segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PÓVOA DE VARZIM

Posto de Turismo premeia a mais saborosa Rabanada à Poveira


Afonso Oliveira com a 1ª classificada
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Posto de Turismo premiou, ontem à tarde, as melhores Rabanadas à Poveira da cidade. O concurso Delícia de Rabanada, promovido há doze edições e aberto a particulares e estabelecimentos comerciais, tem finalidades concretas, como explicou Afonso Oliveira , vereador do Pelouro do Turismo: “fixar este doce como uma referência da gastronomia local ; estabelecer e divulgar os critérios de uma verdadeira Rabanada à Poveira ; incentivar os estabelecimentos a manter, durante todo o ano, esta sobremesa nas suas ementas e, claro, dar a oportunidade à população de provar as melhores entre as melhores”.


Este ano os premiados foram Restaurante Snack-Bar Funchal (1º classificado), Restaurante Os Três Rapazes (2º classificado) e Restaurante 31 de Janeiro e Maria da Conceição Carvalho Moreira (3os classificados). A apresentação e o sabor do doce foram os itens a ter em conta pelo júri. Nesta edição, o júri teve dificuldade em escolher os premiados visto a elevada qualidade das 19 Rabanadas apresentadas a concurso.
Paralelamente, decorreu a Feira da Rabanada. Os doces tradicionais poveiros que concorreram ontem ao primeiro lugar e doces premiados em edições anteriores - onde também estavam incluídos doces premiados na categoria Criatividade (entretanto extinta do concurso) - puderam ser adquiridos pelo público. O lucro das vendas irá reverter a favor do Centro Social e Paroquial de Navais, Instituição Particular de Solidariedade Social sorteada ontem, no final da Feira da Rabanada.
Afonso Oliveira acrescentou, ainda, que o Museu Municipal acolheu esta edição por dois motivos: “Após as obras de renovação tem o espaço ideal para a realização deste certame. Além disso, esperamos ter levado um novo público a conhecer o Museu Municipal”.

PÓVOA DE VARZIM

Viagem interior em livro de poesia apresentado no Diana Bar



Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Na noite de sábado, 12 de Dezembro, o Diana Bar recebeu a apresentação de Viagem em Quarto Duplo , de José Azevedo Nóbrega, pseudónimo de Francisco Gonçalves.
Este é um livro com 25 poemas, resultantes de “uma viagem interior, uma viagem que tem que ver com o percurso de quem está nesta área da escrita”, explicou. Daí o nome deste novo livro, que remete também para a duplicidade de entendimentos que a linguagem de José Azevedo Nóbrega pode ter. “A viagem também é dupla”, acrescentou, referindo ainda que, quando escreve, os textos tanto podem resultar de “viagens interiores” ou de palavras. “Da palavra «horrível» surgiu «o rímel», com que começa o meu poema Esperança Opaca, e da palavra «estudantes» surgiu «e isto dantes»”. Poemas que, a par de outros, o autor fez questão de declamar, uma sessão de poesia intercalada com a interpretação de poemas musicados de autores como Eugénio de Andrade ou Sophia de Mello Breyner, por Sara Luz , voz e percussão, e Blandino, voz e guitarra acústica.
Natural de Trás-os-Montes, Francisco Gonçalves vive há já 12 anos na Póvoa de Varzim. Tem outras três obras editadas: Agueirinho, A Boca na Mão e A-mei-o-tempo.

PÓVOA DE VARZIM

Desvendando os segredos do pescador poveiro – a emigração para o Brasil em 1896
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Lado a lado com o mar, o Diana Bar recebeu, no passado dia 12, o lançamento de Comunidade Piscatória Poveira, um livro editado pela Câmara Municipal que reúne o trabalho de investigação de Nuno Freitas , elaborado com a colaboração de Patrícia Meleiro, desenvolvido no âmbito do trabalho final da Licenciatura de História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 2005.
Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, explicou que o livro versa sobre o fluxo emigratório da comunidade poveira em 1896 para o Brasil. “Em 1892 deu-se uma grande tragédia no mar, em que morreram 105 pescadores. Tal levou a que a vida se dificultasse para a comunidade, a que se juntava a falta de segurança no Porto de Pesca da Póvoa de Varzim. Para além disso, os pescadores tinham barcos muito frágeis e sofriam com a concorrência dos barcos mais modernos, a vapor”.
Tendo em conta que este foi o segundo de três livros lançados na Póvoa de Varzim em dois dias (sexta-feira e sábado ), o Vereador considerou que “nunca se editou tanto, nunca se escreveu tanto e nunca se leu tanto”. Foi por isso com grande satisfação que participou no lançamento de Comunidade Piscatória Poveira, “um livro que tem a ver connosco, com a nossa comunidade, sobretudo sobre aquilo que é o nosso poveirismo – a nossa comunidade piscatória”. E apesar de Nuno Freitas ter estudado apenas o ano 1896, Luís Diamantino defendeu que este é “um ponto de partida para aquilo que ainda podemos fazer”.
O autor, madeirense, não pode estar presente no lançamento do livro, mas chegou ao Diana Bar através das novas tecnologias. Assim, e via DVD, explicou que a investigação retratou a comunidade em finais do século XIX. “O início do século foi próspero, tendo o fim do século ficado marcado pela pobreza”, facto que levou a um grande fluxo emigratório, empolgando, também, pela associação ao “mito do enriquecimento fácil” no Brasil.
Entre as conclusões da investigação, apoiada por documentos guardados no Arquivo Municipal e na Biblioteca Municipal e ainda pelos periódicos da época, Nuno Freitas concluiu que emigravam maioritariamente homens adultos, com idades entre os 30 e os 44 anos, sendo que a emigração masculina era superior à feminina. O autor aponta ainda as várias causas que levaram à emigração, a profissão de quem emigrava, o destino, de que rua eram originários, entre outros tantos elementos.


