quarta-feira, 19 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

A adolescência em debate, na Biblioteca Municipal



Infopóvoa / Póvoa de Varzim
No dia 20 de Maio, quinta-feira, às 21h00, realiza-se, na Biblioteca Municipal, uma acção de sensibilização e debate sobre "Os Comportamentos de Risco na Adolescência - sinais de alerta" orientada por Conceição Prisco, responsável pelo Gabinete de Psicologia e Orientação da Escola Secundária Eça de Queirós. A sessão contará ainda com Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Educação, Pedro Teixeira, Psicólogo da Escola do Cego do Maio, Lucinda Delgado, Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Póvoa de Varzim e Comissário Gomes, da PSP.
Esta iniciativa é promovida pela Direcção do Agrupamento e da Associação de Pais da Escola do Cego do Maio com a colaboração do Serviço de Psicologia e Orientação e da Associação de Pais da Escola Secundária Eça de Queirós.
A acção destina-se exclusivamente a pais, encarregados de educação e profissionais da área da educação e prevenção de riscos da adolescência.

Sinopse
A adolescência é um período de rápidas alterações físicas, emocionais, socioculturais e cognitivas.
Tendo como tarefa por excelência a construção da identidade, o adolescente preocupa-se com a definição de si próprio e do seu papel no mundo, explorando novos caminhos e estabelecendo novas relações com os seus pais, outros adultos e os seus pares.
No caminho da autonomia, liberdade e responsabilidade o percurso do adolescente caracteriza-se por constantes avanços, recuos e reorganizações bem como pela vivência de sentimentos contraditórios: do desafio e motivação à insegurança ou desânimo, do conformismo à rebeldia, do sentido do dever ao desejo do prazer.
Nesse percurso o adolescente pode ser exposto a factores de risco e adoptar comportamentos ameaçadores da sua saúde e bem-estar conduzindo a situações problemáticas como o uso e abuso de substâncias, uma gravidez não planeada e a exposição a doenças sexualmente transmissíveis, distúrbios alimentares, violência entre pares ou isolamento social/suicídio entre outros.
Promover um maior conhecimento sobre a adolescência e as mudanças inerentes às relações pais – filhos bem como sobre os diferentes sinais/comportamentos de risco é assim um dos objectivos desta acção, já que os pais que têm consciência destas mudanças estão mais aptos a aceitá-las e a adoptar atitudes adequadas face às situações apresentadas.
Apesar de neste percurso a convivência entre pais e filhos se tornar por vezes difícil os pais podem e devem continuar a ser o porto de abrigo para os seus filhos. Tempo, Afecto, Comunicação, Convicção são apenas algumas das competências envolvidas.
Venha praticá-las e partilhá-las connosco...

terça-feira, 18 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Do velho fazer novo – concurso de ideias conhece vencedores no Arquivo Municipal
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Arquivo Municipal mostra como, com muita imaginação, se consegue dar nova vida a objectos não usados.
No dia 20, às 21h30, serão conhecidos os vencedores da 3ª edição do concurso de ideias “Nova vida com velhas caixas de arquivo acessórios pessoais". Desenvolvido em parceria com a Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão, o concurso conta com a participação de alunos de Design Industrial daquela escola, que tiveram como desafio reutilizar as velhas caixas de acondicionamento do Arquivo Municipal, impróprias para receber documentos, transformando-as, desta vez, em acessórios pessoais, como colares e pulseiras.
A exposição estará patente até finais de Junho, para que as escolas e em particular os professores de Artes Visuais, tenham a oportunidade de trazerem os seus alunos para uma visita, e, desta forma, despertar o seu sentido criativo.

PÓVOA DE VARZIM

XIII Jornadas da AUP, na Póvoa de Varzim



Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Nos próximos dias 20 e 21 de Maio, o Auditório Municipal da Póvoa de Varzim recebe as XIII Jornadas da Associação dos Urbanistas Portugueses (AUP), sob o tema “Planos para o século XXI”.
A abertura das Jornadas terá lugar às 10h00 do dia 20, quinta-feira, com os discursos do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Macedo Vieira, e de um representante do Governo e ainda com a apresentação do programa pelo Presidente da AUP, Pedro Guimarães.
Seguir-se-á uma intervenção de Gonçalo M. Tavares intitulada “O território visto por um escritor” e após uma pausa para café tem início a primeira sessão sobre “O território e o planeamento vigente”.
Ao início da tarde, 14h30, arranca a segunda sessão com o tema “A estratégia e a escala territorial dos PMOT”. Os Planos Municipais de Ordenamento do Território (PMOT) continuam a ser mote das sessões, sendo que a terceira será sobre “A execução programada nos PMOT”.
Na sexta-feira, 21, os trabalhos são retomados às 10h00 com uma sessão dedicada a “Perspectivas para uma nova Lei dos Solos” que irá abordar o direito da propriedade e a competência do Estado e dos Municípios para classificar e afectar usos do solo. “O Código de Expropriações e o Código de Avaliações” e “Expansão vs. Reabilitação” serão os dois últimos assuntos explorados, sendo que após cada sessão haverá sempre um período de debate.
Na
página da AUP, poderá consultar o programa detalhado e outras informações sobre as XIII Jornadas. O evento conta com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

Sobre o tema das Jornadas, a organização reflecte:
O Planeamento Urbanístico em Portugal atravessa um período de grandes incertezas e mudanças.
Passaram mais de dez anos da data de publicação da Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e de Urbanismo (LBPOTU) e do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) e a maioria dos planos directores municipais da 1.ª geração é anterior a estes diplomas e ainda está em vigor.
Questões como a equidade e mecanismos perequativos, execução programada e unidades de execução estão ainda ausentes da nossa prática de planeamento e gestão do território.
Com as sucessivas e recentes alterações do RJIGT e sua regulamentação, simplificaram-se procedimentos e estabilizaram-se conceitos, o que, a par do acréscimo de autonomia e responsabilidade das autarquias no planeamento e gestão do seu território, potencia uma nova geração de planos, marcados por maior operacionalidade e exequibilidade que os seus antecessores. Planeamento participado, programação e instrumentos de execução, flexibilidade e gestão estratégica, monitorização são agora algumas das palavras-chave desta nova geração.
Entretanto, a crise financeira e a já esperada crise imobiliária vieram acelerar o surgimento de um novo mercado: a reabilitação e regeneração urbana, em detrimento da expansão dos perímetros urbanos e de nova construção. Quais os impactes do novo Regime da Reabilitação Urbana no desenho da cidade? Qual o papel dos diferentes agentes no processo de reabilitação urbana?
A acalmia no processo de transformação e urbanização do solo é oportunidade de planeamento a diferentes escalas. E é oportunidade de redesenhar a cidade e o espaço urbano na qualificação do espaço colectivo, na eliminação de maleitas, na convergência de interesses públicos e privados. O plano de urbanização e o plano de pormenor são os primeiros instrumentos de execução do PDM em solo urbano, que devem ser banalizados na sua utilização. E são instrumentos de desenho. E a construção da cidade não se faz por normativa: desenha-se.
Nas jornadas participam também as outras duas associações de urbanistas existentes em Portugal, a Associação Portuguesa de Planeadores do Território (APPLA) e a associação Profissional dos Urbanistas Portugueses (APROURB), o que tem um significado especial numa altura em que está em processo de constituição a futura Ordem do Urbanistas Portugueses.

