na presença da autora, os grupos escolares apresentam o trabalho colectivo que lhes foi proposto. Durante a manhã, a escritora esteve com alunos da Escola dos Sininhos e Nova, sendo que à tarde serão os alunos da Escola do Desterro e novamente Sininhos a expor o seu trabalho a Luísa Dacosta.

Esta actividade repete-se segunda-feira, 17 de Maio, às 10h00 e às 15h00, desta vez na biblioteca escolar da EB1 Aldeia Nova em Aver-o-Mar, com turmas das escolas de Refojos e Aldeia Nova.
O Elefante Cor-de-Rosa, das Edições Asa, pertence ao Plano Nacional de Leitura, sendo um dos livros recomendados para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula. Trata-se reedição de um pequeno conto de Luísa Dacosta – porventura um dos mais emblemáticos da sua obra no domínio da literatura infantil –, que conserva as ilustrações originais da primeira edição (de 1974), da autoria de Armando Alves. A história desenrola-se em torno de um pequeno elefante cor-de-rosa, que é a cor dos sonhos das crianças, e fala-nos, num primeiro momento, do “mundo amável” em que ele vivia, juntamente com outros elefantes cor-de-rosa. Era um mundo de paz e de alegria, onde não havia sofrimento. Confrontado, num segundo momento, com a morte inesperada deste seu mundo, o elefante vê-se obrigado a partir e acaba por ir viver para a imaginação de uma criança!
Uma história de sonho e fantasia, que aborda, porém, ainda que de forma magistralmente subtil, valores tão importantes como a amizade, a solidariedade e a entreajuda. Aparentemente simples, na forma e no conteúdo, este pequeno conto revela-se, afinal, fortemente cativante, seduzindo tanto pela riqueza das emoções que desperta como dos simbolismos que encerra – tão ao jeito de Luísa Dacosta!
Professora e escritora, Luísa Dacosta é bem conhecida dos poveiros, sendo também bem conhecida a sua profunda ligação á Biblioteca Municipal, cujas actividades acompanha regularmente.

