segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alterações climáticas: ciclo natural da Terra Vs. acção humana

Da esquerda para a direita: Aires Pereira, Marta Pinto e Artur Sá
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
E se o aquecimento global estiver a impedir uma nova era glaciar? E se o desaparecimento do Homem for apenas mais uma página na longa História da Terra? Estas questões estiveram em análise na passada sexta-feira, no Diana Bar, onde Artur Sá, paleontólogo, proferiu uma palestra sobre “As mudanças climáticas ao longo da História da Terra: o que nos dizem as rochas”, perante alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto.
Aires Pereira, Vereador do Pelouro do Ambiente, deu início à sessão chamando à atenção para alguns casos que tiveram lugar no concelho e que, no seu entender, provam que as alterações climáticas interferem, de facto, nas nossas vidas, pondo mesmo em causa a segurança da população. Deu como exemplo a destruição, recente, do paramento vertical de sustentação e protecção da Avenida Marginal de Aguçadoura, entretanto reconstruído e reforçado. “Por parte do município tem havido um cuidado imenso no que toca à protecção da população”, referiu, lamentando ainda que, por vezes “a memórias das pessoas” as impeça de ver o perigo em que ocorrem quando constroem demasiado perto do mar. “Hoje vemos que as obras feitas pelo Homem são destruídas com facilidade”, observou, uma ocorrência que, considera, é a forma de a Natureza impor o equilíbrio. “Vocês são sem sombra de dúvida o veículo através do qual conseguimos passar a mensagem”, apelou aos alunos presentes. “É com a vossa ajuda que contamos para um futuro mais sustentável”.

4600 milhões de anos. É esta a idade estimada do nosso planeta. Uma longa história repleta de mudanças ou não fosse a Terra “um planeta terrivelmente dinâmico”. O paleontólogo frisou várias vezes que, para perceber as alterações climáticas, tem que se olhar para a História da Terra como um todo, ou seja, contrapor o tempo de vida humana ao tempo geológico. “Não vai ser amanhã, mas que estamos em mudança estamos”. E uma das ferramentas que nos permitem estudar este tempo geológico do ponto de vista do clima são, precisamente, as rochas. Através do seu estudo os cientistas conseguiram, por exemplo, chegar à conclusão que a temperatura média da Terra foi sempre superior à actual e que as concentrações de dióxido de carbono nunca foram tão baixas como agora. “Quando apareceram as primeiras trilobites as concentrações de dióxido de carbono eram 20 vezes superiores às de hoje”. Também o nível médio das águas do mar teve variações assombrosas. “No tempo dos dinossauros o nível estava 200 metros acima dos valores de hoje. Há 18 mil anos tínhamos praias 110 metros acima da linha actual”.
Nos primórdios da Terra existiam já seres muito simples. Há 2700 milhões de anos a Terra assiste ao auge das cianobactérias, responsáveis pela produção de oxigénio. A teoria aponta ainda que a Terra tivesse passado por dois períodos glaciares (o primeiro há 2200 milhões de anos, o segundo há 630 milhões) antes de se dar a primeira grande explosão de vida há 560 milhões de anos, quando surgem seres vivos cada vez mais complexos. “Há evidências irrefutáveis de que a Terra já foi uma bola de gelo total”, sublinhou o paleontólogo, avançado ainda que, quando começam a surgir estes primeiros seres complexos, a Terra era composta por quatro grandes continentes. O Pólo Sul apresentava um clima temperado quente e a Terra era um deserto absoluto. Fruto da deriva dos continentes, estes foram encontrando posições diversas ao longo do tempo, uma movimentação que continua nos dias de hoje, embora imperceptível. “Num milhão de anos esta movimentação é muito significativa”, sublinhou.


“Um dos segredos do clima de hoje é o fecho do Canal do Panamá há dois milhões de anos, o que alterou as correntes marítimas. O clima actual é da responsabilidade dos mecanismos da Corrente do Golfo, quente, e da Corrente do Labrador, fria. Se este motor parar os oceanos transformam-se numa gigantesca panela de sopa podre. Pode acontecer, mas não é de um dia para o outro”, frisou.
Assim, percebe-se que o clima na Terra é composto por vários ciclos e está dependente de inúmeras variáveis. Por isso, Artur Sá afirmou que “todos os dados físicos e astronómicos dizem que nós, nesta altura, devíamos estar a entrar na era glaciar. Mas, de facto, o aquecimento global está a travar esse processo”. Assim, “o que está em causa é o Homem, não é o planeta que está a sofrer, é o Homem. Estamos em extinção”, defendeu.
Da mesma forma que as rochas permitem olhar para o passado também permitem antever o futuro. “Daqui por 250 milhões de anos teremos outro supercontinente e Portugal estará bem mais a Norte”, contou. “A biodiversidade actual será completamente substituída e só mesmo os seres mais simples sobreviverão”.
Na sessão esteve ainda presente Marta Pinto, do Centro Regional de Excelência (CRE), entidade da qual o município da Póvoa é parceiro. A representante explicou que o CRE resulta de um esforço coordenado de várias entidades da Área Metropolitana do Porto e de Organizações Não-Governamentais. “Queremos promover esta ideia de que é possível encaminharmo-nos para um mundo melhor”. Recordando que é a nossa sobrevivência que está em risco, exibiu algumas imagens de “situações insustentáveis” fruto da poluição e até da falta de ligação do Homem com a Natureza. No entanto, nem tudo é negativo. Como afirmou, cada vez mais se assistem a iniciativas importantes do ponto de vista da sustentabilidade da Terra mas “mas temos que começar a trabalhar para mudar”.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Correntes d’Escritas: Festa da Literatura aproxima-se, conheça o programa

É já na próxima quarta-feira, 24, que a Póvoa se torna no centro da literatura ibérica com a realização do Correntes d’Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica. O evento decorre até 27 de Fevereiro e traz 66 escritores provenientes do Brasil, de Moçambique, de Cabo Verde, do México, da Colômbia, de França, de Espanha, de Angola, do Uruguai, da Argentina e, claro, de Portugal.

Infopóvoa / Póvoa de Varzim

Como vem sendo habitual, a Sessão Oficial de Abertura marca o arranque do evento no Casino da Póvoa. A cerimónia começa às 11h00 e inclui o anúncio dos vencedores dos três concursos literários e o lançamento da Revista Correntes d’Escritas 9. Este ano, o dossiê da revista é dedicado a Agustina Bessa-Luís e, por isso, no momento do seu lançamento, será feita uma evocação da autora por Inês Pedrosa. Do Casino da Póvoa o Correntes segue para o Auditório Municipal onde, às 15h30, a Ministra da Educação, Isabel Alçada, profere a Conferência de Abertura, com o tema “Leitura, Escrita e Educação”.
Após estes dois momentos, marcantes, o Correntes d’Escritas segue o seu rumo habitual, oferecendo mesas de debate, sessões de poesia, lançamento de livros, cinema, entre muitas outras actividades.