Inês Amorim, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e ela própria uma apaixonada pelas pesquisas na área de História das Pescas, acompanhou todo este trabalho de investigação. Por isso, na sessão, apresentou alguns factos sobre o pescador poveiro, caracterizado pela sua “habilidade”, “pelo conhecimento que tinha do mar e pela sua capacidade de adaptação aos diferentes mares”. Assim, o pescador poveiro tinha uma “polivalência de facetas” que o distinguia dos demais. “Ao longo do ano é sempre pescador, quando emigra, emigra para pescar. E por isso tem um perfil diferente”.
Comunidade Piscatória Poveira provou também que, na sua emigração para o Brasil , o pescador poveiro escolhia como destino o Rio de Janeiro. Mas tal como sublinhou Inês Amorim, “o Rio de Janeiro é um destino primeiro, um plataforma que depois pode levar a outras localizações”.
Mas acima de tudo, a professora considera que este trabalho “dá voz aos pescadores, eles não sabiam ler ou escrever. Eram os outros que falavam por eles”. Trata-se, assim, de preservar uma cultura que ainda tem muito para dar a conhecer, como evidenciou Inês Amorim. “Nem o Nuno nem a Patrícia são da Póvoa, tiveram de entrar na comunidade. Isso significa que a comunidade teve algo para lhes dizer”, sublinhando ainda que esta é “uma comunidade que está em extinção, é pequena mas muito activa. Há aqui uma cultura que tem que se salvaguardar”.
E dando mostras da preocupação da autarquia poveira pela preservação do seu património, Luís Diamantino avançou que Luís Martins , antropólogo e autor de Mares Poveiros, tem vindo a desenvolver um trabalho de recolha junto da comunidade, em filme, “uma comunidade com tradições e memórias que mais nenhuma tem”. Para além disso, a própria Câmara Municipal tem apoiado o trabalho de inúmeras pessoas que se dedicam a estudar a comunidade piscatória, tendo mesmo, em dois ou três anos, lançado mais de dez livros, em edições municipais, relativos à pesca, de vários autores diferentes. Conheça os títulos, disponíveis na Biblioteca, no Diana Bar, no Museu e em outros serviços municipais, no site da
Biblioteca Municipal.

PÓVOA DE VARZIM

Momento alto do Encontro pela Paz aconteceu este fim-de-semana


Dia 12 de Dezembro
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A Chama da Paz percorreu todas as freguesias do concelho, envolvendo centenas de pessoas, este sábado, 12 de Dezembro. Mário Ferraz , impulsionador do Encontro pela Paz, referiu que, ao longo de todo o percurso, que teve início em Balasar, “foram inúmeras as manifestações de apoio a este evento e a esta causa”. A passagem da Chama da Paz pelas doze freguesias da Póvoa foi sempre acompanhada por aplausos, o que motivou, ainda mais, os atletas das associações locais. Para Mário Ferraz , este apoio da população é fundamental, já que “mostra que a nossa mensagem está a chamar a atenção”.

Dia 13 de Dezembro
Ontem, 13 de Dezembro, a iniciativa teve o seu momento mais alto, a Cerimónia Encontro pela Paz. Largas centenas de pessoas estiveram no Pavilhão Municipal para assistir ao concerto de Tiago Pereira, violinista, que, em conjunto com a Academia Gimnoarte, proporcionou um “momento maravilhoso a todos os presentes”, explicou Mário Ferraz. Depois do espectáculo, seguiu-se uma Marcha pela Paz até à Praça do Almada. O cordão humano era extenso e, à medida que a marcha se ia aproximando do centro da cidade, mais pessoas se iam juntando a esta manifestação. Uma vez na Praça do Almada, flores brancas foram sendo depositadas na Taça da Paz para no dia 1 de Janeiro de 2010 serem lançadas ao mar.
Recordamos que estão em exposição, até dia 16 de Janeiro, no Diana Bar, 21 trabalhos alusivos a este tema elaborados por crianças do concelho. Poderá conhecer esta exposição e aproveitar para deixar a sua mensagem na Árvore da Paz, exposta no mesmo local.
A próxima iniciativa no âmbito do Encontro pela Paz será o jogo de futebol Varzim SP x Portimonense SC, já no sábado, 19 de Dezembro.

PÓVOA DE VARZIM

Como se contam histórias – as lições de Francisco José Viegas na Póvoa de Varzim


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
“Eu acho que se deve matar num sítio bonito”. A frase, de Francisco José Viegas , resume a tónica da conversa que, na noite da passada sexta-feira, 11 de Dezembro, marcou a apresentação de O Mar em Casablanca, o novo romance policial do escritor.
“Um autor de romances policiais pode matar quem quiser. Está de alguma maneira impune, ele não é convocado pela Judiciária”, disse o escritor que gosta de se ver “como um contador de histórias, porque faz parte da nossa natureza humana, contar e ouvir. É sempre nessa condição que me apresento como escritor”. E foram muitas as histórias que contou.
O autor recordou, por exemplo, o sucesso que Crime em Ponta Delgada teve nos Açores. “Toda a gente queria saber quem era o criminoso, quem era a vítima, quem era a jovem adúltera”, contando até a conversa que teve como Mota Amaral que lhe pediu que se o matasse nas suas histórias, nunca o fizesse antes das eleições. “Brincamos com a morte, com o crime”, assumiu, dando como exemplo os muitos e-mails que recebeu de leitores aquando da publicação dos folhetins Um Crime Capital, passado durante o Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, e o Um Crime na Exposição, que tinha como cenário Serralves, pedindo ao autor que matasse algumas figuras públicas. De facto, as histórias misturavam personagens reais, como a Administradora de Serralves, a que se juntavam personagens ficcionadas.
“O que nos interessa no romance policial? O crime interessa pouco, queremos pormenores”, considerou, recordando um e-mail que recebeu de uma leitora que acusou o escritor de não ter investigado o suficiente, pois uma das provas do crime em Um Crime Capital , uma peça de lingerie da Dolce & Gabbana, foi identificada pelo personagem Jaime Ramos como sendo de um modelo que, tal como a leitora descobriu, nunca foi comercializado pela marca italiana.