Luísa Dacosta nasceu em Vila Real, em 1927. Na Faculdade de Letras de Lisboa terminou o curso de histórico-filosóficas, mas não a licenciatura, e sobre a sua formação a escritora revela: ”As minhas universidades foram as mulheres de Aver-o-Mar, que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e do os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga, e que mesmo afeitas, num treino de gerações, às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança! Às mulheres de Aver-o-Mar devo a língua, ao rés do coloquial.”
Professora do ensino oficial, Luísa Dacosta começou a sua vida literária em 1955 com o livro de contos Província. No domínio da ficção, editou: Vovó Ana, Bisavó Filomena e Eu (1969) e Corpo Recusado (1985). No campo da crónica, publicou Aver-o-Mar (1980) e Morrer a Ocidente (1990). Na Água do Tempo (1992) constitui um diário, e no campo ensaístico e crítico escreveu Aspectos do Burguesismo Literário (1959) e Notas Literárias (1960).
Em 1970 iniciou a escrita de livros para crianças: O Príncipe que guardava Ovelhas (1970), que foi distinguido pela Internacional Board on Books for Young People como um “excepcional exemplo de literatura com interesse internacional”; O Elefante Cor-de-Rosa (1974); A Menina Coração de Pássaro (1978); Sonhos na Palma da Mão (1990); Lá vai Uma Lá vão Duas… (1993); e outros títulos.
Na sua actividade de tradutora, traduziu obras de Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou também em numerosos periódicos, de que podem destacar-se: Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Raiz e Utopia e Seara Nova.
Interessam-lhe sobretudo as temáticas dos quotidianos vulgares e a situação da mulher. Os seus livros situam-se num registo em que um sabor autobiográfico se mistura à crónica e ao conto.
Com a obra Na Água do Tempo, ganhou, em 1992, o Prémio Máxima. Em 1994, obteve o Prémio Calouste Gulbenkian da Literatura para Crianças para o melhor texto para crianças do biénio 1992-1994, e em 2001 foi apresentada a sua candidatura ao Prémio Andersen pelo conjunto da sua obra para crianças pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil. Também nesse ano foi-lhe atribuído pela Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto o Prémio “Uma Vida, Uma Obra”. Em 2004, foi distinguida com o Prémio para a área do Ensino no âmbito da iniciativa da Cooperativa Árvore comemorativa dos 30 anos do 25 Abril e dos 150 anos da morte de Almeida Garrett. Em 2007, o seu livro O Rapaz que sabia acordar a Primavera, ilustrado por Cristina Valadas, obteve o Prémio Nacional de Ilustração.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Música Mariana deu mote a segunda conferência do Ciclo de Música Sacra
Infopóvoa
Maio, mês de Maria, fica este ano também marcado pela visita do Papa Bento XVI a Portugal, com passagem pelo Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Por isso, a conferência ontem proferida por José Paulo Antunes no âmbito do 5º Ciclo de Música Sacra não poderia ter melhor contexto. Afinal, o tema foi “Música Mariana na Liturgia de Hoje: desafios e possibilidades”.
“Portugal é o país europeu onde a vivência da Espiritualidade Mariana é mais rica”, começou por explicar o conferencista, professor na Universidade Católica, contando ainda que a devoção à Virgem é antiga, dando o exemplo de D. João IV que em 1646 declarou Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal. Portugal não é, no entanto, um exemplo isolado, sendo que esta devoção é já uma realidade desde os primórdios do Cristianismo.
Se o papel de Maria tem inspirado “as mais belas obras de arte da História de Arte Cristã”, também na música a sua presença é sentida, tendo, ao longo dos séculos, sido muitas as composições a Ela dedicada como o “Avé Maria” entre outros hinos, poemas ou antífonas. Muitas destas composições “integravam o reportório litúrgico”, contou José Paulo Antunes, defendendo, no entanto, que “o que interessa aqui é perceber o lugar que Maria ocupa ou que deve ocupar nas obras musicais litúrgicas das nossas celebrações e definir alguns critérios para que essas obras musicais tenham a devida adequação”.
E para aprofundar esta temática, apresentou à audiência alguns dos ensinamentos clarificados no Magistério da Igreja, onde Maria é apresentada como Mãe de Deus, membro da Igreja e participante no Mistério de Cristo. Entre os muitos contributos que compõem o Magistério, foi apresentada a “Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis”, da autoria de Bento XVI, cujo capítulo 33 é dedicado a Maria e ao seu papel na Liturgia. Outro contributo é a “Colectânea de Missas da Virgem Maria”, que explica como a presença de Maria pode e deve ser celebrada ao longo do ano, assim como os atributos que se devem cantar.
Deste modo, explicou, são muitos os momentos litúrgicos em que a Virgem Maria ganha um destaque especial, que pode também ser acompanhado com Música Mariana - a celebração da Imaculada Conceição, a 8 de Dezembro, da Santa Maria Mãe de Deus, a 1 de Janeiro, da Apresentação do Senhor, a 2 de Fevereiro, de S. José, a 19 de Março, da Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio, da Assunção da Virgem, a 15 de Agosto, entre outros. “É muito importante ver, nestas celebrações litúrgicas e olhando para a estrutura da celebração da Eucaristia nestas datas, quais os momentos mais adequados ao cântico mariano”, frisou.


Tendo em conta que “a celebração litúrgica é uma acção comunitária, do Povo de Deus, e não uma acção privada”, o Canto Litúrgico Mariano deve respeitar uma série de regras. Assim, são de evitar os textos demasiados centrados no “eu” ou nos méritos da Virgem, ou aqueles que não salientam o papel de Maria na Igreja. Alguns exemplos foram apresentados, como “A Treze de Maio”, que por ser um cântico narrativo não se enquadra na Liturgia, “Bendizemos o teu nome” ou “Senhora nós vos louvamos”, aos quais faltam elementos que relacionam Maria ao Filho e a Deus. No entanto, não significa que estes cânticos não possam ser usados em contexto de catequese ou entre grupos de amigos. Por outro lado, existem “textos indiscutíveis” no que respeita à sua adequação. “O texto bíblico tem sempre fundamento”, contou, dando como exemplos o “Avé Maria”, o “Magnificat” ou o “Regina Coeli”.
“Além da Eucaristia, existem outros sacramentos com lugar para louvar a Mãe de Deus”. Exemplo será o sacramento do Matrimónio, mas também ele nos momentos adequados, como “antes da Oração dos Fiéis e também no final da cerimónia, altura em que se entrega o ramo a Nossa Senhora”. No momento pós-comunhão o Cântico Mariano pode também ser entoado, desde que devidamente contextualizado.
Assim, em jeito de conclusão, José Paulo Antunes defendeu a necessidade de a Igreja “repensar e enriquecer a celebração litúrgica com modelos celebrativos mais flexíveis e mais ricos” que iriam, também, “enriquecer a vida litúrgica das comunidades”. Os textos bíblicos serão sempre um bom ponto de partida, “poderia se construir uma celebração à volta da divisão estrófica das orações”.
E recordando de novo o Magistério da Igreja, contou que o Sagrado Concílio apelava já ao “fomento generoso” do culto a Maria, sobretudo o culto litúrgico, tendo, porém, o cuidado de “evitar falsos exageros” ou “demasiada estreiteza”.
“Que a Música nos ajude a todos a cumprir este desejo”, concluiu.
O V Ciclo de Música Sacra da Igreja Românica de S. Pedro de Rates termina a 30 de Maio, incluindo uma série de concertos, no dia 14, às 21h30 e nos dias, 16, 23 e 30 às 18h30, sempre na Igreja Românica. Conheça o programa deste evento, organizado pela Junta de Freguesia e pelo Conselho Pastoral Paroquial de Rates com o apoio da Câmara Municipal, no
portal municipal.