Mesas de debate - É no Auditório Municipal e nas escolas básicas 2/3 e secundárias do concelho que decorrem a maiorias das mesas. Nelas participam os escritores, convidados a falar sobre vários temas. “Escrevo para desiludir com mérito”, Pedra a pedra constrói-se a poesia, “Passo e fico como o Universo”, Literatura: o esforço inédito das palavras, As palavras cercam-nos como um muro, “O poeta é um predador”, A Literatura perverte a imaginação, “Duvido, portanto penso” e “Cada palavra é um pedaço do Universo” são os temas das mesas que vão decorrer no Auditório. Já nas escolas, os alunos vão ter a oportunidade de ouvir os escritores falarem sobre “A voz das palavras”. Destaque ainda para duas mesas que vão decorrer no Diana Bar, para alunos de escolas de concelhos vizinhos.

Concursos Literários - São três os prémios literários atribuídos no âmbito do Correntes d’Escritas. Os vencedores são anunciados no dia 24, na Sessão Oficial de Abertura e os prémios entregues no dia 27, durante o Encerramento. Ao Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, concorrem dez obras, em prosa, seleccionadas de entre mais de centena e meia de livros que concorreram ao galardão.
Destinado a jovens entre os 15 e os 18 anos, naturais de países de expressão portuguesa, o Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus tem o valor de mil euros. Este ano estão a concurso 72 contos inéditos, apresentados por jovens de todo o país e do Brasil.
Por último, este ano será atribuído pela segunda vez o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora. Dirigido às escolas e aos alunos do 4º ano do Ensino Básico, que podem concorrer com um conto ilustrado inédito, em língua portuguesa, elaborado em grupo e sob a supervisão de um professor, o Prémio conta este ano com 74 trabalhos, elaborados por alunos de escolas básicas de todo o país e ainda do Luxemburgo e de França.
O Prémio para o melhor trabalho é mil euros, atribuído à escola de onde o conto for proveniente. O 2º classificado recebe €500 e o 3º €250. A Porto Editora edita ainda os trabalhos premiados em livro, assim como aqueles distinguidos com menções honrosas, livro esse que é depois distribuído a todas as escolas participantes.
No
portal municipal pode consultar as listas de livros e trabalhos concorrentes aos três Prémios.

Lançamento de livros - 23 novos livros vão ser apresentados na Póvoa de Varzim. Na Casa da Juventude decorrem no dia 25 às 12h30 e 17h30 e no dia 26 às 17h00. No hotel Axis Vermar novas obras serão conhecidas no dia 23, 24 e 25, sempre às 22h00.

Iniciativas em destaque
- No dia 27, imediatamente antes da sessão de Encerramento, no Auditório Municipal, Rosa Lobato de Faria é homenageada. Depois entregam-se os Prémios Literários aos vencedores.
- No dia 25, às 21h45, o cinema chega ao Correntes d’Escritas com a exibição de dois documentários pelo Cineclube Octopus. São eles “Toma lá do O´Neill”, de Fernando Lopes, e “José Cardoso Pires – livro de bordo”, por Manuel Mozos.
- No hotel, ainda no dia 25, às 23h00, o Correntes d’Escritas, ciente da sua influência no mercado editorial e do interesse que desperta junto de editores, livreiros, críticos literários, jornalistas, abre-se à apresentação de projectos inovadores no que respeita ao Livro, à Leitura, à Edição. Assim, vão dar-se a conhecer os projectos Ler por aí…, O Rato da Europa e PNETLiteratura.
- Tendo em conta que o Correntes d’Escritas é o maior encontro de escritores do país e o mais prestigiante, marcando, sem dúvida, a rentrée literária, a organização dos Prémios de Edição LER/Booktailors elegeu a Póvoa de Varzim e o Encontro para a divulgação dos vencedores de 2009.
Assim, no dia 26, às 22h00, são anunciados, no Auditório Municipal, os vencedores destes Prémios, os mais importantes do sector editorial português.
- O Correntes d’Escritas estabeleceu este ano uma outra parceria, desta feita com a Universidade do Porto e com o Jornal de Letras, Artes e Ideias. A Universidade seleccionou um grupo de alunos que farão reportagens diárias sobre o Encontro. Estes trabalhos, em vários formatos, serão publicados nos meios de comunicação internos da Universidade, no portal da Câmara Municipal e no site do Jornal de Letras (JL). No final do Encontro cada jovem fará uma reportagem global. A melhor será publicada no JL, na versão impressa ou no site, de acordo com a peça realizada.
- Resultado de uma parceria entre o Correntes d’Escritas, a Booktailors – Consultores Editoriais e a Quetzal Editores será distribuído um número especial da revista B:MAG, inteiramente dedicada ao Encontro. Este Especial Correntes d’Escritas conta com textos de Afonso Cruz, António Manuel Venda, Francisco Guedes, Francisco José Viegas, Héctor Abad Faciolince, João Pombeiro, José Mário Silva, Lúcia Pinho e Melo, Luís Caetano, Luís Diamantino, Luís Ricardo Duarte, Manuel Jorge Marmelo, Manuela Ribeiro, Margarida Ferra, Milton Fornaro, Nuno Seabra Lopes, Paulo Ferreira, Pedro Vieira, Rentes Carvalho, Sara Figueiredo Costa, entre outros. A B:MAG, abreviatura de Booktailors Publishing Magazine, é uma revista especializada em edição e é totalmente gratuita.

Iniciativas Paralelas
- Para além das sessões no Diana Bar para alunos de escolas de outros concelhos, o Correntes d’Escritas inclui ainda a realização de uma Feira do Livro, presente na Casa da Juventude ao longo de todo o evento;
- Uma vez mais o Correntes d’Escritas estende-se a Lisboa, mais concretamente ao Instituto Cervantes onde, no dia 1 de Março, decorre uma 10ª mesa de debate com o tema O Livro é isto: .

No pré-arranque do evento
- O programa do Correntes oferece já algumas iniciativas antes do seu arranque oficial. Assim, no sábado, dia 20, o Auditório Municipal, recebe, às 22h00, o espectáculo de teatro Apalavrado, um projecto de Renata Portas, apresentado com o apoio do Varazim Teatro. Neste espectáculo, são dramatizados dois contos escritos propositadamente para a peça – um de Carlos J. Pessoa, com o nome “O Homem que Embala o Carrinho de Bebé” e outro por Luís Mestre, intitulado “Num dia qualquer”.
- No dia 23, para além do lançamento de livros às 22h00, o Axis Vermar é ainda palco para uma sessão de poesia.
Para saber mais sobre o Correntes d’Escritas visite
www.cm-pvarzim.pt/go/correntesdescritas
onde pode também acompanhar diariamente o evento.