E Jaime Ramos é personagem incontornável nos livros de Francisco José Viegas , a sua popularidade chega mesmo a ultrapassar a do seu criador. “Costumo dizer que fiz um contrato com Jaime Ramos por x livros. Há oito livros que ele me acompanha. Tornou-se um hábito para mim e para os leitores. É uma criatura que eu criei e que se tornou independente”. Uma situação que parece não preocupar o escritor, que considera um “orgulho saber que um personagem nos ultrapassou”. Mas em O Mar em Casablanca o autor não sabia o que fazer com o inspector. “No livro, ele está à beira do precipício, tem um AVC”. Sobre a nova obra, pouco desvendou ou não fosse o mistério a alma do negócio. Passa-se no Norte, em Vidago, e estabelece algumas relações com Angola. O Mar em Casablanca procura também honrar os portugueses espalhados pelo mundo fora, “com histórias de heroísmo absoluto. Quero sempre contá-las no meio da história policial. Quero que se possa ler a história como se eu não a estivesse a contar”.
Luís Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, elogiou a escrita de Francisco José Viegas neste romance policial. “Tem muita poesia no meio, tem aqui descrições que são verdadeiras prosas poéticas e há aqui frases absolutamente nominais, ou seja, o verbo desaparece”, analisou, sublinhando o ritmo que tal dá a uma frase, considerando que essa era uma marca da escrita de Francisco José Viegas.
Recordado que o escritor esteve presente no Correntes d’Escritas, o Vereador defendeu que “graças a pessoas como o Francisco José Viegas o Correntes d’Escritas tem, de facto, alcançado uma notoriedade que sem a participação de pessoas como o Francisco seria difícil”. Um elogio que Francisco José Viegas retribuiu, dizendo que “hoje em dia já são as Correntes d’Escritas que fazem o nosso nome”, exaltando o carácter pioneiro do evento. “A nossa felicidade, às vezes, são os livros. Por isso é que vimos às Correntes”.
Da Porto Editora , Ricardo Miguel Costa contou que “o Francisco José Viegas é seguramente aquele que tem mais convites para estar presente em sessões como esta. Achamos que era imprescindível estar na Póvoa de Varzim, não só pelas Correntes, mas porque a Póvoa de Varzim tem-se assumido como ponto essencial no roteiro que um autor tem que fazer”.
Muitas mais histórias foram contadas ao longo da noite, e outras tantas ficaram por contar. Uma olhar sobre a vida de um homem que escreve romances policiais “porque quero saber como acaba história”.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

PÓVOA DE VARZIM

“Feliz Natal Póvoa de Varzim” – programa de 12 a 14 de Dezembro




“Delícia de Rabanada”


Infopóvoa / Póvoa de Varzim


Cerimónia Encontro pela Paz
Este promete ser um fim-de-semana preenchido na Póvoa de Varzim. De facto, são muitas as actividades que “Feliz Natal Póvoa de Varzim” propõe e que prometem agradar a todos os tipos de público.
Amanhã, sábado, 12 de Dezembro, a música volta à rua com a actuação da Classe Conjunto de Sopros da Escola de Música, às 10h30, no Largo Dr. David Alves. Um concerto ao ar livre, numa das mais movimentadas zonas de comércio da cidade e que, por isso, promete animar as compras de Natal de muitos. Ainda durante a manhã pode assistir ao percurso da
Chama da Paz, que às 9h00 arranca de Balasar, iniciando, assim, o seu trajecto que visita por todas as freguesias da Póvoa. E de passagem por Navais, pode também acompanhar as Festas de Santa Luzia, que se prolongam até domingo, com manifestações religiosas, que incluem a Missa Sol ene e a Majestosa Procissão, a par de animados momentos musicais, sem esquecer, claro, as sessões de fogo-de-artifício. De volta à Póvoa de Varzim, cante os parabéns à JuveNorte, associação poveira que entre 12 e 16 de Dezembro assinala mais o 23º aniversário com um vasto programa. De facto, às 9h00 começa o I Torneio Mini Estrelinhas, para crianças dos 7 aos 10 anos, no Ringue da Junta de Freguesia da Póvoa de Varzim. Às 21h30 tem lugar o espectáculo de variedades, no Auditório Municipal , com momentos musicais e de teatro. A compra de bilhetes é feita no local, no próprio dia. O aniversário da JuveNorte estende-se a domingo, 13 de Dezembro, com uma celebração eucarística, às 10h00, na Capela de Nossa Senhora do Desterro, seguindo-se o Hastear da Bandeira, às 11h30, na sede da JuveNorte.


No campo da literatura, sábado traz dois novos livros à Póvoa de Varzim, mais concretamente ao Diana Bar. Às 17h00 é apresentado o livro
Comunidade Piscatória Poveira, de Nuno Freitas. Às 21h30, é a vez de Viagem em Quarto Duplo, de José Azevedo Nóbrega.
No domingo, dia 13, “Feliz Natal Póvoa de Varzim” traz uma proposta doce, com a “
Delícia de Rabanada”. Às 15h00, no Museu Municipal, conheça o vencedor do concurso e prove as inúmeras rabanadas poveiras que estarão à venda na Feira da Rabanada.
À mesma hora, mas no Pavilhão Municipal, começa a
Cerimónia do Encontro pela Paz, com momentos musicais e de dança, seguindo-se a Marcha Pela Paz. No Diana Bar, deixe a sua mensagem na Árvore da Paz, patente até 16 de Janeiro.
Finalmente, e para segunda-feira, dia 14, começa, na Biblioteca Municipal , a Oficina de Natal, uma actividade dirigida às crianças de instituições educativas do concelho que consiste na construção de objectos e enfeites de Natal a partir da reutilização de vários materiais. A Oficina termina a 18 de Dezembro. Descubra “Feliz Natal Póvoa de Varzim”, o programa natalício oferecido pela autarquia e pelos seus parceiros sociais, no
portal municipal! E para que não perca nada, consulte a Agenda de Natal, disponível no portal municipal e em vários edifícios municipais.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PÓVOA DE VARZIM

Que Delícia de Rabanada! Prove e ajude uma Instituição de Solidariedade Social


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
No próximo domingo, 13 de Dezembro, o Museu Municipal vai “emprestar” o seu espaço ao Posto de Turismo para a realização da iniciativa Delícia de Rabanada que, à semelhança do ano passado, inclui o concurso de melhor Rabanada à Poveira e a Feira da Rabanada.
A partir das 15h00, os doces tradicionais poveiros que concorrem ao primeiro lugar e doces premiados em edições anteriores - onde também estão incluídos doces premiados na categoria Criatividade (entretanto extinta do concurso) - poderão ser adquiridos pelo público. O lucro das vendas reverterá a favor de uma Instituição de Solidariedade Social, a sortear no próprio dia. Relembramos que na edição anterior, cerca de €500 foram entregues à Beneficente, instituição sorteada.
Depois da compra dos doces será anunciado o vencedor do concurso, pelas 17h30. O Coro Juvenil da Escola de Música da Póvoa de Varzim estará presente no Museu Municipal para animar a tarde daquele domingo.
A iniciativa Delícia de Rabanada promove o doce tradicional poveiro, todos os anos, junto da população e da restauração local. O objectivo é sensibilizar os estabelecimentos a incluir esta sobremesa nas suas ementas durante todo o ano cabendo aos consumidores a tarefa mais simples, pedir uma Rabanada à Poveira e deliciar-se com ela. Por enquanto, participe na iniciativa e apareça no Museu Municipal para adquirir as suas preferidas.