terça-feira, 11 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Biodiversidade para todos

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O ano de 2010 é, por declaração da Organização das Nações Unidas, o Ano Internacional da Biodiversidade. Tal tem como objectivo alertar a população para o papel vital que a biodiversidade desempenha no bem-estar humano e na manutenção do planeta.
Neste âmbito, e porque todos devemos desenvolver esforços para travar a perda de biodiversidade, surgiu, em Janeiro de
2010, a associação sem fins lucrativos “BioDiversity4All” (Biodiversidade para todos) cujo objectivo é criar uma base de dados dinâmica e nacional online sobre a biodiversidade que existe em Portugal. Esta base de dados resultará da participação activa da sociedade civil e da comunidade científica, na sequência dos registos feitos em www.biodiversity4all.org , de plantas, animais e fungos, após a respectiva observação num determinado local.
É, por isso, lançado o apelo a todos os munícipes que podem, através deste site, colocar e obter a informação sobre a biodiversidade local. Na Póvoa de Varzim não faltam, certamente, excelentes locais onde podem ser observadas as mais variadas espécies e, no
portal municipal, pode mesmo ser encontrada informação acerca de espécies de aves, répteis, mamíferos selvagens, entre outros, que podem ser encontrados no concelho.
E, quem sabe, uma visita ao Museu Municipal desperte o apetite para esta campanha. É lá que está em exposição “Os frutos da terra em Alberto Sampaio”. A exposição, patente até finais de Junho, é subordinada aos temas rurais e agrícolas que motivaram Alberto Sampaio e divide-se por seis áreas, designadamente a vinha, o campo, a mata, o pomar, a horta e o jardim, identificadas com as matérias de estudo e de experimentação por ele levadas a cabo na Quinta de Boamense, em finais do século XIX. Dão-se assim a conhecer alguns dos muitos apontamentos manuscritos do historiador sobre as mais diversas plantações, desde árvores e vides até “novidades” hortícolas e flores, apontamentos que contêm o registo do que de mais significativo lhe importava reter. Um exemplo de estudo e preservação de espécies vegetais.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Alunos de Arquitectura expõem propostas para a Póvoa de Varzim


Entre 7 e 29 de Maio a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto recebe a exposição “Estratégias Urbanas”, elaborada por alunos finalistas do Curso de Arquitectura da Universidade Lusíada.
No dia 7, às 21h30, é a inauguração formal da exposição, seguida de um debate onde participam os Professores Doutores Francisco Alves, Fernando Mariz e Jorge Barbosa, este último Regente da Unidade Curricular.
13 alunos participam nesta mostra, um exercício que consistiu na elaboração, por cada um dos alunos, em propostas arquitectónicas para a cidade da Póvoa de Varzim. Assim, serão expostas propostas/soluções para a zona norte do Parque da Cidade, para uma nova Estação de Metro, para a zona junto à Praça de Touros, para a Marina, o Porto de Pesca, entre outras. Um exercício que teve em conta as vivências da cidade e que mostra, certamente, um outro olhar sobre ela.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Clube de Cinema 8 e Meio abre inscrições para IV Concurso
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Clube de Cinema 8 e Meio da Escola Secundária Eça de Queirós já abriu as inscrições para o IV Concurso de Vídeo Escolar 8 e Meio. Até 31 de Agosto, os estudantes do ensino secundário de todo o país podem inscrever-se em duas categorias, Geral (obras inéditas de vídeo) e Animação (obras inéditas compostas por uma percentagem mínima de 70% de segmentos animados ou por uma percentagem mínima de 70% de segmentos de desenhos animados).
A ficha de inscrição, bem como o regulamento do concurso, está disponível
aqui.
Esta é a quarta edição do concurso promovido pelo Clube de Cinema 8 e Meio da Escola Secundária Eça de Queirós – e apoiado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim – tendo a organização, este ano, um objectivo bem definido: superar os números alcançados na edição anterior, ou seja, vinte escolas participantes e 42 trabalhos a concurso.
Segundo a organização, esta iniciativa pretende reconhecer a escola como um espaço de criação e promover a expressão pessoal sobre o mundo através do audiovisual. Contar com a participação de futuros realizadores de cinema é um sonho do Clube 8 e Meio.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