As “toleradas” relembradas em conversa, ontem, no Arquivo Municipal

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
As Toleradas da Póvoa de Varzim, título de um livro de edição municipal escrito por Celeste Coelho e Roberto Martins, foi o ponto de partida de nova edição de “À quarta (h)à conversa”, ontem, 17 de Fevereiro, no Arquivo Municipal.
O livro, editado em 2008, é o resultado de um estudo científico elaborado no âmbito da conclusão da licenciatura em História e faz um retrato da prostituição legalizada na Póvoa de Varzim, entre 1871 e 1950.
Os autores do livro explicaram, na sessão de ontem, que se serviram de várias fontes para o estudo, algumas delas conservadas no Arquivo Municipal, como os Livros de Matrículas das Toleradas, as Actas da Câmara Municipal ou os registos de entradas e saídas do Hospital. Estudaram também os códigos administrativos, os Arquivos do Registo Civil e recolheram testemunhos orais.


Desse trabalho, partilharam alguns resultados com a assistência, utentes da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim. Assim, explicaram que o Livro de Matrículas das Toleradas era um registo, obrigatório para quem se dedicava à prostituição, onde constavam dados biográficos e físicos das “toleradas” e ainda a “patroa” a quem pertenciam. Neste Livro de Matrícula eram escritos os resultados das inspecções sanitárias, obrigatórias uma vez por semana. Para além do Livro de Matricula, as “toleradas” eram portadoras de uma Cédula de Polícia Sanitária, que deviam ter sempre consigo, onde constavam os resultados das inspecções sanitárias.
Celeste Coelho e Roberto Martins chegaram ainda à conclusão que, num período inicial da prostituição na Póvoa de Varzim, as “toleradas” eram provenientes de outras zonas do país e chegavam por alturas do Verão, partindo antes do Inverno. Tinham entre 18 e 25 anos, quase todas eram solteiras, a maior parte analfabeta e com profissões humildes, como criada de serviço ou costureira. As “patroas” eram antigas prostitutas e pagavam um imposto. Os autores do trabalho contaram ainda que desconfiam que muitas destas patroas tinham “redes angariadoras”, seduzindo raparigas da província com promessas de emprego e colocando-as depois nos bordéis ou “colégios”.

Com o passar dos anos, a prostituição deixou de ser um fenómeno sazonal e os “colégios” mantinham-se abertos ao longo de todo o ano. Muitas da prostitutas eram já naturais da Póvoa de Varzim.

“Vítimas de uma sociedade que as usava mas não as protegia”, as prostitutas estavam mais expostas a doenças. De tal maneira que o Estado se preocupava com a profilaxia social, chegando mesmo a criar vários panfletos de sensibilização. As doenças sexualmente transmissíveis ou a tuberculose atingiam estas mulheres. Muitas delas sofriam de doenças não identificadas na altura, provocadas por abortos clandestinos, muitos realizados com recurso a mezinhas caseiras que podiam levar a hemorragias fatais. “Eram mulheres que só podiam contar com elas próprias”, contou Roberto Martins. Mas mesmo assim, as “toleradas” de tudo faziam para se igualarem às outras mulheres. Andavam limpas, eram educadas, vestiam-se com decoro na rua.




A prostituição na Póvoa de Varzim encontra o seu expoente no século XIX, quando a Póvoa de torna o “coração da Costa Verde”, um centro turístico devido às praias e ao Casino, sucesso turístico esse que se deve também à ligação ferroviária que ligava ao Porto. Encarada como um “mal necessário”, a prostituição colocava alguns problemas, como por exemplo a localização dos “colégios”. Entre as autoridades, havia a noção que estes deviam ficar perto “mas longe da vista”.
Com a chegada do Estado Novo, surge a questão moral e as mulheres são encaminhadas para instituições ligadas à Igreja, onde podiam aprender novas profissões. Em 1942 são proibidas as novas matrículas, sendo que a prostituição continuava a ser legal para as mulheres já matriculadas. Em 1962 é proibida por completo e em Novembro desse ano assiste-se, na Póvoa de Varzim, ao desaparecimento dos “colégios”. A prostituição entra na clandestinidade.
No final do livro, mais do que uma conclusão, os autores optaram por publicar várias histórias sobre estas mulheres, finais felizes e infelizes. Como a da rapariga que, resgatada pelo pai de um “colégio”, fugiu de casa, de volta ao bordel, trazendo consigo a irmã. Ou a de uma patroa que empregava a própria filha. “Algumas acabavam por encontrar aquilo que procuravam desde sempre, uma casa, um marido, uma família”, contou Roberto Martins, dando como exemplo as histórias de algumas mulheres que acabavam por casar.
Este é o retrato da prostituição da Póvoa de Varzim entre o século XIX e meados do século XX, motivado pelas dificuldades económicas e falta de instrução. Foi mais uma tema tratado no âmbito da iniciativa “À quarta (h)à conversa”, promovido pelo Arquivo Municipal, sempre na terceira quarta-feira de cada mês. Esta foi também a primeira sessão em que o Arquivo recebeu convidados para falar sobre o tema, uma inovação que pretende manter nas próximas sessões. Assim, em Março, no dia 17, o convidado é Armando Marques, que desempenhou as funções de Chefe do Serviço de Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim entre 1966 e 1987, e que falará sobre o Ciclo Solene e Festivo da Póvoa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Palestra sobre as mudanças climáticas e as rochas na próxima sexta-feira



Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A Póvoa de Varzim continua a assinalar a Década da Terra 2010 – 2020, desta vez com a palestra “As mudanças climáticas ao longo da História da Terra: o que nos dizem as rochas”, que terá lugar no dia 19, às 15h00, no Diana Bar.
Aires Pereira, Vereador do Pelouro do Ambiente, e Marta Pinto, do Centro Regional de Excelência, irão participar na Sessão de Abertura, a que se segue a palestra por Artur Sá. No final, haverá ainda espaço para o debate entre todos os participantes.
Artur Sá é licenciado em Biologia e Geologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Mestre em Geociências (Ramo Ambiente e Ordenamento do Território) pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e Doutor em Geologia (Especialização em Paleontologia) pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. É Professor Auxiliar do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, membro representante dos Professores e Investigadores na Assembleia da Escola de Ciências da Vida e do Ambiente da UTAD, membro elegível do Grupo de Investigação “Sedimentary Geology & Fossil Record” do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra e também membro Correspondente para Portugal da Subcomissão Internacional de Estratigrafia do Ordovícico (ISOS-IUGS). Coordenador Científico do Geoparque Arouca (EG/GGN/UNESCO) Artur Sá, Cidadão Honorário de Arouca e Sócio honorário da Associação de Geólogos e Geofísicos Espanhóis do Petróleo, é ainda membro da Comissão Executiva do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra (IUGS-UNESCO) e autor de 91 publicações científicas e de divulgação.Esta palestra insere-se no âmbito da exposição
“Era uma vez a Terra”, patente na Biblioteca Municipal até 22 de Fevereiro.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Defesa do interesse público motiva visita do Presidente da Câmara