PÓVOA DE VARZIM

Grande Prémio da Marginal com 700 participações


Infopóvoa / Póvoa de Varzim

Mais de 700 pessoas participaram ontem no IV Grande Prémio da Marginal, um evento que une o desporto à causa da Paramiloidose. Há quatro anos que a School-Eventos e as Câmaras Municipais da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde angariam fundos para a Associação Portuguesa de Paramiloidose, sempre com grande sucesso. Os participantes puderam escolher entre participar na caminhada, de 5 quilómetros, na corrida, de 10, ou no passeio de bicicleta, uma novidade este ano.
Nesta edição, a prova teve início no Alto de Martim Vaz. A caminhada terminou junto ao Forte de São João, em Vila do Conde, e a corrida, após alcançar esta zona, regressou à Póvoa de Varzim para terminar a competição. Na V edição, o percurso terá início em Vila do Conde, já que, alternadamente, acontece na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde.
A vertente competitiva do Grande Prémio da Marginal não foi esquecida. Bruno Soares, do FC Penafiel, foi o primeiro a cruzar a meta, em 00:32:05. Rosa Oliveira, do A. Moinhos Vermoim, por sua vez, foi a primeira senhora a completar o percurso.

PÓVOA DE VARZIM

400 ciclistas na estrada para homenagear Bruno Neves

Infopóvoa / Póvoa de Varzim


O dia sorriu para os 400 ciclistas que quiseram prestar homenagem a Bruno Neves. O Memorial em honra do atleta aconteceu ontem entre a Póvoa de Varzim e a Sr.ª da Graça sob temperatura amena e uma manhã bonita de sol. O percurso de 115 quilómetros exigia uma boa preparação física – já que seriam precisas quatro horas a pedalar para alcançar a meta – mas, para aqueles que completar o trajecto adivinhava-se tarefa impossível, a organização oferecia outra hipótese: seguir em ritmo de passeio até Fafe. Os mais preparados, a partir deste local, seguiriam em ritmo de corrida. E assim foi. Foram muitos aqueles que quiseram comparecer para prestar homenagem a Bruno Neves, que perdeu a vida no dia 11 de Maio de 2008, ao percorrer exactamente este caminho. Na altura, o atleta era líder da Taça de Portugal e ciclista seleccionado para os Jogos Olímpicos.
Homenagear Bruno Neves faz também sentido premiando os mais rápidos, feito que o próprio conseguiu tantas vezes. Sendo assim, Virgílio Neves, da equipa Super-Froiz, de Espanha, foi o primeiro a alcançar a Sr.ª da Graça. Seguiram-se Jorge Santos e Paulo Cardoso, do Centro Desportivo e Cultural de Navais. Uma boa classificação para a equipa poveira que começou a competir no ano passado.
O Centro Desportivo e Cultural de Navais e a BikeService são os responsáveis pela organização deste Memorial, com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

PÓVOA DE VARZIM

Noite dos Museus: objectivo alcançado
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Na noite de sábado, o Museu Municipal esteve aberto até à 1h00. Música, teatro, novas exposições e uma feira de artesanato abrilhantaram o serão e despertaram a curiosidade de mais de 200 pessoas. Afinal, era este o objectivo da iniciativa, captar a atenção de públicos diferentes dos que habitualmente já visitam o Museu Municipal.
A feira de artesanato – que vai estender-se até amanhã – promove peças concebidas por artesãos locais e inspiradas, muitas delas, na etnografia poveira. Desde as tradicionais camisolas poveiras, passando por outros artigos de vestuário, a feira de artesanato conta já com alguns fãs que não perdem a oportunidade para adquirir mais um elemento para as suas colecções.

Durante a tarde, o Museu apresentou a peça “O homem que falou com os peixes”. Esta peça de teatro de marionetas foi encenada pela Companhia de Teatro de Marionetas de Mandrágora e é inspirada na obra O Poveiro, de António Santos Graça, no filme “Ala Arriba” e no típico Serão Poveiro, interpretado por várias associações locais. Pretende, através das aventuras do menino Salvador e dos seus amigos, contar a história, alegrias e tragédias, da comunidade piscatória poveira. Factos recolhidos no final do século XIX e na primeira metade do século XX são, de uma forma simples e divertida, explicados às crianças do 1º e do 2º ciclo.
A partir das 21h00, houve música ao vivo com o coro Anonymus. Um concerto diversificado e surpreendente foi a proposta para todos os amantes da música. O público pôde contemplar passagens de carácter sacro e as reminiscências da tradição popular do nosso país em temas que evidenciam a riqueza e diversidade cultural das suas regiões.
O Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim associa-se a esta efeméride – fruto da iniciativa do Ministério da Cultura de França – desde o primeiro ano e, nesta edição, não foi excepção. O objectivo da iniciativa é, à partida, simples. Abrir as portas, gratuitamente, até à 01h00 da madrugada com eventos diferentes e que apelem à visita de novos públicos, principalmente do mais jovem. O Museu Municipal conseguiu conquistar este objectivo.
Recordamos que no dia 18, terça-feira, é comemorado o Dia Internacional dos Museus. Também neste dia a entrada será gratuita.

PÓVOA DE VARZIM

Horizontes - Reflexões politicas – apresentado na Póvoa de Varzim



Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Na próxima quarta-feira, 19 de Maio, às 21h30, irá realizar-se, no Diana Bar, a sessão de lançamento do livro Horizontes - Reflexões politicas de José Luís Carneiro.
O livro, editado pelas Edições Afrontamento, é composto por quatro capítulos: I – Onde se fala do nosso mundo; II – Onde se fala dos países que se entendem em português; III - Onde se fala da Europa e de Portugal; IV – Onde se fala da nossa região.
A par de um vasto conjunto de temas internacionais são abordados assuntos escritos há alguns anos, mas de grande actualidade, tais como: - Ser cidadão no espaço global; - O combate à pobreza na agenda dos mais ricos; - A pobreza continua a aumentar; - A esquerda e o estado; - É urgente fazer o debate sobre o futuro da Europa; - Cooperar com Espanha é inevitável e desejável; - Só um debate alargado nos partidos e na sociedade poderá contribuir para uma mudança séria nas políticas de desenvolvimento; - O desemprego como objectivo; - Os desafios da nossa região.
Sobre a Região Norte, José Luís Carneiro defende com clareza orientações que considera urgentes: - “Apostar na criação de centros de investigação que nos garantam a inovação nos domínios em que estamos a concorrer no mercado internacional; Repensar os nossos modelos de ensino/formação e a sua articulação com o mundo do trabalho; Estabelecer plataformas de cooperação entre empresas/universidades/administração pública; Criar incentivos fiscais para as empresas que apostam na investigação e na contratação de jovens com formação superior; Procurar que os estágios se desenvolvam desde o início da formação superior”.
No prefácio do livro, José Lamego refere-se ao autor e ao livro nos termos seguintes: “Para além do seu percurso académico, que ajudou a dar substância à colectânea de artigos que agora publica, José Luís Carneiro tem já um longo historial de intervenção cívica e é dos mais promissores políticos da sua geração. Como é (ou deveria ser) regra numa Democracia institucionalizada, começou a sua vida política no plano autárquico, como Presidente da Câmara Municipal de Baião. É um dos exemplos, a nível nacional, da renovação do poder autárquico, com responsáveis mais qualificados e cujo horizonte ultrapassa, em muito, o plano da política local. Tem pensamento próprio e articulado. E, num País em que os políticos pouco escrevem e preferem gerir silêncios, arriscar fixar por escrito, ao longo de mais de uma década de colaboração jornalística, opiniões e pontos de vista”.