PÓVOA DE VARZIM

Terceiras Jornadas de Horticultura em Aguçadoura – sábado, 12

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
No sábado, 12 de Dezembro, a partir das 14h00, no Centro Social e Paroquial de Aguçadoura, irão realizar-se as Terceiras Jornadas de Horticultura. A sessão de abertura estará a cargo de Carlos Alberto Lino, presidente da direcção da Horpozim – Associação de Horticultura da Póvoa de Varzim, e de Sérgio Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Aguçadoura. Às 15h00 será debatido o “Panorama actual da horticultura da região” por Manuel António Silva, presidente da direcção do Gabinete de Planeamento e Gestão Comercial ; e António Pinto, da CEINOP, empresa formada recentemente especializada na produção e reciclagem de embalagens de plástico próprias para serem usadas por horticultores. Às 16h30 terá início a segunda mesa de debate, onde António Pedro Guerra e Manuela Costa, ambos da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), darão as suas opiniões sobre “Recuperação da fertilidade e da produtividade dos solos da região hortícola do litoral Norte”. Às 17h30, Pimenta Machado, da Administração da Região Hidrográfica do Norte falará sobre “Legalização de poços e furos”. José Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, encerrará o programa por volta das 18h30.
Estas jornadas são da responsabilidade da Horpozim e contam com o apoio da autarquia.

PÓVOA DE VARZIM

Associação de Futebol do Porto venceu o Torneio Dr. Macedo Vieira

A Associação de Futebol do Porto venceu a 8 de Dezembro, o 23º Torneio de Natal sub-15 “Dr. Macedo Vieira”. Aires Pereira, vereador do Pelouro do Desporto, entregou a taça aos vencedores mostrando, uma vez mais, o apoio do município a diversas modalidades desportivas, principalmente quando estas envolvem jovens atletas. Foi o caso deste torneio onde participaram quatro associações de futebol do Norte do país – Porto, Braga, Viana do Castelo e Vila Real.
Aires Pereira com atletas da equipa vencedora


A competição começou de manhã colocando, frente-a-frente, no campo nº 1, a Associação de Futebol do Porto e a Associação de Futebol de Braga e, no campo nº 2, a Associação de Futebol de Viana do Castelo e a Associação de Futebol de Vila Real. As equipas do Porto e de Viana venceram as eliminatórias por 6-0 e 2-0, respectivamente. À tarde foi altura para se apurar o 1º classificado. Os vencedores das eliminatórias defrontaram-se tendo o Porto vencido Viana do Castelo por 4-0. Quanto ao 3º classificado, o Braga classificou-se em terceiro lugar, tendo vencido a equipa de Vila Real por 3-1.
O Torneio de Natal “Dr. Macedo Vieira” é organizado pela Associação de Futebol do Porto em colaboração com a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PÓVOA DE VARZIM

Atletas poveiros trazem quatro medalhas para a Póvoa no Campeonato Europeu de Karaté
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Atletas poveiros, em várias modalidades, continuam a obter óptimos resultados, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Desta vez, Olívia Carvalho e Vitalie Certan conquistaram quatro medalhas no Campeonato Europeu de Karaté, realizado na Áustria nos dias 27, 28 e 29 de Novembro.
Olívia Carvalho, de dezoito anos, começou no Karaté quando tinha nove anos, sem desconfiar do talento que logo iria demonstrar. Com metade da sua vida dedicada ao Karaté, Olívia conquistou cinco vezes o título de campeã nacional, tornou-se por duas vezes vice-campeã da Europa e agora, da Áustria, regressou com três medalhas, duas de ouro e uma de bronze, tornando-se na melhor do continente em Karaté Kumite , uma vertente da modalidade que consiste na coreografia de posições. Olívia é estudante de Medicina Veterinária, no Porto, mas espera que por pouco tempo, já que o seu verdadeiro objectivo é tornar-se médica. Enquanto este sonho não se torna realidade, a atleta vai continuar a dedicar-se ao Karaté, treinando diariamente entre 1h30 e 2h00.
Em cima: Vítor Poças e Fernando Miranda

Em baixo: Vitalie Certan e Olívia Carvalho
Vitalie Certan tem dezassete anos e está em Portugal desde os onze. O atleta explica que no seu país natal, Moldávia, a prática desportiva está muito enraizada na população. Por isso, seguindo o incentivo do pai, também ele ligado ao desporto, Vitalie começou a praticar Karaté com nove anos. Quando chegou à Póvoa de Varzim continuou a praticar, revelando grande talento. Do Campeonato Europeu, onde se estreou nas competições internacionais, regressou com uma medalha de bronze, na categoria Karaté Kata, luta corpo a corpo. No futuro, Vitalie pretende estar ligado à segurança pública, mas ainda não escolheu o ramo adequado. Brincando, ou talvez não, o atleta afirma que fará parte do Grupo de Operações Especiais (GOE), unidade antiterrorista da Polícia de Segurança Pública de Portugal.
Ambos representantes da União Poveira de Karaté, Olívia e Vitalie estão de acordo quanto à influência da prática do Karaté nas suas personalidades. Calma, concentração, disciplina e compreensão são atributos comuns aos dois jovens atletas. “Não nos irritamos com facilidade”, afirmam.
Para os seus treinadores, ambos ex-atletas, ver um dos seus alunos singrar desta forma é motivo de orgulho e o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Fernando Miranda, mestre de Olívia Carvalho há nove anos, foi atleta durante seis. O professor explica que “fico mais nervoso agora, pelos meus alunos, do que quando era eu a entrar em competições”. Sempre que Olívia participa em provas internacionais e Fernando Miranda não a pode acompanhar, o mestre espera ansioso pelos telefonemas da atleta, “sempre com um friozinho na barriga”.
Vítor Poças, atleta de karaté durante quinze anos e mestre de Vitalie, acrescenta que “vê-los crescer no Karaté e na vida é muito gratificante”.