Da direita para a esquerda: Macedo Vieira, Aires Pereira e Luís Diamantino. Ao fundo, o prédio que aguarda final das obras para obter licença de habitabilidade
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
“Isto é uma coisa que vai acontecer, porque é este o superior interesse da cidade”. Esta foi a principal mensagem passada hoje pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Macedo Vieira, que encetou uma visita à zona envolvente à Estação do Metro da Póvoa como forma de chamar a atenção para o incumprimento da empresa Metro do Porto, S.A., no que respeita ao arranjo urbanístico previsto.
Prevista estava também a presença do Presidente da Metro do Porto, Ricardo Fonseca, e ainda do Administrador Jorge Delgado, que, esperava Macedo Vieira, viesse a contribuir para se saber o estado do processo do concurso de obras. No entanto, ambos os representantes da Metro do Porto acabaram por cancelar a visita, “depois dos meus reparos na Assembleia Municipal”, esclareceu Macedo Vieira, recordando que na última Assembleia criticou a morosidade do processo, tendo mesmo sido aprovada, por unanimidade, uma Moção de Protesto. “O Senhor Presidente da Metro devia perceber que está ao serviço da população e tem que colocar os interesses da população e os interesses do Metro acima destas questões pessoais. Isto é um processo dinâmico. Eu, ao contrário de outros colegas que aos longos destes anos reivindicavam sempre mais obras e mais investimento, só estou a dizer que há dados novos que podem melhorar o projecto”.

A Alameda do Metro
Previsto desde o início, e da responsabilidade da Metro do Porto, estão as obras de inserção urbana desde a antiga Maconde até à Estação da Póvoa de Varzim, o que inclui a montagem das infra-estruturas, a execução de passeios e do arruamento e ainda do parque de estacionamento para 300 viaturas nos terrenos encostados à estação. O atraso nestas obras tem levado a outro tipo de problemas. Por exemplo, junto à Estação de Metro foi construído um prédio, sendo que, para tal, foi estabelecido um protocolo entre os proprietários e a Metro do Porto onde os primeiros abdicaram do direito à expropriação, cedendo área para que a Metro pudesse executar as obras de urbanização. “As pessoas agiram de boa fé”, explicou Aires Pereira, Vereador do Pelouro de Obras Municiais, também presente na visita. Porém, o prédio, concluído no final do ano passado, não pode ainda ter a licença de habitação dado que o arranjo urbanístico, que inclui a construção dos acessos, ainda não foi feito pela Metro.

A zona do parque de estacionamento
“Há outra questão para além das obras e que diz respeito ao prolongamento da Estação até à antiga Garagem Linhares”, sublinhou Macedo Vieira. “O actual proprietário está disposto a colaborar no sentido de reabilitar as instalações da Garagem, sendo que não queremos prolongar a linha propriamente dita, mas a zona de entrada e saída das pessoas. Isto resolveria o problema de segurança para os peões que têm obrigatoriamente que passar pela Estrada Nacional para chegar à Estação, pondo em causa a sua segurança, dado que os passeios são estreitos. Além de que a inserção urbana da Estação na Praça do Almada seria muito mais interessante”. No entanto, o autarca mostrou-se frustrado. “A direcção da Metro não está interessada em ouvir a Câmara Municipal. Nós só queremos informar a Metro sobre estas questões. Queremos compatibilizar o interesse público e também a possibilidade de restaurar o espaço”, esclareceu o autarca. “A obrigação de um Presidente de uma instituição deve ser a de servir melhor os interesses dessa instituição. É impensável que o Metro possa ser uma peça estratégica para a Póvoa de Varzim e que seja construído de costas para a Câmara e para a população”.
Aires Pereira esclareceu ainda que “no Plano de Urbanização da Póvoa de Varzim e no Plano Director Municipal tudo o que vier a ser construído na Garagem Linhares está condicionado à passagem e ligação entre a Praça e o Metro. Há uma predisposição para juntar o útil ao agradável. Conciliar os interesses de todos”, afirmou, partilhando ainda que a Metro do Porto informou a Câmara de que “as obras estão em fase de apreciação para se fazer o relatório no que diz respeito à proposta de adjudicação e que provavelmente no mês de Março as obras iriam ter início. Era tudo isto que nós queríamos discutir e tomar conhecimento no local”.
Mesmo sem a presença da Metro do Porto, o Presidente deslocou-se até ao local mostrando, por exemplo, que para ligar a Estação de Metro à Garagem Linhares pouco mais tem que ser feito do que derrubar um muro. Na zona onde deverá ficar o parque de estacionamento, e que vários utentes do metro usam já como tal, Macedo Vieira chamou a atenção para o aspecto degradado da zona, que facilmente se resolvia, ainda que provisoriamente, com a terraplanagem do terreno. Desse parque de estacionamento ter-se-á acesso à já apelidada Alameda do Metro, que se estende, então, até à antiga Maconde, sendo que do lado oposto nascerá uma nova rua para fazer ligação com a Rua do Século.

Abertas inscrições para Concurso de Piano


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Até dia 20 de Abril estão abertas as inscrições para o V Concurso de Piano, uma organização da Escola de Música da Póvoa de Varzim dirigida a estudantes do instrumento com habilitação máxima equivalente ao 5º Grau. O valor da inscrição é de €15 para os alunos da Escola e de €30 para os restantes concorrentes. A ficha de inscrição e o regulamento do V Concurso de Piano estão disponíveis aqui.
As actuações, que incluirão, em todos os níveis, uma peça portuguesa, irão ocorrer nos dias 8 e 9 de Maio. No primeiro dia, o palco será o Auditório Municipal e o intuito é encontrar os melhores do Concurso. No final das provas a pianista Teresa Vila Verde irá actuar. No dia 9, pelas 16h00, no Diana Bar, os laureados irão apresentar-se em público.
Inserido no Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais, levado a cabo pelo Pelouro da Acção Social da Câmara Municipal, este Concurso de Piano pretende promover a excelência e o mérito artístico, elevar a aprendizagem e o nível de formação de todos os participantes, projectar a carreira musical enquanto realidade profissional futura, proporcionar aos alunos dos cursos livres de piano novas oportunidades no domínio da performance e contribuir para a dinamização da actividade cultural e musical.