Biografia do autor:
José Luís Carneiro nasceu em 1971, em Baião. Licenciou-se em Relações Internacionais no ano de 1994, tendo sido premiado como o melhor aluno do curso. Em 2000, concluiu o Mestrado em Estudos Africanos no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Universidade Técnica de Lisboa), onde desenvolveu um trabalho de investigação sobre as elites políticas em países em vias de desenvolvimento. Prepara, actualmente, o doutoramento em “Processos Políticos Contemporâneos”, na Universidade de Santiago de Compostela. Desempenhou funções docentes na Universidade Lusíada e no Instituto Superior de Ciências de Informação e de Administração (ISCIA). Colaborou em vários órgãos de imprensa escrita, iniciando ao mesmo tempo uma intervenção na vida política, que o levou ao desempenho de funções de assessor do Secretário de Estado da Administração Interna, Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do PS e Deputado à Assembleia da República. É Presidente da Câmara Municipal de Baião desde 2005.

PÓVOA DE VARZIM

De cidades amigas a cidades irmãs: Eschborn assina acordos de geminação com Póvoa de Varzim e Zabbar


Dominic Agius, José Macedo Vieira, Gérald Herault e Wilhelm Speckhardt brindam aos novos contratos de geminação

Infopóvoa / Póvoa de Varzim

A Póvoa de Varzim e Zabbar (Malta) são, desde a passada sexta-feira, 14 de Maio, cidades geminadas com a cidade alemã Eschborn, onde decorreu a assinatura do protocolo, com a presença dos Presidentes de Câmara José Macedo Vieira, da Póvoa de Varzim, Wilhelm Speckhardt, de Eschborn e Dominic Agius, de Zabbar.
Gérald Herault, de Montgeron (França) esteve também presente na cerimónia, dado que se assinalam 25 anos sobre a assinatura do contrato de geminação com aquela cidade francesa, motivo pelo qual se procedeu à renovação do pacto.
Na sua intervenção, o autarca poveiro defendeu o “papel fundamental” desempenhado pela relação entre cidades no movimento pela paz e pelo desenvolvimento. “É nos cidadãos e nas suas organizações que reside o espírito mobilizador da amizade e da cooperação entre povos”, afirmou, “o movimento de geminação entre cidades é uma peça fundamental, porque é aquela que, pela sua proximidade aos cidadãos, os desperta e conquista para o esforço participado de construção da união e da paz”.
Recordando que desde 1993 Póvoa de Varzim e Eschborn partilham acções de cooperação, intercâmbio e amizade, congratulou-se pelo facto de tal proporcionar a ambas as populações “iniciativas nos domínios das artes, do desporto, da formação escolar, etc”. A relação é agora consolidada com a assinatura deste protocolo, “consequência e conclusão do caminho entretanto percorrido, é também o início de uma nova etapa e o renovar de um compromisso, agora mais claro e mais forte”.


No âmbito das Festas de S. Pedro, a Póvoa de Varzim retribuirá este acto de geminação com Eschborn, numa nova cerimónia de formalização que terá lugar a 29 de Junho.
A assinatura dos contratos de geminação decorreu no âmbito da Eschenfest, festas tradicionais de Eschborn que decorreram durante todo o fim-de-semana. A cerimónia foi presenciada por perto de meio milhar de pessoas, com destaque para a presença do representante do Consulado Português em Frankfurt e representantes de diversas instituições e entidades associativas alemãs, para além de outros representantes políticos.
Ao assinar estes dois novos protocolos de geminação, os intercâmbios com Eschborn, Zabbar e Montgeron permitirão o desenvolvimento de novas iniciativas, tais como a promoção da coesão entre a Europa central e periférica e dos valores da cidadania democrática; a dinamização e ampliação dos processos de intercâmbio intercultural entre instituições escolares e outras; a fomentação da aprendizagem das línguas e da cultura de outros países; o fortalecimento e evolução da geminação existente; a atracção de novos públicos, entre outros.
No âmbito da sua relação com estas três cidades, a Póvoa de Varzim tem participado no
Encontro Internacional de Jovens, recebe, desde 1995, a Praça dos Pintores, proporciona intercâmbios entre escolas do ensino especial e instituições do ensino básico e secundário, intercâmbios artísticos, intercâmbios entre associações culturais e desportivas, entre outras.
Para saber mais, visite a página das Cidades Geminadas no
portal municipal.

PÓVOA DE VARZIM



O Jogo da Péla é tema de conversa no Arquivo Municipal
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Outubro de 2009 marcou o início da iniciativa “À quarta (h)à conversa”, promovida pelo Arquivo Municipal. Sete meses depois, a iniciativa mensal continua, sempre com novos temas que remetem para a História Local.
Assim, no próximo dia 19, às 15h00, Noémia Ferreira da Costa conduz a sessão sobre “O Jogo da Péla na Póvoa de Varzim”, com o objectivo de recordar este tradicional jogo poveiro.
Dirigido ao público sénior, “À quarta (h)à conversa” apresenta, todos os meses, sempre na terceira quarta-feira, diferentes temas ligados à História Local. Foram já abordados assuntos como a origem da Praça do Almada, o Orfeão Poveiro, a Avenida Mousinho de Albuquerque, a Roda dos Expostos, as Toleradas, as tradições pascais ou a Santa Casa da Misericórdia.
No entanto, nos meses de Julho a Setembro o Arquivo interrompe esta iniciativa, que estará de volta em Outubro, com novos temas e convidados.

PÓVOA DE VARZIM


“Ser Mulher” – exposição homenagem n’A Filantópica
Infopóvoa / de Varzim
De 17 a 31 de Maio Gina Marrinhas expõe de novo n’A Filantrópica, sendo que a Mulher é o tema principal das pinturas que traz à Póvoa de Varzim.
A inauguração da exposição decorre às 20h00 de hoje e a entrada é livre.
“Ser Mulher”, o título da exposição, pretender ser “uma pequena homenagem a nós, mulheres de todas as idades, cores, raças ou religiões, mas especialmente àquelas que contra tudo e contra todos, continuam a lutar por um Mundo melhor”, explica a autora. “Pretende-se chamar a atenção para o papel cada vez mais importante que a mulher vem conseguindo na sociedade, e contestar e rever preconceitos e limitações, que continuam a ser impostos à Mulher”, remata.
Gina Marrinhas já expôs por diversas vezes na Póvoa de Varzim, mais concretamente na cooperativa cultural A Filantrópica. É natural de Macinhata do Vouga e estudou desenho na Fundação Calouste Gulbenkian, em Aveiro.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

Autarquia assina protocolo com duas associações locais


Da esquerda para a direita: José Alberto Silva, Aires Pereira e Manuel Faria
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Esta manhã, a Câmara Municipal assinou dois protocolos com dois clubes locais, o Centro Desportivo e Cultural de Navais e a Associação Desportiva e Cultural de Balasar. Os documentos têm como finalidade dar continuidade ao trabalho realizado pelas duas associações no que diz respeito ao desporto, nomeadamente no futebol e no ciclismo.
À associação de Navais, a autarquia irá apoiar com metade do valor de um veículo automóvel (dezanove mil seiscentos e cinquenta e quatro euros e noventa e três cêntimos). José Alberto Silva explicou que “este apoio é fundamental para os atletas do Navais. Os transportes de que o clube dispõe já não oferecem as melhores condições a nível da segurança e com a ajuda da Câmara Municipal poderemos divulgar o nome da Póvoa de Varzim em todas as provas que participamos e com toda a segurança”.
Manuel Faria sublinhou que a colaboração da autarquia “tem sido fundamental” para a Associação Desportiva e Cultural de Balasar. Com este protocolo, a associação irá beneficiar de vinte e cinco mil euros. Como contrapartida deste subsídio, o clube obriga-se a manter em actividade e competição um mínimo de seis equipas de futebol, sendo cinco no Campeonato Inter-Freguesias (nos escalões sénior, juvenil, iniciado, escolinhas e feminino) e uma no Campeonato Distrital da Associação de Futebol do Porto, assim proporcionando a prática dessa modalidade desportiva a, pelo menos, 150 jovens da freguesia.