PÓVOA DE VARZIM

Viagem em Quarto Duplo : apresentação do livro de José Azevedo Nóbrega


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
No sábado, 12 de Dezembro, às 21h30, no Diana Bar, será apresentado o livro Viagem em Quarto Duplo , de José Azevedo Nóbrega, pseudónimo de Francisco Gonçalves. Este livro de versos, que o autor considera uma viagem interior, é o quarto do autor, depois de Agueirinho, A Boca na Mão e A-mei-o-tempo. Esta apresentação terá ainda lugar para a música com Sara Luz, voz e percussão, e Blandino, voz e guitarra acústica.
Francisco Gonçalves vive há doze anos na Póvoa de Varzim. A sua infância foi dividida entre Vila Real e Miranda do Douro até ter ingressado no ensino superior na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Desde sempre ligado a inúmeras actividades culturais e associativas, Francisco Gonçalves colabora em vários espectáculos de fantoches e interessa-se, ainda, por fotografia, pintura e escultura.

PÓVOA DE VARZIM

“Feliz Natal, Póvoa de Varzim” – programa para 10 e 11 de Dezembro

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A música desempenha no Natal um papel preponderante. Ouve-se na rua, é interpretada em concertos e são muitas as canções tradicionais dedicadas à época. Por isso, está também presente em “Feliz Natal Póvoa de Varzim” em inúmeras actividades.
Em destaque para amanhã, 10 de Dezembro, está “As Escolas cantam o Natal na Biblioteca”, evento musical que decorre às 21h30 no Diana Bar, de entrada livre, e que reúne alunos e professores para a interpretação de vários temas natalícios.
Assim, o Coro Juvenil da Escola de Música da Póvoa de Varzim, dirigido pela professora Ana Rute Rei, cantará “Who would imagine King”, de Hallerin Hilton Hill, “Hallelujah”, de Leonard Cohen e “A Merry Christmas Polka”, de Walter Rodby.
“Gatatumba”, música popular espanhola, “Correi, pastorinhos”, de Mozart e “É Natal”, música popular inglesa, será interpretada pelo Grupo Coral da EB 2/3 Dr. Flávio Gonçalves, sob direcção de Margarida Ferraz de Almeida.
Já o Grupo Colar da Universidade Sénior da Póvoa de Varzim interpretará “Os sinos da minha aldeia”, de Tomás Borba, “Adeste Fideles”, de David Wilcocks e “Linda Noite”, de David Sequeira. A direcção do coro é da responsabilidade de José Abel Carriço.
O Grupo Coral da Escola Secundária Rocha Peixoto traz os temas “Mille Cherubini in Coro”, de Schubert, “Joy to the World”, de Lowell Mason, “Ó Noite Santa”, de Adolphe Adam e “White Christmas”, de Irving Berlin, sob direcção da professora Eduarda Oliveira.
Este ano participa também a EB 2/3 Cego do Maio. Ainda que não tenha um grupo coral, a escola vai fazer-se representar por alunos do 5º e 6º ano, acompanhados das professoras Cristina Barbosa e Patrícia Silva. Irão interpretar “Gloria in Excelsis Deo”, “Natal Africano” e “Hoje em Belém”.
A Biblioteca Municipal é também centro de algumas actividades de artes plásticas que convidam à participação dos mais novos. Assim, a partir de amanhã e até final do mês, está exposta a Árvore Mensageira, uma árvore de Natal de tamanho natural, feita em cartão, e decorada por crianças com mensagens e pedidos ao Pai Natal. Paralelamente, decorre também a exposição “O Meu Postal de Natal”, composta por Postais de Natal construídos por alunos em várias instituições educativas do ensino da Póvoa de Varzim. Esta está patente até 8 de Janeiro do próximo ano.
Relembramos ainda que amanhã, e no âmbito do Encontro pela Paz, é inaugurada a exposição “
Fecho os olhos e sonho com a Paz”, às 10h00 no Diana Bar.
Para sexta-feira, 11 de Dezembro, “Feliz Natal Póvoa de Varzim” convida ao
lançamento do livro “O Mar em Casablanca”, de Francisco José Viegas. É também no Diana Bar, às 21h30. “Feliz Natal Póvoa de Varzim”, programa de eventos que nos acompanha até início de Janeiro, é uma oferta da Câmara Municipal em conjunto com os seus parceiros sociais. Para saber mais, visite o portal municipal e não deixe de consultar a Agenda de Natal, o seu guia para esta época muito especial.

PÓVOA DE VARZIM

Festas de Santa Luzia em Navais


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Navais está em festa nos dias 12 e 13 de Dezembro, em honra a Santa Luzia. O programa inclui as tradicionais celebrações religiosas, a par dos festejos populares típicos das festas tradicionais.
Assim, no dia 12, a freguesia amanhece ao som dos Zés Pereiras de Barcelinhos, que percorrem as ruas a partir das 8h00. Às 18h00, na Igreja Paroquial, tem lugar a Missa Vespertina, abrilhantada pelo Grupo Infantil e Juvenil de Navais. A festa é depois tomada pelo arraial popular, com a actuação da Orquestra Myllenium às 20h30 e do cantor Fernando Correia Marques, às 23h00. A noite termina com uma sessão de fogo de artifício.
No domingo, Dia de Santa Luzia, às 7h30, tem lugar a Eucaristia, seguida do concerto da Banda Castanheirense às 8h30. A Missa Solene, marcada para as 11h00, será cantada pelo Grupo Coral de Navais. Às 14h30 começa a Majestosa Procissão, com abertura pela Banda de Gaitas Manxadoiras, que iniciam a sua actuação às 14h00. A tarde de domingo continuará com o Festival Folclórico que inclui as actuações do Grupo Folclórico de Cantares e Danças “Os Camponeses de Navais ”, do Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia e o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo. A encerrar a noite, às 23h00, actua o cantor Toy, terminando as Festas de Santa Luzia com uma sessão de fogo piromusical, à meia-noite.