A Prostituição na Póvoa de Varzim é tema de conversa no Arquivo Municipal


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
“A prostituição na Póvoa de Varzim: de finais do séc. XIX à 1ª metade do séc. XX” é o tema do próxima sessão de “À quarta (h)à conversa”, promovida pelo Arquivo Municipal.
A actividade tem lugar no dia 17, às 15h00, e pretende dar uma retrospectiva histórica daquela que é por muitos considerada “a mais velha profissão do mundo”, com especial enfoque na prostituição na Póvoa de Varzim entre finais do século XIX e inícios do século passado.
De facto, e como nos diz o Arquivo, ao longo dos tempos, as referências à prostituição são inúmeras, a história traz-nos os ecos das festas e orgias romanas. Durante a Idade Média, e com a ascensão do Cristianismo, a prostituição era condenada e ao mesmo tempo considerada um mal necessário.
Também aqui na Lusitânia há registos de existência de prostituição desde o tempo dos Iberos e dos Celtas. Já em 586, aquela foi proibida e surgiram pesadas leis contra a mesma, o que, com as invasões árabes, viria a revelar-se um esforço inglório. Foi D. Afonso Henriques, em 1170, que publicou a primeira formal repressão contra a prostituição, ordenando prisão às meretrizes, seguido em diferentes formas, desde castigos à pena capital, pelos reinantes que se seguiram. Já no séc. XVII, a prostituição é regulamentada e colocada sob vigilância da autoridade do rei. Mas o reinado de D. João V traz uma desmoralização cada vez mais acentuada fruto do luxo e fausto da corte. Em 1780, D. Maria I proíbe a prática daquela em alguns locais com pena de prisão em caso de não cumprimento. O Regulamento de Braancamp, de 1865, torna obrigatória a matrícula policial das prostitutas, sem contudo lhes consagrar quaisquer direitos políticos ou civis. Em finais do séc. XIX, surge um novo Regulamento da Polícia Sanitária das mulheres prostitutas.
É também neste século que surgem os primeiros registos de meretrizes na Póvoa de Varzim. Segundo testemunhos locais eram respeitadas e não muito descriminadas como acontecia em alguns pontos do país. Efectivamente, usavam roupas mais provocantes e garbosas que as outras mulheres, mas respeitavam sempre as outras pessoas.
Em 1949, a Lei n.º 2036/49 proíbe a matrícula de meretrizes e a abertura de novas casas de toleradas. Com esta lei acabaram os regulamentos de prostituição em Portugal, e em 1962, decretou-se o encerramento de todas as casas de prostituição e o confisco dos seus bens.

Festa de Carnaval não deixa ninguém indiferente

Convívio de Carnaval no Hit Club
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A cidade foi invadida. A boa-disposição, a alegria, a música e a cor andam à solta pelas ruas da Póvoa. Se se cruzou, ontem à tarde ou hoje de manhã, com algum vampiro, bruxa, astronauta e tantas outras personagens, não se admire. Estamos no Carnaval. A Câmara Municipal contribuiu para esta festa organizando duas actividades.
Desfile Infantil
Ontem à tarde, 11 de Fevereiro, o Pelouro da Acção Social levou 300 utentes de seis Instituições Particulares de Solidariedade Social (Centro Social de Bem-Estar de S. Pedro de Rates, Centro Social Bonitos de Amorim, Centro Social e Paroquial de Aver-o-Mar, A Beneficente, Centro Social e Paroquial de Terroso e Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim) para a discoteca. Das 14h30 às 17h00, idosos e crianças conviveram, dançaram e cantaram. Para retemperar as energias, o Hit Club ofereceu um lanche aos foliões. Depois, mais convívio, mais dança e mais cantoria. Veja imagens da festa aqui.


Desfile Infantil
Hoje de manhã, foi a vez dos infantários e escolas de todo o concelho, num total de mais de quatro mil crianças, comemorarem o Carnaval num Desfile Infantil organizado pelo Pelouro da Educação. As crianças partiram da Praça do Almada e percorreram as ruas circundantes até ao Auditório da Lota. O frio tentou atrapalhar a festa, mas os pequenos não se deixaram abater. Dançando e saltando ao som de música brasileira foram afastando os arrepios e esquecendo as mãos geladas. Quem assistiu, não se arrependeu. Desde os fatos preparados pelas mães, aos confeccionados pelos estabelecimentos de ensino, todos estavam muito bem vestidos e maquilhados para a ocasião. Veja imagens do desfile aqui.
Para o ano há mais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Visita à envolvente da Estação de Metro


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Amanhã, 12 de Fevereiro, o Senhor Presidente da Câmara Municipal, José Macedo Vieira, procede a uma visita à zona envolvente à Estação do Metro, de forma a chamar a atenção para o incumprimento da empresa do Metro do Porto, S.A. no que respeita ao arranjo urbanístico previsto desde o início do projecto de requalificação da Linha da Póvoa.
A visita está marcada para as 14h30, tendo início junto ao edifício da Câmara Municipal.
Recorde-se que o arranjo urbanístico previsto, e da responsabilidade da empresa Metro do Porto, incluía a construção de um parque de estacionamento e outros arranjos para uma maior comodidade dos utentes do metro. Na última Assembleia Municipal, a 4 de Fevereiro, foi aprovada, por unanimidade, uma Moção de Protesto face à morosidade e falta de resolução deste problema. Na altura, Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal, deu conta dos vários contactos que tentou já estabelecer com a Administração do Metro no sentido de apresentarem soluções para a resolução do problema.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

“Na Maré da República” – o 31 de Janeiro na Póvoa, em mostra na Biblioteca Municipal


Rua Dr. António da Silveira – casa do Sr. Manuel José da Silva, onde esteve hospedado Dr. Alves da Veiga, de 17 a 19 de Fevereiro de 1891.

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Até 27 de Fevereiro a Biblioteca Municipal exibe a mostra documental “O Movimento do 31 de Janeiro de 1891 na Póvoa de Varzim”.
Esta mostra insere-se na programação “Na Maré da República”, que assinala na Póvoa de Varzim, ao longo de todo o ano, o 1º Centenário da Implantação da República. Artigos de jornais e de revistas, fotografias e bibliografia compõem esta exposição que traz à luz, por exemplo, o papel que Rocha Peixoto teve na revolta ou o envolvimento de várias figuras poveiras na fuga de Alves da Veiga, importante membro do Partido Republicano, para Espanha.
Manuel Lopes, que foi director da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto até 2006, ano do seu falecimento, escreveu no jornal “O Comércio da Póvoa de Varzim”, a 26 de Janeiro de 1894, sobre a Memória Poveira de 31 de Janeiro de 1891. Contou ele que “na agonia da revolta de 31 de Janeiro de 1891, perante a desorientação que os disparos da Guarda Nacional causaram aos manifestantes civis e militares que subiam em procissão cívica a Rua de Santo António, ainda se tentou um último esforço de aglutinação popular. «Apelando – escreveu Bazílio Teles – para as massas operárias da cidade. Para isso lançar-se-ia um manifesto aos habitantes, e ir-se-ia conferenciar com os populares de influência». E coube a Rocha Peixoto o honroso mandato de o redigir. […]
Por outro lado, um dos membros mais importantes do Partido Republicano, o Dr. Alves da Veiga, deixou o país em direcção ao exílio, embarcado numa catraia poveira timonada por um velho e experimentado arrais, conhecido por Tio Dibó. Peripécia movimentada e aventurosa, conta-a o médico poveiro João Pedro de Sousa Campos, a quem Alves da Veiga «pediu para lhe arranjar um barco que o transportasse a Espanha, visto não poder conservar-se por mais tempo no Porto nem sair do país por via terrestre, vista a insistência com que era procurado» [...]
As lições do 31 de Janeiro de 1891, não as dá o saudosismo comemorativo, mas a reflexão lúcida de uma época dominada por sintomas da crise política e social, geradores de imagens e problemas que nos pretendem fazer crer nas repetições da história, mesmo quando sabemos que nenhuma névoa ou miragem pode esconder o seu vigoroso sentido dialéctico, pois, como diz o poeta: tudo é composto de mudança.”