PÓVOA DE VARZIM


Concerto de alunos do 1º Ciclo comemora Dia da Mãe
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A 3 de Maio alunos de 13 escolas do 1º Ciclo do concelho assinalam o Dia da Mãe com um concerto, às 19h00, no Auditório Municipal.
Os alunos, que frequentam as aulas no âmbito das actividades extra-curriculares, são provenientes de escolas dos Agrupamentos Verticais Aver-o-Mar, Dr. Flávio Gonçalves e Rates. Cada escola preparou, em conjunto com o seu professor, uma pequena actuação que, em palco, será acompanhada por instrumentos de percussão e ainda pelo piano, graças à colaboração de alunos e Professores da Escola de Música da Póvoa de Varzim.
O concerto é de entrada livre e para ele estão convidadas não só as Mães, que certamente ocupam um lugar de honra, mas também familiares e amigos dos pequenos músicos.

PÓVOA DE VARZIM

Comemorações do Centenário da morte de Rocha Peixoto aproximam-se do final

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
No domingo, 2 de Maio, chega ao fim o programa comemorativo do 1º Centenário da morte de Rocha Peixoto com a inauguração da estátua de Rocha Peixoto, a apresentação do Tomo de Actas do Colóquio “Rocha Peixoto no Centenário da sua morte” e os volumes 43 e 44 de Póvoa de Varzim Boletim Cultural.
As iniciativas têm início às 10h30, com a inauguração da estátua da autoria do escultor Hélder de Carvalho que estará implantada junto à Biblioteca Municipal, na Rua Padre Afonso Soares.
Na Biblioteca Municipal, terá lugar a apresentação do Tomo de Actas do Colóquio “Rocha Peixoto no Centenário da sua morte” realizado a 8 e 9 de Maio de 2009, reunindo mais de duas dezenas de especialistas abrangendo as variadas áreas a que se dedicou o ilustre poveiro: arqueologia, antropologia e etnografia, arte e museus, ciências naturais e bibliotecas e património.
A cerimónia contará ainda com o lançamento dos volumes 43 e 44 de Póvoa de Varzim Boletim Cultural, inteiramente dedicados a Rocha Peixoto. Sob a direcção de Maria da Conceição Nogueira, os números agora apresentados têm o contributo de especialistas nas várias áreas científicas estudadas por Rocha Peixoto, assim como textos evocativos de vários autores.
Recorde-se que as Comemorações do 1º Centenário da morte de Rocha Peixoto tiveram início a 26 de Março de 2009, com José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, e João Francisco Marques, Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações, que apresentaram a Comissão de Honra das Comemorações, o programa geral e ainda o
sítio oficial que disponibiliza a bibliografia activa, bibliografia passiva e documentos do espólio de Rocha Peixoto, doados pelo próprio à Biblioteca Municipal. Esses documentos passam a integrar a Biblioteca Digital Rocha Peixoto. Desde então, município e entidades associadas desenvolveram variadas iniciativas como exposições, sessões pedagógicas, lançamentos de livros, entre outros, com o objectivo de evocar Rocha Peixoto, destacando os principais aspectos da sua vida e obra.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PÓVOA DE VARZIM

EspalhAbraços – projecto promissor já deu frutos
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O grupo EspalhAbraços, sedeado na Escola E.B.2/3 de Aver-o-Mar, partiu esta manhã, 28 de Abril, rumo à Delegação da AMI – Porta Amiga, no Porto.
Esta foi uma viagem solidária, resultado da concretização de um projecto que consistiu na angariação de grande quantidade de bens de utilidade recolhidos, junto da comunidade, para a população mais desfavorecida.

A entrega dos bens foi acompanhada com satisfação pelos responsáveis da Porta Amiga, surpreendidos com o inesperado volume da oferta e que contribui, certamente, para suprimir algumas das necessidades sentidas por esta instituição. De facto, e graças ao empenhamento de toda a comunidade educativa e ao envolvimento determinante dos alunos foi possível obter roupas, sapatos, brinquedos, louça, talheres, atoalhados, artigos de higiene, entre outros.
O projecto EspalhAbraços nasceu em Dezembro de 2009, dinamizado pela professora Sandra Lessa em conjunto com alunos dos Cursos de Educação e Formação. Pretende recolher roupas, material escolar, brinquedos, artigos de higiene, entre outros, que serão depois encaminhados para a AMI, a Cruz Vermelha e outras instituições de solidariedade.