PÓVOA DE VARZIM

Parque da Barranha sofre trabalhos de requalificação
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Decorrem, na freguesia de Aguçadoura, os trabalhos de requalificação do Parque da Barranha.
A obra foi adjudicada pelo valor de 323.578,40 euros, teve início em Outubro de 2009 e tem um prazo de execução de dez meses.
Planta Geral da Obra
A empreitada consiste nos trabalhos de requalificação do Parque da Barranha, nomeadamente no que diz respeito à pavimentação, instalação de rede de iluminação pública, de rede de telecomunicações exteriores, e das redes de abastecimento de água potável e drenagem de águas residuais domésticas e pluviais e os demais trabalhos de construção civil inerentes.

Em termos físicos a obra encontra-se a decorrer dentro do previsto estando neste momento em avançado estado de execução no que refere as pavimentações de circulação viária. Em breve terá início a pavimentação nas áreas pedonais.
Segundo a memória descritiva do projecto da autoria de Rui Bianchi, “a ideia tende a ser apenas uma pequena intervenção, deixando o espaço natural fluir, disciplinando e ordenando os acessos e as zonas a frequentar. Retirando os muros de granito tanto quanto possível, a poente, a duna estender-se-á repondo as suas areias e espécies vegetais, contidas por treliças de caniço, transpostas por passadiços em deck de madeira. Restará assim uma plataforma natural plana, que se pretende coberta por verde rasteiro, pontuada com algumas espécies arbóreas ou de arbustos, características desta paisagem mas que em simultâneo coexistam com a abertura e amplitude do espaço que se abre e deixa adivinhar a presença do mar. Esta plataforma será recortada pelo caminho de acesso automóvel, realizado de forma quase elementar, em cubo de granito, sem contraguias ou guias, assumindo este aspecto de proximidade com as virtudes do espaço espontâneo e natural.”
No
portal municipal, poderá acompanhar a evolução desta e de outras obras municipais.

PÓVOA DE VARZIM

Luísa Dacosta encontra-se com público infantil, na Póvoa de Varzim
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Luísa Dacosta esteve esta manhã, 14 de Maio, na Biblioteca Municipal. A escritora veio à Póvoa de Varzim para se encontrar com alunos do 4º ano de escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho que participaram na actividade “Agora acabamos nós”.
A iniciativa foi proposta pelo Serviço Educativo da Biblioteca que desafiou os alunos a darem um final ao conto O Elefante Cor-de-Rosa, da autoria de Luísa Dacosta. Os grupos do 1ºCEB que colaboraram nesta actividade de incentivo à escrita e leitura deram um fim à referida história, que lhes foi previamente narrada omitindo o seu fim. Agora, na presença da autora, os grupos escolares apresentam o trabalho colectivo que lhes foi proposto. Durante a manhã, a escritora esteve com alunos da Escola dos Sininhos e Nova, sendo que à tarde serão os alunos da Escola do Desterro e novamente Sininhos a expor o seu trabalho a Luísa Dacosta.

Esta actividade repete-se segunda-feira, 17 de Maio, às 10h00 e às 15h00, desta vez na biblioteca escolar da EB1 Aldeia Nova em Aver-o-Mar, com turmas das escolas de Refojos e Aldeia Nova.
O Elefante Cor-de-Rosa, das Edições Asa, pertence ao Plano Nacional de Leitura, sendo um dos livros recomendados para o 4º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula. Trata-se reedição de um pequeno conto de Luísa Dacosta – porventura um dos mais emblemáticos da sua obra no domínio da literatura infantil –, que conserva as ilustrações originais da primeira edição (de 1974), da autoria de Armando Alves. A história desenrola-se em torno de um pequeno elefante cor-de-rosa, que é a cor dos sonhos das crianças, e fala-nos, num primeiro momento, do “mundo amável” em que ele vivia, juntamente com outros elefantes cor-de-rosa. Era um mundo de paz e de alegria, onde não havia sofrimento. Confrontado, num segundo momento, com a morte inesperada deste seu mundo, o elefante vê-se obrigado a partir e acaba por ir viver para a imaginação de uma criança!
Uma história de sonho e fantasia, que aborda, porém, ainda que de forma magistralmente subtil, valores tão importantes como a amizade, a solidariedade e a entreajuda. Aparentemente simples, na forma e no conteúdo, este pequeno conto revela-se, afinal, fortemente cativante, seduzindo tanto pela riqueza das emoções que desperta como dos simbolismos que encerra – tão ao jeito de Luísa Dacosta!
Professora e escritora, Luísa Dacosta é bem conhecida dos poveiros, sendo também bem conhecida a sua profunda ligação á Biblioteca Municipal, cujas actividades acompanha regularmente.

Luísa Dacosta nasceu em Vila Real, em 1927. Na Faculdade de Letras de Lisboa terminou o curso de histórico-filosóficas, mas não a licenciatura, e sobre a sua formação a escritora revela: ”As minhas universidades foram as mulheres de Aver-o-Mar, que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e do os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga, e que mesmo afeitas, num treino de gerações, às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança! Às mulheres de Aver-o-Mar devo a língua, ao rés do coloquial.”
Professora do ensino oficial, Luísa Dacosta começou a sua vida literária em 1955 com o livro de contos Província. No domínio da ficção, editou: Vovó Ana, Bisavó Filomena e Eu (1969) e Corpo Recusado (1985). No campo da crónica, publicou Aver-o-Mar (1980) e Morrer a Ocidente (1990). Na Água do Tempo (1992) constitui um diário, e no campo ensaístico e crítico escreveu Aspectos do Burguesismo Literário (1959) e Notas Literárias (1960).
Em 1970 iniciou a escrita de livros para crianças: O Príncipe que guardava Ovelhas (1970), que foi distinguido pela Internacional Board on Books for Young People como um “excepcional exemplo de literatura com interesse internacional”; O Elefante Cor-de-Rosa (1974); A Menina Coração de Pássaro (1978); Sonhos na Palma da Mão (1990); Lá vai Uma Lá vão Duas… (1993); e outros títulos.
Na sua actividade de tradutora, traduziu obras de Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou também em numerosos periódicos, de que podem destacar-se: Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Raiz e Utopia e Seara Nova.
Interessam-lhe sobretudo as temáticas dos quotidianos vulgares e a situação da mulher. Os seus livros situam-se num registo em que um sabor autobiográfico se mistura à crónica e ao conto.
Com a obra Na Água do Tempo, ganhou, em 1992, o Prémio Máxima. Em 1994, obteve o Prémio Calouste Gulbenkian da Literatura para Crianças para o melhor texto para crianças do biénio 1992-1994, e em 2001 foi apresentada a sua candidatura ao Prémio Andersen pelo conjunto da sua obra para crianças pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil. Também nesse ano foi-lhe atribuído pela Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto o Prémio “Uma Vida, Uma Obra”. Em 2004, foi distinguida com o Prémio para a área do Ensino no âmbito da iniciativa da Cooperativa Árvore comemorativa dos 30 anos do 25 Abril e dos 150 anos da morte de Almeida Garrett. Em 2007, o seu livro O Rapaz que sabia acordar a Primavera, ilustrado por Cristina Valadas, obteve o Prémio Nacional de Ilustração.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

“A estrada”: amanhã, no Auditório Municipal

Infopóvoa
Amanhã, 13 de Maio, mais um grande filme será exibido no Auditório Municipal, às 21h45. “A estrada”, é um conto épico, pós apocalíptico, de sobrevivência de um pai e do seu filho pequeno à medida que eles atravessam uma América árida, destruída por um misterioso cataclismo. O filme imagina um futuro no qual os homens são empurrados para o pior e o melhor de que são capazes. Um futuro onde o pai e o seu filho são sustentados pelo amor que os une. Baseado no livro vencedor do Prémio Pulitzer, de Cormac McCarthy, autor de “Este país não é para velhos”, “A estrada” é a sugestão do Cineclube Octopus para a sua noite de amanhã.