“Fim-de-semana gastronómico” destaca dois pratos da cozinha poveira

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A gastronomia poveira volta a estar em destaque, desta feita com a realização de um “Fim-de-semana Gastronómico” a 13 e 14 de Fevereiro.
Esta acção é dinamizada pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e tem como objectivo promover a Gastronomia Tradicional como um importante sector da oferta turística. Assim, durante esses dois dias, os pratos Pescada à Poveira e Rabanada à Poveira vão estar em destaque em 18 restaurantes que aderiram à iniciativa. E são eles: Belo Horizonte, Bodegão, Ibérica, Marcelino, O Cais, O Nosso Café, O Pátio, Os Três Rapazes I, Os Três Rapazes II, O Tacho, Recife, Estalagem Santo André, Restaurante Santo André, Táxi, 31 de Janeiro, Vasco da Gama, Vela Atlântica e Veromar.
A gastronomia poveira reflecte a combinação da pesca e da agricultura, com uma forte influência da cozinha minhota. No caso dos dois pratos escolhidos, os mais emblemáticos, marcam as tradições locais, principalmente da comunidade piscatória que, parca em recursos, elaborava receitas mais simples mas não menos saborosas.
Os “Fins-de-semana Gastronómicos” decorrem em 60 municípios da área de abrangência da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal até 30 de Maio, em fins-de-semana previamente definidos.

Matriz festeja S. Valentim


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A Associação Cultural e Recreativa da Matriz organiza uma festa de S. Valentim, com um jantar e baile, a 14 de Fevereiro.
A festa, que conta com o apoio da autarquia, decorrerá na sede da Associação e começa às 20h00, altura em que é servido o jantar, animado musicalmente pelo artista poveiro Domingos Moça. A partir das 21h30 o espaço transformar-se-á numa pista de dança, já que é dado o início ao baile, com a actuação do músico Zédicó.
As informações e reservas devem ser feitas através dos telefones 252 621 020 ou 252 621 028. Os preços variam, sendo que a entrada para o jantar e baile é de €20 e para o baile apenas é de €5.

PÓVOA DE VARZIM

Carnaval na Póvoa: festas aproximam-se


Convívio de Carnaval
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
O Carnaval aproxima-se a passos largos. Adultos e crianças escolhem as suas máscaras e encarnam as suas personagens preferidas. A Câmara Municipal associa-se a esta festa e organiza o Convívio de Carnaval e o Desfile Infantil.

Desfile Infantil
O Convívio de Carnaval vai acontecer hoje, quinta-feira, 11 de Fevereiro. Organizado pelo Pelouro da Acção Social especialmente para os utentes de Instituições Particulares de Solidariedade Social, esta festa vai reunir, a partir das 14h30, na discoteca Hit Club, mais de 300 participantes. Uma tarde divertida e certamente diferente, cheia de música e dança, é o que a autarquia pretende proporcionar a estes utentes.
No dia seguinte, sexta-feira, 12 de Fevereiro, o Pelouro da Educação leva para a rua milhares de participantes. O Desfile Infantil reúne crianças de infantários e escolas de todo o concelho. As ruas da Póvoa de Varzim vão ser “invadidas” por bruxas, princesas, mosqueteiros, futebolistas e astronautas a partir das 10h00. O cortejo parte da Praça do Almada em direcção ao Auditório da Lota sempre acompanhado de música. Uma iniciativa a não perder.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Gabinete de Acção Social de Argivai entrega Diplomas


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Andrea Silva entregou hoje à tarde os certificados de participação aos 60 formandos de oito sessões dinamizadas pelo Gabinete de Acção Social de Argivai ao longo de 2009. A autarca explicou que “pretendemos dotar as pessoas com um conjunto de competências alargadas que ainda não se encontravam desenvolvidas facilitando, assim, um melhor desempenho na sua actividade quotidiana”. A vereadora do Pelouro da Acção Social manifestou o interesse em continuar a apostar na formação “estando já previstas várias sessões para 2010”. Andrea Silva apelou a que estes formandos “não vejam estas acções como uma mera ocupação de tempos livres, mas sim de enriquecimento humano e de investimento”.
Os certificados de participação entregues dizem respeito a oito sessões de formação dirigidas à população residente nos Agrupamentos Habitacionais do concelho: Soares da Costa; Largo D. Luís; Sopete; Argivai; Aver-o-Mar e Amorim. “Violência Doméstica”; “Economia Doméstica”; “Ciclo Vital da Família”; “Competências Parentais”; “Técnicas eficazes na resolução de divergências”; “Ambiente, marés e vegetação”; “Habitação: Como usar, conservar e viver a nossa casa”; “Poupar. Viver melhor!” foram os temas abordados nas oito sessões realizadas.

“Apesar das dificuldades económicas do país e da queda de receita do município a Câmara Municipal continuará a cumprir as suas promessas.”

Nova iluminação na Igreja de Beiriz

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
“Apesar das dificuldades económicas do país e da queda de receita do município – 40% em 2009, face a 2008, nas licenças de obras particulares – a Câmara Municipal continuará a cumprir as suas promessas.” Foi esta a mensagem deixada pelo presidente da Câmara Municipal durante as inaugurações que marcaram o dia de ontem, 7 de Fevereiro, na freguesia de Beiriz, que, a propósito, contou a história de dois homens que apostaram que conseguiam arrancar a cauda de um cavalo. Um deles, um gladiador muito forte, usou a força na sua tentativa de tirar a cauda ao animal, sem sucesso. O outro, muito magro e aparentemente fraco, arrancou pêlo a pêlo até alcançar o objectivo e ganhar a aposta. “Com paciência é que se resolvem os problemas”, sublinhou o autarca.
A jornada foi dividida em dois momentos. De manhã, foram inaugurados os sistemas de iluminação da Igreja Paroquial de Beiriz e dos Arcos do antigo Aqueduto e, ainda, o complexo urbanístico composto pela nova rotunda, situada no lugar de Mauverde, e pelas nas ruas Ilda de Miranda, Comendador Brandão, Mauverde, António Amorim Bonito e Abade Martins de Faria, agora repavimentadas.
Junto à Igreja, José Macedo Vieira confessou que a nova iluminação da Igreja de Beiriz “realça este magnífico edifício religioso”.
O pároco da freguesia, Delfim Coelho, manifestou a sua gratidão ao município pela oferta deste sistema de iluminação a agradeceu a presença do Presidente da Câmara Municipal no dia 29 de Novembro de 2008, data em que um raio atingiu a Igreja Paroquial, demonstrando a sua solidariedade e apoio.
Para Amadeu Matias, o dia de ontem foi muito especial. Visivelmente feliz, o presidente da Junta de Freguesia confessou que “é um sonho concretizado ver o edifício religioso e os Arcos iluminados desta forma”. Para Amadeu Matias “com esta iluminação, a nossa Igreja Paroquial tornou-se a mais bonita da Diocese de Braga”. Veja as imagens do edifício
aqui. Após este momento, no átrio da Igreja, o executivo camarário e a população de Beiriz, que aceitou o convite da Câmara Municipal e esteve presente em todos os momentos do dia, seguiram a pé até ao lugar de Mauverde, onde está situada a nova rotunda da freguesia. Sobre a rotunda, o presidente da Junta de Beiriz afirmou que “este lugar está como sempre imaginei, graças à Câmara Municipal”. José Macedo Vieira referiu que, tal como o homem magro e aparentemente fraco que com paciência arrancou a cauda do cavalo, também o município tem agido com perseverança, calma e paciência, não deixando, apesar das dificuldades e da crise, de proceder a melhorias com vista a aumentar a qualidade de vida dos munícipes.