PÓVOA DE VARZIM

Lançamento da obra Comunidade Piscatória Poveira

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A obra Comunidade Piscatória Poveira será lançada no próximo sábado, 12 de Dezembro, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal. O trabalho, da autoria de Nuno Freitas com a colaboração de Patrícia Meleiro, pretende retratar a emigração da comunidade piscatória poveira no ano de 1896. Em 1892 deu-se a crise financeira do Estado que acarretou um abalo em toda a economia do país. Para a Póvoa, foi um golpe tremendo, agravado ainda pelo naufrágio de 27 de Fevereiro de 1892, no qual pereceram 105 pescadores. Embora há muito houvesse emigração para o Brasil, mais episódica, os primeiros grupos de pescadores que tentaram a pesca na grande baía de Guanabara formaram, no Rio de Janeiro, o mais forte e mais próspero núcleo de poveiros em terras do Brasil.
O autor deste livro faz uma reflexão científica acerca da emigração dos pescadores da Póvoa de Varzim para o Brasil. As suas misérias, o abandono por parte da classe política e as agruras no mar são os principais temas abordados pelo autor.
Um lançamento a não perder, no próximo sábado.

PÓVOA DE VARZIM

Francisco José Viegas apresenta novo policial na Póvoa de Varzim


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Inspector Jaime Ramos, da Polícia Judiciária do Porto, está de volta. Ou melhor, Francisco José Viegas faz regressar esta personagem em O Mar em Casablanca, livro que apresenta na Póvoa de Varzim, a 11 de Dezembro, às 21h30, no Diana Bar. Esta é uma história sobre vingança, sobre o tempo que regressa para se vingar e sobre os portugueses que viajam pelo mundo em segredo para se esconderem de si próprios.
O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos , o detective, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial – e um personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.
História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje.
Francisco José Viegas nasceu em 1962. Foi professor universitário e jornalista , tendo sido director da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. Actualmente é director editorial da Quetzal e director da revista Ler, colaborador de vários jornais e revistas (nomeadamente Correio da Manhã, A Bola , Volta ao Mundo). Foi responsável por programas na rádio ( Antena 1) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres e Um Café no Majestic).
Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro e o mais recente, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, e Longe de Manaus, com o qual obteve o Grande Prémio de Romance e Novela, de 2005, da Associação Portuguesa de Escritores.
Os seus livros estão publicados na Itália, Alemanha, Brasil, França e República Checa.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Paixão pela música culmina com sucesso do II Ciclo Cora-Sinfónico de Amorim

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Nem a chuva ou o frio tiraram o brilho ao II Ciclo Coral-Sinfónico de Amorim, que terminou ontem, 6 de Dezembro. Dois concertos na Igreja de Amorim e um concerto didáctico-pedagógico fizeram parte do programa ao qual, e mais uma vez, não faltou público.
O Ciclo começou no dia 1 com a interpretação de “Stabat Mater”, de Pergolesi. Como referiu Guilherme Peixoto, Pároco de Amorim, o público quase lotou os 350 lugares da Igreja de Amorim, assistindo a este concerto onde as vozes da da mezzo-soprano Joana Valente e da soprano Liliana Sofia Coelho foram abrilhantadas pela Orquestra do Norte, pelo Amorim & Laundos Ensemble, pelo Ensemble Vocal Pró-Música, peloo Coro Juvenil do Conservatório de Música do Porto e pelo Pequenos Cantores de Amorim, dirigidos pelo Maestro José Manuel Pinheiro.
No dia seguinte, 2 de Dezembro, a Orquestra do Norte e o Maestro José Manuel Pinheiro foram à EB 2/3 de Amorim para dar uma aula diferente com o tema “Anatomia de uma Orquestra”. Reunidos no pavilhão da escola, alunos do 2º ciclo foram, pouco a pouco, sendo conquistados pelos instrumentos, aprenderam as classes onde estes se incluem e como se reúnem, de forma harmoniosa, numa orquestra.
Mas o grande momento de todo o Ciclo Coral-Sinfónico estava reservado para o fim, com o concerto de dia 6, que lotou, por completo, a Igreja de Amorim. “The armed man: a mass for peace” (O Homem Armado: Uma Missa para a Paz) foi interpretado pela Orquestra do Norte, pelo Amorim & Laundos Ensemble, pelo Ensemble Vocal Pró-Música, pelo Coro de São Tarcísio, pelo Coro Manuel Giesteira e pelos Pequenos Cantores de Amorim. Participaram ainda a mezzo-soprano Patrícia Quinta e o barítono Pedro Telles.
Esta obra, da autoria de Karl Jenkins, tem uma forte participação de percussão, a par da orquestra. Ao longo de todo o concerto, e numa tela de seis metros, foram exibidas imagens de guerra e paz, um vídeo elaborado propositadamente para o concerto. Isto porque esta peça é composta por 13 actos, cada um representando o evoluir de um cenário de guerra. Da chamada, em árabe, para os fieis rezarem, interpretada por Abdul Rehman, do Centro Cultural Islâmico do Porto, passando pelos ritmos de presságio e preparação para o conflito até à guerra em si, “The Armed Man” terminou com “Hossanna in excelsis”, um final de esperança, com a afirmação de que “a Paz é melhor do que a Guerra”.

O Ciclo Coral-Sinfónico está de volta em 2011, mantendo o objectivo de proporcionar espectáculos musicais de qualidade fora do centro urbano. E tal como refere Guilherme Peixoto, é também uma excelente oportunidade para que os Pequenos Cantores de Amorim trabalhem em conjunto com outros coros, “aprendendo que não estão sozinhos na música”. O Pároco referiu ainda que este Ciclo “foi organizado debaixo de dificuldades económicas, graças à boa vontade dos solistas e músicos que participaram. Tal mostra que tudo é possível quando está em causa a paixão pela Música”.