PÓVOA DE VARZIM

Rastreio gratuito, em Argivai

Infopóvoa
Na próxima terça-feira, 18 de Maio, a Junta de Freguesia de Argivai organiza, durante todo o dia, um rastreio de hipertensão, diabetes e colesterol.
A iniciativa, que terá lugar na sede da Junta, surge no âmbito de “Maio Mês do Coração” e pretende sensibilizar a população, principalmente a sénior, para a importância de medir com regularidade a tensão arterial e saber do estado da sua saúde.
Os interessados devem realizar a sua inscrição na secretaria da Junta. Esta acção conta com o apoio da Farmácia Mariadeira e do Laboratório Sandoz.
A hipertensão arterial é o principal factor de risco da doença cardiovascular e representa um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal: cerca de 40 por cento dos portugueses adultos são hipertensos, mais de 50 por cento não têm a doença diagnosticada e apenas 11 por cento dos doentes estão controlados.
Segundo um estudo recente da Organização Mundial de Saúde, 14 por cento das mortes no mundo ocorrem devido a complicações associadas à hipertensão. Em Portugal só os acidentes vasculares cerebrais (AVC) vitimaram cerca de dois mil portugueses em 2007, segundo dados das autoridades de saúde. Além de os AVC serem a principal causa de morte no país, bem à frente da doença coronária e do cancro, são também a principal causa grave de incapacidade em Portugal.

PÓVOA DE VARZIM

Póvoa de Varzim, Eschborn e Zabbar vão assinar contratos de geminação
José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal, Wilhelm Speckhardt, Presidente da Câmara Municipal de Eschborn, e Gérald Hérault, Presidente da Câmara Municipal de Montgeron
Infopóvoa
Depois de Montgeron (França), a Póvoa de Varzim vai assinar contratos de geminação com Eschborn (Alemanha) e Zabbar (Malta), após ter firmado os protocolos de amizade em 1993 e 2001, respectivamente. A cerimónia protocolar ocorrerá no próximo dia 14, em Eschborn, com a presença de José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal.
Considerando que os processos de geminação contribuem para unir as populações e são um importante instrumento de desenvolvimento do espírito europeu, de afirmação das populações e da sua cultura, a Póvoa de Varzim procurou sempre estabelecer relações de cooperação envolvendo agentes económicos, sociais e culturais, colaborando, desta forma, para o desenvolvimento da comunidade e para o exercício da cidadania.
É disso exemplo o contrato de geminação com Montgeron, em 1986, e as relações de cooperação, intercâmbio e amizade com Eschborn, em 1993, e com Zabbar, em 2001. Tal empenho valeu, em 1995 e em 2005, a atribuição da mais alta distinção atribuída pela Comissão Europeia, a Estrela D’Ouro das Geminações.
Ao assinar estes dois novos protocolos de geminação, os intercâmbios com Eschborn, Zabbar e Montgeron permitirão o desenvolvimento de novas iniciativas, tais como a promoção da coesão entre a Europa central e periférica e dos valores da cidadania democrática; a dinamização e ampliação dos processos de intercâmbio intercultural entre instituições escolares e outras; a fomentação da aprendizagem das línguas e da cultura de outros países; o fortalecimento e evolução da geminação existente; a atracção de novos públicos, entre outros.
Recorde-se que, no âmbito da sua relação com estas três cidades, a Póvoa de Varzim tem participado no
Encontro Internacional de Jovens, recebe, desde 1995, a Praça dos Pintores, proporciona intercâmbios entre escolas do ensino especial e instituições do ensino básico e secundário, intercâmbios artísticos, intercâmbios entre associações culturais e desportivas, entre outras.
Para saber mais, visite a página das Cidades Geminadas no
portal municipal.

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Música Mariana deu mote a segunda conferência do Ciclo de Música Sacra
Infopóvoa
Maio, mês de Maria, fica este ano também marcado pela visita do Papa Bento XVI a Portugal, com passagem pelo Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Por isso, a conferência ontem proferida por José Paulo Antunes no âmbito do 5º Ciclo de Música Sacra não poderia ter melhor contexto. Afinal, o tema foi “Música Mariana na Liturgia de Hoje: desafios e possibilidades”.
“Portugal é o país europeu onde a vivência da Espiritualidade Mariana é mais rica”, começou por explicar o conferencista, professor na Universidade Católica, contando ainda que a devoção à Virgem é antiga, dando o exemplo de D. João IV que em 1646 declarou Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal. Portugal não é, no entanto, um exemplo isolado, sendo que esta devoção é já uma realidade desde os primórdios do Cristianismo.
Se o papel de Maria tem inspirado “as mais belas obras de arte da História de Arte Cristã”, também na música a sua presença é sentida, tendo, ao longo dos séculos, sido muitas as composições a Ela dedicada como o “Avé Maria” entre outros hinos, poemas ou antífonas. Muitas destas composições “integravam o reportório litúrgico”, contou José Paulo Antunes, defendendo, no entanto, que “o que interessa aqui é perceber o lugar que Maria ocupa ou que deve ocupar nas obras musicais litúrgicas das nossas celebrações e definir alguns critérios para que essas obras musicais tenham a devida adequação”.
E para aprofundar esta temática, apresentou à audiência alguns dos ensinamentos clarificados no Magistério da Igreja, onde Maria é apresentada como Mãe de Deus, membro da Igreja e participante no Mistério de Cristo. Entre os muitos contributos que compõem o Magistério, foi apresentada a “Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis”, da autoria de Bento XVI, cujo capítulo 33 é dedicado a Maria e ao seu papel na Liturgia. Outro contributo é a “Colectânea de Missas da Virgem Maria”, que explica como a presença de Maria pode e deve ser celebrada ao longo do ano, assim como os atributos que se devem cantar.
Deste modo, explicou, são muitos os momentos litúrgicos em que a Virgem Maria ganha um destaque especial, que pode também ser acompanhado com Música Mariana - a celebração da Imaculada Conceição, a 8 de Dezembro, da Santa Maria Mãe de Deus, a 1 de Janeiro, da Apresentação do Senhor, a 2 de Fevereiro, de S. José, a 19 de Março, da Nossa Senhora de Fátima, a 13 de Maio, da Assunção da Virgem, a 15 de Agosto, entre outros. “É muito importante ver, nestas celebrações litúrgicas e olhando para a estrutura da celebração da Eucaristia nestas datas, quais os momentos mais adequados ao cântico mariano”, frisou.