Inauguração do Pólo da Biblioteca

À tarde, teve lugar o segundo momento do dia. Situado no edifício da Junta, foi inaugurado o Pólo da Biblioteca. José Macedo Vieira explicou que a Câmara Municipal tem investido em várias infra-estruturas em todo o concelho e a cultura não tem sido esquecida. Depois de Aguçadoura, Amorim, Balasar, Estela, Laundos e Rates contarem com Pólos da Biblioteca, chegou agora a vez de Beiriz. Para o autarca esta é uma mais-valia para os habitantes desta freguesia que podem consultar jornais, revistas, livros e a Internet comodamente perto das suas casas. José Macedo Vieira referiu, ainda, a homenagem do município ao Monsenhor Manuel Amorim. A Câmara Municipal disponibiliza uma Biblioteca Digital dedicada ao antigo pároco de Beiriz. Foram digitalizados nove livros e 305 artigos de jornais e revistas escritos pelo também historiador ao longo de 40 anos de trabalho e investigação, que poderão ser consultados aqui.
Seguiu-se um convívio, organizado pelo Rotaract Club da Póvoa de Varzim especialmente para os idosos da freguesia.

“Quero a conversão da Igreja” – Padre Mário de Oliveira apresentou livro na Povoa

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Póstumo. Adjectivo que, entre outros significados, define um livro que é publicado depois da morte do autor. Mas é desta forma que o Padre Mário de Oliveira adjectiva o seu mais recente livro e que apresentou no Diana Bar no passado sábado, 6 de Fevereiro.
Novo Livro do Apocalipse ou da Revelação é, nas palavras do seu autor, “uma grande narrativa teológica em forma de diário que dá a perspectiva dos acontecimentos de forma a tirar o véu para que todos possamos ver a sociedade como ela realmente é”.
Considera-se morto desde 21 de Março de 1973. “Não constou que eu tivesse sido morto, nem eu soube. Foi nesse dia que, pela segunda vez, fui preso pela PIDE. Só depois de 11 meses de prisão, no dia em que fui libertado, é que soube que tinha sido morto pelo Poder Eclesiástico da Diocese do Porto. Decidiram, no dia em que fui preso, que eu deixava de ter paróquia. Nunca mais tive um ofício pastoral”.
Jornalista reformado, o Padre Mário da Lixa dedica este livro a todos os Bispos da Igreja de Jesus “que estejam em comunhão ou não com o Bispo de Roma, a todos os presbíteros da Igreja de Jesus, casados ou não”. E aqui criticou a Lei do Celibato, classificando-a de “infame” e “pura arbitrariedade do Vaticano”. E apontou mais críticas, por exemplo, aos Governos, poder executivo não da vontade do povo mas do Poder Financeiro Mundial.
“Este livro é uma espécie de meu testamento para a Igreja”, classificou, dando ainda conta que no prólogo colocou o seu testamento pessoal. “É o livro da minha maturidade humana e de fé. Cresci dentro da Igreja, percebi-lhe toda a perversidade. Tinha 1001 razões para me afastar da Igreja, dizer ‘Vocês são uma escória, uma máfia’. Mas porque sei que na origem da Igreja está Jesus, eu, por Jesus e na minha comunhão com Ele no dia-a-dia, percebi que devia manter-me sempre no interior da Igreja para ver se ela se convertia. É uma ingenuidade minha mas eu quero a conversão da Igreja”. Poder Eclesiástico, Poder Político e Poder Financeiro são assim a “perversa Trindade” que o Padre Mário de Oliveira pretende desmascarar. “Nós só vemos o que eles querem que vejamos. Temos que ver para além da encenação, e a realidade é horrível. E quando vemos a sociedade como ela é ou damos um tiro a nós próprios ou tentamos mudar a sociedade. E para isso temos que nos mudar a nós próprios”.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Meeting Internacional da Póvoa de Varzim terminou hoje com nove recordes estabelecidos

Nove recordes foram estabelecidos nos dois dias de competição do 4.º Meeting Internacional de Natação da Póvoa de Varzim, que hoje terminou nas Piscinas Municipais, com o triunfo colectivo a pertencer à formação italiana da Lombardia.
Vereador Aires Pereira na sessão de entrega de medalhas
Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Depois de se registarem no sábado cinco novos máximos da competição, hoje caíram mais quatro recordes do Meeting, por intermédio de Susanna Negri (Lombardia), nos 800m livres (8:51.99), Mercedes Minguet (Santa Olaya), nos 50m costas (28.93), Amit Ivry (Israel), nos 100m mariposa (58.96), e por Israel na estafeta de 4x100m livres femininos (3:54.60).
Paulo Santos (FC Porto/Dolce Vita), que na véspera havia sido primeiro classificado nos 50m livres, destacou-se entre os portugueses ao vencer os 100m livres com a marca de 51.86, sendo o único atleta nacional com dois triunfos na competição.
Kevin Swander (Indiana University), com 836 pontos nos 50m bruços (28.30), e Amit Ivry (Israel), com 859 pontos nos 100m mariposa (58.96), foram os nadadores com melhor performance na competição.



A equipa italiana da Lombardia, ao somar 895 pontos, venceu colectivamente. FC Porto/Dolce Vita, com 745,5, e Israel, com 686, foram segundo e terceiro classificados, respectivamente.
O 4.º Meeting Internacional de Natação da Póvoa de Varzim teve um novo recorde de participantes: 443 atletas (253 masculinos e 190 femininos). Integrada desde a primeira edição no calendário da Liga Europeia de Natação (LEN), a competição poveira tem sido marcada pela qualidade dos atletas participantes (portugueses e estrangeiros) e pelas marcas de grande nível obtidas.
O Meeting Internacional da Póvoa de Varzim, organizado em conjunto pela Associação de Natação do Norte de Portugal e Câmara Municipal, foi a primeira grande competição em piscina de 50 metros sem fatos de poliuretano.