De forma a promover a intervenção por parte dos alunos nas questões da solidariedade e de ajuda ao próximo, o projecto foi divulgado nas salas de aula e foram distribuídos folhetos que os educandos levaram para casa, de forma a fazer chegar o projecto à comunidade. Os alunos interessados foram-se juntando ao grupo “EspalhAbraços”, recolhendo o material.
A comunidade em geral pode também entregar directamente as suas ofertas no Gabinete GAMA, de Apoio ao Aluno, da EB 2/3 de Aver-o-Mar, à segunda-feira, das 9h05 às 9h50 ou à quinta-feira, das 13h35 às 15h05.

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Encontro de Ex-Combatentes da Guerra do Ultramar

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A Companhia de Caçadores 2622 vai reunir-se na Póvoa de Varzim a 1 de Maio. É assim desde há cerca de 40 anos, altura em que estes Ex-Combatentes regressaram da Guerra do Ultramar.
Desta feita, coube à Póvoa de Varzim a honra de receber este grupo, composto por mais de 60 Ex-Combatentes vindo de todo o país e das ilhas. A organização do evento coube ao poveiro Manuel Dias Gomes Patrício, que recebe os seus camaradas a partir das 10h00 no parque dos Bombeiros, junto às piscinas municipais. Às 13h00, e após uma sentida homenagem a camaradas recentemente falecidos, decorre o almoço no Hotel Contriz, na Estela. Num momento que se quer de convívio, é esperada ainda animação musical que promete levar o encontro pela tarde fora.

PÓVOA DE VARZIM



Origami – 3º workshop esgota inscrições
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Workshop de Origami, promovido pelo Arquivo Municipal, vai entrar na sua 3ª e última edição. O sucesso desta iniciativa já está mais do que comprovado, a avaliar pelo ritmo a que se esgotam as inscrições.
De facto, já não há vagas para este workshop, que decorre nos dias 4 e 11 de Maio, às 21h30. Limitada à participação de 15 pessoas, a oficina tem como formadora Rita Vaz que fornece os materiais necessários à aprendizagem desta arte tradicional japonesa de dobrar papel, criando representações de determinados objectos com as dobras geométricas de um pedaço de papel, sem nunca o cortar ou mesmo colar.
A primeira edição do Workshop de Origami foi a 23 e 30 de Março e a segunda a 21 e 28 de Abril. Participaram já 30 pessoas que depois de uma primeira sessão de iniciação ao origami, construíram, na segunda sessão, as suas próprias caixas que depois levaram para casa.
Esta é uma das iniciativas de mais sucesso organizadas pelo Arquivo Municipal. Por isso, é intenção deste serviço municipal organizar um outro workshop, mas dedicado ao Natal. Este realizar-se-á no mês de Dezembro.

PÓVOA DE VARZIM



Rotaract promove jantar solidário
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Rotaract Club da Póvoa de Varzim organiza um jantar na Estalagem Santo André, no sábado, 1 de Maio, às 20h30, para angariação de fundos para aquisição de uma cadeira de rodas para um jovem de Aguçadoura com deficiência motora.
Esta iniciativa de cariz solidário irá incluir diversas actividades lúdicas entre as quais leilão de bolas de futebol e camisolas autografadas pelos jogadores do Varzim, Benfica, Porto e Sporting, stand up commedy com Hugo Sousa e sorteio de uma noite na Estalagem Santo André. Durante o jantar, contará ainda com música ambiente. Mas mais do que proporcionar um programa variado de entretenimento, o clube juvenil pretende sensibilizar a população para ajudar o José, que nasceu com uma deficiência rara que o impede de se deslocar e ao longo da sua vida nunca obteve qualquer contributo para melhorar a sua situação de mobilidade.
O evento conta com o apoio da Câmara Municipal e a organização espera, também, a colaboração da população poveira no sentido de divulgar o jantar e mobilizar as pessoas que nos rodeiam a estarem presentes. Assim, é feito um apelo para que a comunidade mostre o seu lado humanitário e marque presença contribuindo para esta causa humanitária.
Os bilhetes podem ser adquiridos, antecipadamente, nas Juntas de Freguesia do concelho ou na Estalagem Santo André por 20 rosas.
Para qualquer informação, poderá contactar Liliana Pontes, Presidente do Rotaract Club da Póvoa de Varzim, através do telemóvel 918 651 224 ou email
liliana@lilianapontes.com.