Tendo em conta que “a celebração litúrgica é uma acção comunitária, do Povo de Deus, e não uma acção privada”, o Canto Litúrgico Mariano deve respeitar uma série de regras. Assim, são de evitar os textos demasiados centrados no “eu” ou nos méritos da Virgem, ou aqueles que não salientam o papel de Maria na Igreja. Alguns exemplos foram apresentados, como “A Treze de Maio”, que por ser um cântico narrativo não se enquadra na Liturgia, “Bendizemos o teu nome” ou “Senhora nós vos louvamos”, aos quais faltam elementos que relacionam Maria ao Filho e a Deus. No entanto, não significa que estes cânticos não possam ser usados em contexto de catequese ou entre grupos de amigos. Por outro lado, existem “textos indiscutíveis” no que respeita à sua adequação. “O texto bíblico tem sempre fundamento”, contou, dando como exemplos o “Avé Maria”, o “Magnificat” ou o “Regina Coeli”.
“Além da Eucaristia, existem outros sacramentos com lugar para louvar a Mãe de Deus”. Exemplo será o sacramento do Matrimónio, mas também ele nos momentos adequados, como “antes da Oração dos Fiéis e também no final da cerimónia, altura em que se entrega o ramo a Nossa Senhora”. No momento pós-comunhão o Cântico Mariano pode também ser entoado, desde que devidamente contextualizado.
Assim, em jeito de conclusão, José Paulo Antunes defendeu a necessidade de a Igreja “repensar e enriquecer a celebração litúrgica com modelos celebrativos mais flexíveis e mais ricos” que iriam, também, “enriquecer a vida litúrgica das comunidades”. Os textos bíblicos serão sempre um bom ponto de partida, “poderia se construir uma celebração à volta da divisão estrófica das orações”.
E recordando de novo o Magistério da Igreja, contou que o Sagrado Concílio apelava já ao “fomento generoso” do culto a Maria, sobretudo o culto litúrgico, tendo, porém, o cuidado de “evitar falsos exageros” ou “demasiada estreiteza”.
“Que a Música nos ajude a todos a cumprir este desejo”, concluiu.
O V Ciclo de Música Sacra da Igreja Românica de S. Pedro de Rates termina a 30 de Maio, incluindo uma série de concertos, no dia 14, às 21h30 e nos dias, 16, 23 e 30 às 18h30, sempre na Igreja Românica. Conheça o programa deste evento, organizado pela Junta de Freguesia e pelo Conselho Pastoral Paroquial de Rates com o apoio da Câmara Municipal, no
portal municipal.

PÓVOA DE VARZIM

Noite e Dia dos Museus animam Museu Municipal e convidam a uma visita

Infopóvoa
Fruto da iniciativa do Ministério da Cultura de França – que lançou, em 2001, o desafio a museus em todo o mundo – a Noite dos Museus acontece no dia 15 de Maio, sábado. O Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim associa-se a esta efeméride desde o primeiro ano e, nesta edição, não será excepção. O objectivo da iniciativa é, à partida, simples. Abrir as portas, gratuitamente, até à 01h00 da madrugada com eventos diferentes e que apelem à visita de novos públicos, principalmente do mais jovem. Muitos museus vão transformar-se num palco para actuações teatrais, sessões de leitura e outras formas de entretenimento e cultura. O Museu Municipal optou por realizar actividades subordinadas ao Ano Internacional da Biodiversidade. Sendo assim, a partir das 14h30, vai acontecer a “Feira das Artes”, onde poderá adquirir peças artesanais, desde camisolas poveiras a trabalhos em barro. Às 16h00, serão apresentadas as exposições “Os frutos da terra em Alberto Sampaio” e “Aves do Mar da Póvoa”. Às 18h30, uma actividade infantil: o teatro de marionetas “O homem que falou aos peixes”.


Finalmente, a partir das 21h00, música ao vivo com o coro Anonymus. Um concerto diversificado e surpreendente é a proposta que se apresenta a todos os amantes da música, no qual se conjugarão o apelo à contemplação em passagens de carácter sacro, e as reminiscências da tradição popular do nosso país em temas que evidenciam a riqueza e diversidade cultural das suas regiões, culminando a noite com Pater Noster e Ave Verum Corpus, num tutti inovador que decerto cativará pela sua frescura.
Três dias mais tarde, no dia 18, terça-feira, é comemorado o Dia Internacional dos Museus. Também neste dia a entrada será gratuita. A “Feira das Artes” continuará a divulgar o artesanato local e, se não conseguiu conhecer a exposição “Aves do Mar da Póvoa” no dia 15, poderá fazê-lo no dia 18, às 16h00, através de uma visita guiada pormenorizada.

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Alunos do 1º ciclo levam a cena musical “Pocahontas”
Infopóvoa
Alunos das actividades extra-curriculares (AEC) do 1.º ciclo da Póvoa de Varzim vão ser os protagonistas do musical “Pocahontas” nos dias 17, 18 e 19 de Maio, às 19h00, no Auditório Municipal. A ideia partiu da Escola de Música e vai reunir, no total, mais de 300 crianças. A entrada é livre.
Quer seja encarnando uma das muitas personagens do musical, quer seja fazendo parte do coro, as crianças vão certamente viver dias inesquecíveis, enriquecidos ainda com a presença das Orquestras de Cordas e Sopros da Escola de Música da Póvoa de Varzim.
Mas mais do que proporcionar aos alunos momentos de lazer em palco, esta iniciativa, que conta com a participação de todos os professores de música que leccionam nas AEC, pretende desenvolver nos alunos as competências no campo da audição, interpretação e criação de obras musicais que interliguem música, movimento, drama, para além da componente de identidade sócio-cultural, inerente na obra. A representação deste musical tem como objectivos desenvolver a criatividade da criança através de experiências diversificadas, promover um ambiente educativo de conhecimento e respeito pelo outro, articular o ensino da música com outras áreas de saber artístico, cientifico, humanístico e tecnológico.
Pocahontas é uma lendária história de coragem e amizade sobre um povo nativo norte-americano. Ao longo da costa da Virgínia, Pocahontas, uma linda princesa índia, observa a chegada de um misterioso grupo de colonos ingleses, liderados pelo ganancioso governador Ratcliffe e pelo corajoso capitão John Smith. Os colonos partem de Inglaterra com o objectivo de encontrar um "Novo Mundo", mas o ganancioso governador Ratcliffe só pensa em descobrir ouro. Ao chegarem à terra desconhecida, John Smith sai para explorar a região e encontra a bela índia Pocahontas. Ambos aprendem muito um com o outro, até que o povo de Pocahontas e os ingleses entram em guerra por terem interesses diferenciados em relação às terras. Quando o inevitável confronto entre as duas diferentes culturas tem lugar, Pocahontas procura o auxílio da sábia árvore, Avó Willow, para tentar encontrar uma forma e solução para todos poderem viver juntos em Paz. A partir do momento em que estas culturas percebem que a guerra não os levaria a parte alguma, os índios e os colonos constituem uma bela amizade.
Esta história está repleta de um colorido cenário e preenchida de música. A música original é de Alan Menken, transcrita para orquestra por Paulo Veiga, director das orquestras de Sopros e Cordas. O texto original é de Stephen Schwartz, sendo que Paulo Sousa, coordenador, conjuntamente com Marília Camboa, das AEC de música, fez os arranjos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