A Terra Portuguesa – mais de 100 anos depois, a história repete-se


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Já se passaram mais de 100 anos sobre a primeira edição de A Terra Portuguesa. No entanto, na passada sexta-feira, 4 de Dezembro, data em que se lançou a segunda edição, ficou bem marcada a ideia de que esta obra de Rocha Peixoto mantém, ainda, a sua actualidade.
Reeditado no âmbito das Comemorações do 1º Centenário da morte de Rocha Peixoto, A Terra Portuguesa é um conjunto de 26 crónicas que o cientista poveiro publicou no jornal “O Primeiro de Janeiro”.
José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal, não deixou de frisar a “actualidade extraordinária” de A Terra Portuguesa, da autoria de “um homem enciclopédico”. “A vida é mesmo assim, repete-se”. De facto, e um pouco à semelhança do que se passa hoje em dia no país, o autarca notou que as crónicas transmitiam o sentimento de que havia a falta de entidades que desempenhassem uma política estratégica para o país, “a falta de homens que interpretassem o desígnio nacional e que tivessem a coragem de o implementar”.
Recorrendo à sua experiência profissional como médico, em que o método passa por observar, fazer o diagnóstico e tratar, Macedo Vieira fez o paralelo com a gestão do país. Mas, como afirmou, “gerir pessoas é complicado. Somos um país muito complexo, a nossa genética é muito complicada e quanto mais se estuda, mais complicada fica”, defendeu, recordando que os portugueses são uma mistura de vários povos, como celtas, visigodos, romanos, árabes. “Daí a nossa propensão natural para a ingovernabilidade. Falta-nos o desígnio, o objectivo, o rumo e falta-nos quem nos interprete isto”. Assim, o autarca considera que “o pensamento de Rocha Peixoto é actual e resistiu à prova do tempo da História”. E, como afirmou, observar e diagnosticar qualquer um consegue. Mas só os grandes líderes têm a capacidade de implementar o ‘tratamento’.
João Francisco Marques, Presidente da Comissão Organizadora da Comemoração do 1º Centenário da morte de Rocha Peixoto, explicou que o lançamento desta obra deveria ter ocorrido no fecho das comemorações. No entanto, “incidentes vários levaram-nos a adiar esse fecho para mais tarde, incluindo ele a inauguração da estátua de Rocha Peixoto, junto da Biblioteca Municipal, e uma exposição biobibliográfica sobre este grande poveiro e grande cientista”.

Elogiando a dedicação da Câmara Municipal, que “tendo há anos feito grandes celebrações a propósito do aniversário sobre o 1º centenário do nascimento, decidiu não deixar passar em silêncio esta outra data, a sua morte”, João Francisco Marques explicou que A Terra Portuguesa “dedica-se a contemplar a terra, isto é, o solo onde nós assentamos, desde o nascimento à morte, esta metrópole que é sujeita a tanto estudo e não menos controvérsia”. Situando temporalmente as crónicas, esclareceu que estas foram escritas em tempo de crise. “Estávamos em finais do século XIX, a recuperar do Ultimatum, com dois partidos em rotativismo – o Partido Regenerador e o Partido Progressista”. Esta crise, considerou, devia-se ao facto de faltarem “três respostas essenciais a um país que clamava por soluções urgentes: o problema económico, o problema do ensino e o problema energético”. Contrariedades que ainda hoje se fazem sentir no nosso país.
“Estas são crónicas breves mas sempre variadas”, adjectivou João Francisco Marques, “e justifica Rocha Peixoto a sua reunião dizendo que ‘a desconexidade dos temas podem ser vistos pela unidade da intenção que a eles presidiu o seu tratamento’”. E como defendeu, “é uma obra didáctica que analisa e indica soluções. É um livro político, mas de um homem voltado para a realidade do seu país”.
Rocha Peixoto, ilustre poveiro multifacetado, que no seu caminho profissional foi arqueólogo, etnólogo, bibliotecário, naturalista, entre muitos outros, nasceu na Póvoa de Varzim a 18 de Maio de 1866 e faleceu em Matosinhos, a 2 de Maio de 1909, a poucos dias de completar 43 anos. A Terra Portuguesa, cuja reedição faz parte da colecção “Na Linha do Horizonte – Biblioteca Poveira”, com o número 23, foi lançada, pela primeira vez, em 1897.
A Comemoração do 1º Centenário da morte de Rocha Peixoto tem um
site próprio na internet, onde pode consultar o programa e também aceder a documentos, livros e fotografias que fazem parte do acervo de Rocha Peixoto.



“Não é voluntário quem quer” – Póvoa celebrou Dia Internacional do Voluntariado

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A 5 de Dezembro comemorou-se o Dia Internacional do Voluntariado. Para assinalar a data, na Póvoa de Varzim, conversou-se sobre o papel do voluntário na sociedade e na economia, numa tarde que terminou com a assinatura de contratos por dez novos voluntários que passam, assim, a integrar a Bolsa Concelhia de Voluntariado da Póvoa de Varzim (BCVPV).
“A vossa atitude de entreajuda é fundamental”, reconheceu Andrea Silva, Vereadora do Pelouro da Acção Social, dirigindo-se aos voluntários presentes e também às entidades parceiras da BCVPV - Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, A Beneficente, o Núcleo da Póvoa de Varzim da Cruz Vermelha, a Liga dos Amigos do Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde, o MAPADI, a Escola Profissional de Esposende e o Instituto Maria da Paz Varzim.
Recordando que a Bolsa Concelhia existe desde 2004, ainda que de uma forma informal, tendo apenas sido regulamentada em 2007, a Vereadora elogiou o trabalho de quem dá “o que pode oferecer, sem esperar qualquer proveito. Reconheço o alto valor da vossa oferta. Com o vosso trabalho estamos a contribuir para uma maior inclusão social”. Andrea Silva apresentou também alguns números, avançando que, segundo um estudo da Universidade John Hopkins, de 2007, concluiu-se que três em cada dez europeus fazem trabalho voluntário, número que permite afirmar que, na União Europeia existem cerca de 100 milhões de voluntários.
Após este momento de boas-vindas e agradecimento, a audiência ouviu Fernanda Rodrigues, Coordenadora do Plano Nacional de Acção para Inclusão, falar sobre o papel do voluntariado na sociedade e na economia. Afirmando que a área do voluntariado ainda tem lacunas, avisou sobre o facto do voluntariado ter diferentes tipos de entendimento, fruto também das circunstâncias e cultura de cada país. Na opinião da coordenadora, é também importante pensar que não são só os voluntários que dão à sociedade. “Temos que ter atenção a reciprocidade da nossa sociedade, isto é, quais as oportunidades que a sociedade cria para que o voluntariado exista”.
No entanto, não se pode negar a relevância societal do voluntariado, que permite ajudar os outros, contribui para o dialogo intercultural, promove a convivência entre as diversas faixas etárias, fomenta a solidariedade entre gerações, contribui para o envelhecimento activo e também para a maturidade activa e permite a participação societal em períodos de desemprego.
Porém, são várias as dificuldades a nível europeu no que respeita ao voluntariado. Uma delas é o facto de poder haver um potencial afastamento do voluntário face às exigências da educação, da família e até mesmo da carreira. Fernanda Rodrigues considera, igualmente, que existe falta de sensibilização e de informação sobre o sentido de voluntário e a falta de mecanismos de apoio. “Não é voluntário quem quer, é quem se prepara para ser”, defendeu.
O valor económico do voluntariado pode ser, para alguns, uma questão contraditória. Mas para Fernanda Rodrigues não é, já que, por exemplo, o voluntariado pode promover a empregabilidade. “A área do voluntariado passou a ser uma área de valorização curricular”, frisou, explicando que o voluntariado permite a aquisição de competências, aptidões e habilitações. Além do mais, é uma forma de aprendizagem ao longo da vida e estudos indicam que as pessoas voluntárias têm menos possibilidade de ficarem desempregadas. Assim, estima-se que o trabalho de voluntariado representa, em média, 5% a 7% da riqueza do país e representa também uma força de trabalho lucrativa. “Por cada euro que uma organização gasta com um voluntário, recebe três”, exemplificou. Considerando ainda que o voluntariado representa uma poupança significativa para os serviços públicos, Fernanda Rodrigues chamou a atenção para o facto de o voluntariado ser “uma actividade complementar, não substitui o mercado de trabalho”.