Meeting Internacional da Póvoa de Varzim: poveiro Adriano Niz conquista três medalhas

Adriano Niz

Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Cinco novos recordes foram hoje estabelecidos do 4.º Meeting Internacional de Natação da Póvoa de Varzim, que está a decorrer nas Piscinas Municipais, num primeiro dia de competição em que se registaram as vitórias portuguesas de Adriano Niz (Benfica), Sara Oliveira (FC Porto/Dolce Vita) e Paulo Santos (FC Porto/Dolce Vita).Os recordes do Meeting foram obtidos por Susanna Negri (Lombardia) nos 400m estilos (4:52.87), Mercedes Minguet (Santa Olaya) nos 100m costas (1:03.05), Giulia Bolgiani (Lombardia) nos 400m livres (4:19.16), Amit Yvry (Israel) nos 50m mariposa (26.97) e Yakov-Yan Zurablov (Israel) nos 200m costas (2:00.71).A nadar na pista 1, o poveiro Adriano Niz, com o incentivo do público da «casa», venceu com raça os 200m livres com a marca de 1:54.02. O nadador do Benfica, apoiado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, recebeu a medalha de ouro das mãos do vereador Aires Pereira.Sara Oliveira (FC Porto/Dolce Vita), que nas eliminatórias dos 200m mariposa havia ficado em segundo lugar, superiorizou-se à concorrência na final com o tempo de 2:15.03.Também da equipa «azul e branca», Paulo Santos foi primeiro classificado nos 50m livres com o registo de 23.36.Antes do início das finais, procedeu-se a um minuto de silêncio em memória do nadador André Oliveira (Gesloures), que faleceu na quinta-feira. As eliminatórias do segundo dia de competição iniciam-se amanhã às 9h00 e as finais às 16h00.O 4.º Meeting Internacional de Natação da Póvoa de Varzim tem um novo recorde de participantes: 443 atletas (253 masculinos e 190 femininos). Integrada desde a primeira edição no calendário da Liga Europeia de Natação (LEN), a competição poveira tem sido marcada pela qualidade dos atletas participantes (portugueses e estrangeiros) e pelas marcas de grande nível obtidas.



Aires Pereira com Adriano Niz

O Meeting Internacional da Póvoa de Varzim, organizado em conjunto pela Associação de Natação do Norte de Portugal e Câmara Municipal, é a primeira grande competição em piscina de 50 metros em que não é permitida a utilização de fatos poliuretano. Desde 1 de Janeiro, os atletas só podem competir com os fatos de tecido impermeável permitidos pela Federação Internacional de Natação (FINA): para os homens, as peças não podem cobrir o peito e só podem ter comprimento até o joelho; para as mulheres, os fatos, que também só podem chegar até o joelho, não podem cobrir os braços.A competição é transmitida em directo no «site» do evento e os resultados estarão disponíveis na hora: www.annp.pt/povoameeting10.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pelouro da Acção Social entrega certificados de participação


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
Na próxima segunda-feira, 8 de Fevereiro, às 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Pelouro da Acção Social irá entregar os certificados de participação aos formandos das acções dinamizadas pelo Gabinete de Acção Social de Argivai ao longo de 2009.
Esse Gabinete realizou oito sessões de formação dirigidas à população residente nos Agrupamentos Habitacionais do concelho: Soares da Costa; Largo D. Luís; Sopete; Argivai; Aver-o-Mar e Amorim, num total de 60 participantes. “Violência Doméstica”; “Economia Doméstica”; “Ciclo Vital da Família”; “Competências Parentais”; “Técnicas eficazes na resolução de divergências”; “Ambiente, marés e vegetação”; “Habitação: Como usar, conservar e viver a nossa casa”; “Poupar. Viver melhor!” foram os temas abordados nas oito sessões realizadas.

IV Meeting Internacional da Póvoa de Varzim começa amanhã

O 4.º Meeting Internacional de Natação da Póvoa de Varzim realiza-se, este fim-de-semana, 6 e 7 de Fevereiro, nas Piscinas Municipais, com um novo recorde de participantes: 443 atletas (253 masculinos e 190 femininos).
Entre os portugueses destacam-se as presenças dos olímpicos Sara Oliveira (FC Porto/Dolce Vita) e Adriano Niz (Benfica).


Infopóvoa / Póvoa de Varzim
A nadadora portuense, de 24 anos, tem como ponto alto da carreira a participação nos Jogos de Pequim. Sara Oliveira, que bateu em Dezembro passado o recorde nacional dos 50m mariposa em piscina curta, está inscrita nos 50m, 100m e 200m mariposa e 50m livres.
Adriano Niz, de 23 anos, esta época a representar o clube da capital, fixou esta temporada, nos Europeus de Istambul, um novo máximo nacional nos 200m costas. O nadador poveiro, que tem como ponto alto da carreira a participação nos Jogos Olímpicos de Atenas, está inscrito nos, 200m e 400m livres, 50m mariposa, 200m estilos, 50m, 100m e 200m costas.
No que respeita aos estrangeiros, surgem nomes sonantes como os norte-americanos Ben Hesen, Kevin Swander e Jim Barbiere, os italianos Rudy Goldin, Giacomo Gremizzi, Luca Lavezzari, Matteo Montanari, Pamela Gabrieli, Ludovica Leoni e Susanna Negri, o espanhol Marco Rivera Miranda e a israelita Amit Ivry.
No quadro de recordes do Meeting não consta nenhum atleta português. Kevin Swander (EUA), com 28.05 nos 50m bruços, Amit Ivry (Israel) – melhor nadadora da edição anterior –, com 27.07 nos 50m mariposa e 59.83 nos 100m mariposa, Yuliya Banach (Israel), com 32.73 nos 50m bruços, Giulia Bolgiani (Lombardia), com 8:56.08 nos 800m livres, Stefania Cartapani (Lombardia), com 29.47 nos 50m costas e 1:03.59 nos 100m costas, Ben Hesen (EUA), com 25.36 nos 50m costas, são recordistas do Meeting que marcam presença nesta edição.



A competição poveira, integrada desde a primeira edição no calendário da Liga Europeia de Natação (LEN), tem sido marcada pela qualidade dos atletas participantes (portugueses e estrangeiros) e pelas marcas de grande nível obtidas.
O Meeting Internacional da Póvoa de Varzim, organizado em conjunto pela Associação de Natação do Norte de Portugal e Câmara Municipal, é a primeira grande competição em piscina de 50 metros em que não é permitida a utilização de fatos poliuretano. Desde 1 de Janeiro, os atletas só podem competir com os fatos de tecido impermeável permitidos pela Federação Internacional de Natação (FINA): para os homens, as peças não podem cobrir o peito e só podem ter comprimento até o joelho; para as mulheres, os fatos, que também só podem chegar até o joelho, não podem cobrir os braços.
A competição é transmitida em directo no «site» do evento e os resultados estarão disponíveis na hora:
www.annp.pt/povoameeting10.
No sábado, as eliminatórias iniciam-se 09h00 e as finais às 16h30, enquanto no domingo as eliminatórias estão agendadas para 09h00 e as finais às 16h00.