PÓVOA DE VARZIM

75 anos de Filantrópica comemorados com dia especial

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A cooperativa cultural “A Filantrópica” vai festejar o seu 75º aniversário abrindo-se à comunidade. De facto, no dia 15, o Dia da Filantrópica chega ao Diana Bar onde, ao longo de todo o dia, vão decorrer uma série de incitativas que espelham o dinamismo cultural da associação.
Todos estão convidados a participar neste festa que começa de manhã, altura em que decorrem os ateliês de artes decorativas e artes florais, os ateliês de bordados, os ateliês de costura e modelagem (das 10h00 às 11h30) e a aula de yoga (das 10h00 às 11h30).
A tarde começa com música, com uma breve apresentação de piano e guitarra, às 14h30. Segue-se o ateliê de pintura e de desenho, às 15h30, e a sessão de Hipo Hop para crianças, às 16h00. A festa aproxima-se do seu fim com a aula de Pilates, às 19h30.
A Filantrópica é uma cooperativa de cultura que se encontra sediada na Rua da Lapa e que tem entrada pela conhecida Rua 31 de Janeiro, na Póvoa de Varzim. Ao longo dos anos tem-se afirmado como um espaço de desenvolvimento social e cultural importante na comunidade poveira, desenvolvendo actividades de formação, gímnicas, culturais, de convívio e ocupação de tempos livres. Para saber mais, visite a página da cooperativa em
www.afilantropica.com

PÓVOA DE VARZIM

Esta manhã Póvoa passou o testemunho contra a pobreza e a exclusão social



Esta manhã foi passado o testemunho. A Estafeta Nacional “Pobreza e Exclusão: Eu passo!”, que partiu de Lisboa a 13 de Abril, chegou ontem à Escola Básica 2/3 de Beiriz e partiu esta manhã em direcção a Vila do Conde. No total serão percorridos 1800 quilómetros de Norte a Sul de Portugal.
Perto de 50 crianças e jovens – da Escola dos Sininhos, do Instituto Maria da Paz Varzim, de A Beneficente e do MAPADI – ajudaram nesta tarefa, levando o testemunho que simboliza a finalidade deste evento: sensibilizar a população para a Pobreza e a Exclusão Social. Afinal, 2010 é o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social. A iniciativa, promovida pelo Programa para a Inclusão e a Cidadania (PIEC), foi acolhida desde o primeiro momento pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Andrea Silva, vereadora do Pelouro da Acção Social, explicou que “quando falamos de exclusão social, falamos de desarticulação entre o indivíduo e a sociedade, normalmente associada à marginalidade, isolamento social e toxicodependências”. A autarca sublinhou que o desemprego é um dos factores principais que conduzem à exclusão social, “não apenas pela perda do rendimento, mas também pela ausência de relações sociais”. No entanto, na opinião de Andrea Silva, o laço social mais valioso é, sem dúvida, a família. “As estafetas demonstram que o somatório do esforço de todos dita o resultado do grupo. Assim é com a família e assim será com esta problemática”, referiu a vereadora.

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Paisagens entre Douro e Póvoa no Posto de Turismo
Infopóvooa / Póvoa de Varzim
De 14 a 27 de Maio o Posto de Turismo recebe uma exposição de pintura da autoria de António da Eira.
Apesar de retrato ser a sua especialidade, António da Eira traz à Póvoa uma exposição que resume como “Do rio Douro ao nosso mar”, isto porque o tema dos seus quadros, a óleo, são as paisagens de Trás-os-Montes, de onde é natural, e da Póvoa de Varzim, onde vive há mais de 30 anos, concretamente em Aver-o-Mar.
A expor pela primeira vez na Póvoa de Varzim, António da Eira explica que nasceu “com inclinação para a Arte”. Por isso, desde novo que pinta, num processo que começou como auto-didacta, tendo depois frequentado a Escola Superior Artística do Porto.

PÓVOA DE VARZIM


Ateliê de imaginação…. e reciclagem

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Com o objectivo de promover a reutilização de materiais o Diana Bar vai organizar, na manhã de dia 14, uma iniciativa para os mais novos, “Brincar e trabalhar a imaginação reciclando”.
Este é um ateliê onde os participantes vão elaborar espantalhos a partir da reutilização de materiais, que devem trazer de casa. Lãs, roupas velhas, colheres de pau, cruzetas, papel usado e tudo o mais que a imaginação ditar servirá para elaborar os bonecos que serão, depois, estrelas de um pequeno teatro, com a dramatização de um conto.
A actividade é de participação gratuita. O ateliê funcionará das 9h00 às 12h30.

PÓVOA DE VARZIM

Acção Social entrega habitação camarária a família de nove elementos
Andrea Silva com Paula Aldeias e José Andrade
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Esta manhã foi especial para Paula Aldeias, José Andrade e os seus sete filhos. Esta família com nove elementos mudou de casa para uma das 470 habitações camarárias da Póvoa de Varzim. Com o pai desta família desempregado, apenas com 39 anos, e a mãe, de 38, a suportar todas as despesas dos nove elementos, pagar quase €300 de renda tornou-se insustentável. Com grandes dificuldades em sustentar os seus sete filhos – o mais novo com oito anos e o mais velho com dezanove, que se mantém todos a estudar – a mudança para uma habitação camarária é uma oportunidade para diminuírem consideravelmente as despesas e gozarem, desta forma, de uma vida mais desafogada.
As chaves da casa nova foram entregues por Andrea Silva, vereadora do Pelouro da Acção Social da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. A autarca continua a querer dar resposta às dificuldades dos munícipes ou a tentar encontrar soluções trabalhando com os parceiros da autarquia da
Rede Social. Esta é a quarta habitação que o Pelouro da Acção Social entrega desde Dezembro, satisfazendo famílias que se encontravam com graves dificuldades financeiras.

PÓVOA DE VARZIM

Fórum termina com Concurso de Piano e saldo positivo para jovens em busca de opções de formação
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Foi ao som de jovens promessas do Piano que o Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais terminou. O V Concurso de Piano, organizado pela Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim, decorreu no âmbito do Fórum e atribui prémios a 25 jovens pianistas, distribuídos por seis categorias, de níveis de exigência diferentes.
No total, 51 jovens concorreram, tendo as provas públicas tido lugar no sábado, dia 8, e na manhã de domingo. Os melhores deram depois um concerto no Diana Bar, a que se seguiu a entrega de prémios. A lista dos vencedores do concurso, dirigido a estudantes do instrumento de iniciação, ensino básico e completar, pode ser consultada no
portal municipal.

No final do Concerto dos Laureados, Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, agradeceu a patrocinadores e a funcionários da Escola de Música mas, essencialmente, aos pais que, vindos de todo o país, acompanharam os seus filhos para participar neste concurso. “É muito importante para saberem que têm retaguarda. A família é muito importante neste caminho que eles estão a começar”. E recordando que, por exemplo, os atletas de alta competição têm um contingente especial que lhes facilita a entrada na Universidade, defendeu o mesmo para os alunos de música, que se dedicam ao aperfeiçoamento da sua arte horas a fio. “O desporto é que manda neste país, a cultura não manda nada. A cultura é vista pelos nossos governantes como algo imaterial, que não dá de comer. Mas não, a cultura é um investimento”. E para os alunos, com idades variadas, deixou uma frase de Oscar Wilde que aconselhou a que norteasse o seu percurso na vida – “Eu não sou exigente. Contento-me com o melhor”.
Abel Carriço, Director Pedagógico da Escola de Música elogiou a qualidade do desempenho de todos os concorrentes o que levou a alguma dificuldade na escolha dos premiados. No entanto, defendeu, este concurso provou não só a qualidade de ensino da música do país como fez antever um futuro promissor para muitos dos participantes.