Em Portugal, o trabalho voluntário tem já um enquadramento jurídico-legal. Segundo um estudo da Universidade Católica existem, no país, milhão e meio de portugueses envolvidos em actividades de voluntariado.
Sobre o futuro, Fernanda Rodrigues espera a consagração a nível europeu do voluntariado que, considera “está já num crescendo no que respeita ao seu papel na sociedade”. Em 2011 decorrerá o Ano Europeu das Actividades Voluntárias para Promover a Cidadania Activa, com o objectivo de criar um ambiente propício ao voluntariado, dar meios às organizações voluntárias e melhorar a sua qualidade, recompensar e reconhecer o trabalho voluntário e sensibilizar para o valor e importância do voluntariado.
No final, e em conversa com os muitos presentes, Fernanda Rodrigues frisou duas ideias: a primeira de que o trabalho de preparação dos voluntários é muito importante ; a segunda, de que deve haver sempre a preocupação de adaptar o perfil do voluntário ao trabalho que vai desempenhar.
Seguiu-se a assinatura dos contratos de voluntariado por parte de dez novos voluntários, a que se juntarão outros três, que não puderam estar presentes na cerimónia. Para Andrea Silva, estas novas adesões representam “um estímulo para que se continue a trabalhar para o voluntariado na Póvoa de Varzim”.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um simples gesto. Uma grande ajuda! Seja solidário.

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
“Um simples gesto. Uma grande ajuda!” É este o nome da iniciativa que irá decorrer amanhã, 5 de Dezembro, no hipermercado Feira Nova. Trata-se de uma recolha de alimentos destinada aos utentes do Centro de Estudos e Apoio à Paramiloidose, ideia de um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundário Eça de Queirós: Ana Silva, Maria João Azevedo , Meiyan Li, Ricardo Pinheiro e Sandra Graça Oliveira.
No âmbito da disciplina Área de Projecto, a turma K desenvolveu o projecto “O preço da crise”, um assunto de interesse comum entre os alunos desta turma da área de Ciências Socioeconómicas e a população. A escolha do tema a abordar nesta disciplina teria que corresponder a uma série de objectivos comuns a todos os trabalhos de grupo, como o desenvolvimento do trabalho cooperativo e o fomento do gosto pela investigação, além de se ter que relacionar com o prosseguimento de estudos a nível superior e de aproximar a escola da comunidade poveira. A actual crise económica a nível internacional foi então o tema escolhido pelos jovens estudantes.
Uma das missões deste projecto é a avaliação do impacto da crise económica na comunidade poveira. Ao realizar esta avaliação, junto de técnicos da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a turma deparou-se com as dificuldades dos utentes do Centro de Estudos e Apoio à Paramiloidose da Santa Casa da Misericórdia. Tendo em conta a vertente prática da disciplina, os alunos, sensibilizados com esta carência, sobretudo de bens alimentares, organizaram esta recolha, amanhã, no hipermercado Feira Nova. Os bens serão recolhidos pela Santa Casa da Misericórdia, que também irá ter, em várias entradas da instituição, recipientes devidamente identificados, para que a população possa fazer mais donativos. Para saber mais sobre este projecto vá a
www.precodacrise.blogspot.com.

Festas da Imaculada Conceição entre 7 e 13 de Dezembro

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Santa Padroeira dos poveiros, Nossa Senhora da Conceição dá também nome à Fortaleza, conhecida como Castelo, onde entre 7 e 13 de Dezembro decorrem as festas em Sua honra.
Assim, no dia 7, às 21h00, sai da Capela do Castelo a Procissão de Velas, que será acompanhada a cânticos pelo Grupo Esperança Jovem da Lapa. A Procissão percorre a Rua Tenente Veiga Leal, a Rua Dr. António da Silveira, a Rua 31 de Janeiro, a Rua Coronel Oudinott, a Rua dos Ferreiros, a Rua Costa Novo, o Largo Elísio da Nova, a Rua Tenente Valadim e termina no Largo do Castelo, com a Bênção do Santíssimo Sacramento.
No dia 8, Dia da Imaculada Conceição, tem lugar, às 11h00, no interior do Castelo, a Missa Solenizada, com cânticos pelo Grupo Esperança Jovem da Lapa, e sermão. Às 15h00 o Largo do Castelo recebe o Grande Arraial, com actuações do Rancho Estrela do Norte e do Rancho Tricanas da Lapa. É também durante o arraial que se dá a tradicional subida ao pau encebado, com surpresas, e também a queima dos bonecos de fogo preso e de fogo de jardim, que culminam dando forma à imagem do bouquet da Imaculada.
As Festas da Imaculada Conceição terminam a 13 de Dezembro, com o Beija-mão a Nossa Senhora, às 9h00. Entretanto, começou já a Novena Preparatória que se estende até 7 de Dezembro. Esta tem lugar na Capela do Castelo, às 15h00.