Fátima Travanca presidiu ao júri do concurso contando que, apesar da excelente qualidade de todos os participantes, “houve quase que unanimidade nos prémios atribuídos”. Sobre o evento, considera que “faz muito bem aos alunos, estudam com objectivos concretos”. A também professora de piano elogiou ainda as instalações da Escola de Música, uma raridade no ensino de música no país.

Convidada de honra, Madalena Sá e Costa, violoncelista e pedagoga, filha dos pianistas Leonilda Moreira de Sá e Costa e Luís Costa, felicitou a organização e todos os participantes “que foram um encanto, um primor”. E também deixou o pedido para “que este exemplo seguisse por aí fora. É preciso mais”.
O 7º Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais decorreu ao longo das últimas semanas e, uma vez mais, alcançou o objectivo de contribuir para a informação sobre a vasta oferta no que respeita a formação e opções profissionais, encaminhando os jovens para as instituições escolares que melhor se enquadram nas suas opções profissionais. Centenas de alunos passaram pelas actividades dinamizadas no âmbito do Fórum, sendo que em muitas delas pais e encarregados de educação foram também convidados a participar. Da conferência sobre o acesso ao Ensino Superior, passando pelo seminário sobre a formação ao longo da vida, pelas mesas redondas e debates com profissionais de diversas áreas ou pelas sessões de esclarecimento, o Fórum contou ainda com diversas actividades de animação e ainda com uma Mostra Informativa que reuniu dezenas de parceiros com uma vasta oferta no que respeita a educação e formação profissional. Veja as imagens e as notícias na página do Fórum, no portal municipal.




PÓVOA DE VARZIM

Da Utopia ao Futuro: alunos de Arquitectura mostraram uma nova Póvoa de Varzim
Da esquerda para a direita: Assunção Lemos, Luís Diamantino, Fernando Mariz e Jorge Barbosa
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Se o dinheiro não fosse problema, a Póvoa de Varzim poderia inspirar-se nas propostas arquitectónicas que 13 alunos finalistas do Curso de Arquitectura da Universidade Lusíada elaboraram no âmbito do seu Mestrado. Os resultados foram apresentados na passada sexta-feira, com a exposição “Estratégias Urbanas”. Habitações amigas do Ambiente, a reorganização da Marina e Porto de Pesca, a construção de um Museu do Pescador, um Centro de Congressos ou um Fórum são exemplo dos exercícios apresentados, e que estarão patentes na Biblioteca Municipal até 29 de Maio.
Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, elogiou as “ideias inovadoras” apresentadas, sendo que algumas delas, considerou, vão de encontro aos desejos do município. É o caso do Museu do Pescador, ou do Mar, há muito desejado para a Póvoa de Varzim. E se na exposição este Museu aparece situado junto à Praça de Touros, numa localização que obrigaria à demolição das instalações da Varzim Lazer e do Estádio do Varzim S.C., Luís Diamantino referiu que, com a deslocalização da Fábrica Conserveira Poveira para Laundos, “surgiu ali um espaço magnífico” que pode ser aproveitado. “Esta ideia tem pernas para andar”. O Vereador defendeu ainda que “o conhecimento do lugar é importante, sempre foi na arquitectura, mas o das pessoas, de quem habita o lugar, também”. Um cuidado que encontrou no trabalho exposto. “Há também esse conhecimento do que se passa aqui. O arquitecto tem que estar atento ao que se passa em seu redor e verifiquei isso neste trabalho, pois vejo ali o que são os nossos sonhos, o que esperamos para o futuro”. E considerando que a Arquitectura é “uma arte”, equiparou os arquitectos a cirurgiões. Mas pediu a todos os futuros arquitectos presentes que não se deixassem ficar pela “cirurgia plástica”, antes apostando em ir mais além do que o superficial.

Fernando Mariz, Director da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade, elogiou a “dinâmica muita forte” da Póvoa de Varzim, uma cidade em constante mudança mas que nunca deixa de ser a Póvoa de Varzim. “Esta constante reformulação das cidades atira-nos para momentos como este. A formação não tem de terminar na sala de aula. Sempre defendi que é preciso haver uma relação entre a comunidade científica, a universidade e as instituições que estão no terreno e, assim, os estudantes, apoiados pelos docentes, motivam-se mais facilmente para estas tarefas teórico-práticas. Os resultados estão aí. Algumas propostas não são muito fáceis de concretizar mas o Homem sonha, a obra nasce”.
Já Jorge Barbosa, Regente da Unidade Curricular de Projecto III, 5º ano, variante de Arquitectura, explicou que a escolha da Póvoa como alvo deste projecto deve-se ao reconhecimento do potencial que a cidade tem, “um diamante por polir”. Contou também que os alunos elaboraram uma análise SWOT, identificando as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades na Póvoa de Varzim. A partir daí foi definida uma linha de orientação e diagnóstico, que culminaram com estas treze propostas.

Três delas foram apresentadas pelos seus autores, sendo antecedidas por um pequeno filme com o título “Póvoa de Varzim, o espírito do lugar”. Vídeo e fotografia, que retratavam as muitas vivências da Póvoa de Varzim, serviram para defender os “componentes materiais e imateriais do espírito de um lugar” que devem ser tidos em conta.


Carlos Fraga apresentou o seu projecto, concentrado na marginal sul. A sua estratégia de intervenção parte do Porto de Pesca e pretende “devolver à Póvoa a sua identidade adormecida, a da pesca”. Segundo o seu projecto, a Via B funcionaria como base para a indústria conserveira e para o comércio, aproveitando os vazios urbanos para a promoção dos produtos hortícolas. A Linha de Metro seria prolongada, de forma a servir a Via B, a zona histórica e o Pólo de Amorim. Na zona da Marina e Porto de Pesca surgiram novos espaços de diversão, entre restaurantes, bares, discotecas e ainda um hotel. E seria criado um novo edifício, cuja arquitectura se assemelharia à Lancha Poveira e que serviria como local de passeio e também de manifestações religiosas já que um altar seria construído propositadamente para receber Nossa Senhora da Assunção, padroeira dos pescadores e que é comemorada a 15 de Agosto.
Miguel Moniz apresentou a sua proposta para a criação de casas para pescadores, inspirando-se na arquitectura simples das casas actuais. Mas a sua proposta vai mais longe, ao prever a demolição das instalações da Varzim Lazer, junto à praia, e do Estádio do Varzim S-.C., “empurrando” toda a construção para a zona da Praça de Touros. Ali, e numa homenagem às famílias dos pescadores, criaria um Museu do Pescador cuja fachada se assemelha às redes. E no exterior, um conjunto de “lâminas” que irrompem do chão simbolizariam o “choro das mulheres”. “A minha intenção é que a Póvoa de Varzim criasse uma marca de cidade e estes edifícios ajudam”, considerou.
Por último, Vítor Tinoco trabalhou o limite urbano da cidade, criando vários parques de estacionamento que serviriam de apoio à Ciclovia que aproveitaria a antiga linha férrea para Famalicão e atravessaria toda a cidade. O seu projecto inclui ainda a criação de hortas urbanas e a criação de quarteirões habitacionais no vazio urbano existente nas proximidades do Estádio do Varzim S.C.. Estas habitações teriam como marca diferenciadora o facto de serem “amigas” do ambiente, devido à importância dada à criação de espaços verdes e à instalação de equipamentos para captar energias renováveis, como painéis solares.
Em exposição está também uma maqueta, à escala, da Póvoa de Varzim, onde estão identificados os vários pontos de intervenção de desenvolvimento e revitalização urbana trabalhada pelos alunos. Num gesto de agradecimento, esta maqueta foi oferecida ao município.